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Programa Melhor em Casa leva alegria e brinquedos a pacientes na Semana da Criança

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Luana Lima

Na semana dedicada às crianças, a diversão é garantida, com rostos pintados, fantasias, muitos doces e, claro, brinquedos. O programa Melhor em Casa não ficou de fora dessa celebração. Nesta sexta-feira, 11, a equipe realizou visitas especiais a 15 crianças de Rio Branco que, devido a condições graves de saúde, não podem sair de casa.

Equipe do programa realizou visitas especiais a 15 crianças que, devido a condições graves de saúde, não podem sair de casa. Foto: Odair Leal/Sesacre

Além dos pequenos que recebem o atendimento especializado do programa, as demais crianças das famílias atendidas também foram contempladas, recebendo presentes, pipoca e guloseimas, proporcionando um momento de alegria para todos.

“Pensamos nessa ação para levar um pouco de alegria a essas crianças, que enfrentam diversos problemas de saúde”, explicou Janaína Linard. Foto: Odair Leal/Sesacre

Janaína Linard, gerente de assistência do Melhor em Casa, explicou: “Pensamos nessa ação para levar um pouco de alegria a essas crianças, que enfrentam diversos problemas de saúde. A maioria delas está acamada, muitas são traqueostomizadas ou utilizam ventilação mecânica. Não podíamos deixar o Dia das Crianças passar sem levar essa felicidade a elas e aos seus irmãos. Preparamos brinquedos, doces e pipoca para presentear toda a casa”.

Assistência que faz a diferença

Francisco Vilaçio, de 1 ano e 2 meses, foi o primeiro a ser visitado. Ele enfrenta um quadro de prematuridade extrema e uma grave alteração pulmonar. Sua mãe, Marcilene Lima, expressou sua gratidão pela visita e pelos cuidados que recebe.

Francisco Vilaçio, de 1 ano e 2 meses, foi o primeiro a ser visitado. Foto: Odair Leal/Sesacre

“O programa é uma grande ajuda. Contamos com a visita regular de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, o que faz toda a diferença no tratamento do meu filho”, contou.

João Paulo Ferreira, de 6 anos, vive com encefalopatia crônica e estuda em casa uma vez por semana. Foto: Odair Leal/Sesacre

João Paulo Ferreira, de 6 anos, vive com encefalopatia crônica e estuda em casa uma vez por semana. Ele também é assistido pelo programa, que proporciona cuidados essenciais. Sua mãe, Maria Daiane Barroso, ressaltou: “O Melhor em Casa facilita muito. Ter um médico que vem atender o João em casa é um grande alívio, já que sair com ele para o hospital é complicado. Contamos com fisioterapia, enfermeiros e, quando precisamos de algo, basta entrar em contato e eles resolvem”.

A importância do atendimento domiciliar

Desenvolvido pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Saúde (Sesacre), o programa Melhor em Casa desempenha um papel fundamental ao proporcionar cuidados a pacientes crônicos em domicílio. As crianças assistidas são restritas ao leito, muitas com traqueostomia ou gastrostomia, necessitando de assistência contínua e especializada. O programa busca desospitalizar os pacientes, propiciando um atendimento humanizado em casa.

“O atendimento é muito bom. Eles garantem que o Davi receba todos os cuidados necessários, e isso nos traz um grande alívio”, afirmou Silvana Ramos. Foto: Odair Leal/Sesacre

Davi Lucas Ramos, que possui a síndrome de Dandy-Walker, uma condição rara que afeta o cerebelo, recebe atendimento pelo programa e conta com um leite especial fornecido pela equipe, já que tem intolerância à lactose. Sua mãe, Silvana Ramos, que veio de Manoel Urbano para garantir melhor cuidado ao filho, afirmou: “O atendimento é muito bom. Eles garantem que o Davi receba todos os cuidados necessários, e isso nos traz um grande alívio”.

Um sorriso de esperança

Também Andrey Félix, de 13 anos, que possui distrofia muscular de cintura, não escondeu a felicidade ao ver a equipe chegar com brinquedos e doces. Ele, que estuda em casa e já está no 8º ano, recebe acompanhamento constante do programa. Sua mãe, Maria Liberdade, destacou: “O cuidado que eles têm com o Andrey é excelente. Mesmo não havendo cura para a condição dele, a equipe nos ajuda a manter a saúde estável. Sempre que precisamos, eles estão prontos para nos atender”.

Andrey Félix não escondeu a felicidade ao ver a equipe chegar com brinquedos e doces. Foto: Odair Leal/Sesacre

Quem pode acessar o programa?

O atendimento do Melhor em Casa segue critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Para verificar a elegibilidade de um paciente, é necessário procurar o serviço de Assistência Social nas unidades básicas de saúde ou nas unidades de pronto atendimento (UPAs).

O Programa Melhor em Casa segue trazendo esperança e sorrisos, especialmente para as famílias que mais precisam, mostrando que o cuidado e o amor podem transformar a vida de muitas pessoas.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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