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Programas policiais seguem fortes com novos apresentadores – 22/01/2025 – Maurício Stycer
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Um dos gêneros mais populares e lamentáveis da televisão brasileira, os programas vespertinos de jornalismo policial passaram recentemente por mudanças de impacto. É um sinal de que continuam fortes e presentes.
Em dezembro, o SBT contratou José Luiz Datena para apresentar o Tá na Hora. Agora em janeiro, a Record dispensou Luiz Bacci e escalou Reinaldo Gottino para comandar o Cidade Alerta. Na Band, o Brasil Urgente foi assumido por Joel Datena, filho do antigo apresentador.
Com larga tradição, esses programas fazem a alegria dos concorrentes da Globo. Não são muito rentáveis, mas custam pouco e arregimentam publicidade de marcas populares. Costumam garantir uma audiência razoável, que ajuda nas médias mensais.
De modo geral, adotam de forma entusiasmada o ponto de vista da polícia. Na repetição estridente de crimes violentos, alimentam o medo de parte do público e satisfazem a sede por sangue dos que defendem a ideia de que “bandido bom é bandido morto”.
Os apresentadores desses programas ficam horas no ar, de segunda a sábado, falando sem parar e fazendo juízos moralistas sobre o que exibem. As reportagens que mostram os crimes são esticadas como capítulos de novelas, não por causa da relevância do assunto, mas segundo a audiência que estão obtendo.
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Marcelo Rezende (1951-2017) se tornou uma celebridade ao comandar o Cidade Alerta. Habilidoso, introduziu um pouco de humor na apresentação de um programa que era violento e sensacionalista.
Foi substituído por um de seus pupilos, Luiz Bacci, que se revelou extremamente bem-sucedido na arte de deixar o espectador em pânico com casos escabrosos de violência. Ao longo de oito anos, o jovem estendeu seu sucesso ao Instagram, onde acumula hoje 24,4 milhões de seguidores.
Na última sexta-feira, após apresentar o programa, foi surpreendido com a notícia de que a emissora decidiu antecipar em alguns meses o encerramento de seu contrato.
No lugar de Bacci, estreou nesta segunda-feira o experiente Reinaldo Gottino, um tipo bem-humorado e gentil, nada sisudo e sinistro como o seu antecessor. Resta acompanhar, nas próximas semanas, para descobrir quem vai mudar mais, o programa ou o apresentador.
Já Datena comandou o Brasil Urgente por mais de 20 anos, em dois períodos. Como vários profissionais de comunicação antes dele, se convenceu, em 2024, que a popularidade alcançada na TV o ajudaria a levantar voo na política. Conseguiu 1,84% dos votos para prefeito de São Paulo. Um vexame.
Depois das eleições, noticiou-se que Datena e a Band concordaram que o apresentador deveria descansar a imagem e, talvez, trocar o Brasil Urgente por um programa mais leve, de entretenimento.
Nesse meio tempo, apareceu o SBT. A emissora comandada por Daniela Beyruti enxergou a oportunidade de ampliar a audiência claudicante do seu Tá na Hora, lançado em março do ano passado, sob o comando do apelativo Marcão do Povo. Datena agora disputa e, eventualmente, perde na briga por audiência com o filho Joel, na Band.
Aproveito para recomendar “Jerry Springer: Brigas, Câmera, Ação”, um documentário em dois episódios, na Netflix, sobre um programa de entretenimento de quinta categoria, exibido com grande sucesso entre 1991 e 2008 nos Estados Unidos.
Ao ouvir os integrantes da equipe que o criou, entende-se claramente a lógica do topa tudo por audiência, que move muitas atrações ainda hoje.
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Estudantes estrangeiros de Medicina farão intercâmbio na Ufac — Universidade Federal do Acre
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18 horas atrásem
9 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, recebeu sete estudantes estrangeiros de Medicina que participarão de um intercâmbio acadêmico voltado à vivência da realidade amazônica e dos serviços de saúde na região. A recepção, com boas-vindas e apresentação da universidade, ocorreu nessa segunda-feira, 8, no gabinete da Reitoria, campus-sede.
O grupo é formado por Berklay Çetinkaya, da Turquia; Shajeea Sajid, da Itália; Clara Corsini, da França; Laura Joanna, da Alemanha; Lucie Dupin, da França; Shannon Marie, do Canadá; e Nia Julia, da Finlândia. Com idades entre 18 e 27 anos, os intercambistas permanecerão no Acre pelas próximas três semanas.
Durante a programação, os alunos conhecerão unidades de saúde, terão contato com diferentes aspectos do Sistema Único de Saúde (SUS) e participarão de atividades de campo, como a visita ao internato rural do curso de Medicina da Ufac no município de Feijó (AC), permitindo o contato com populações rurais e indígenas e com desafios enfrentados por profissionais que atuam em regiões distantes dos grandes centros urbanos.
“Estamos muito felizes em receber esses sete estudantes estrangeiros. O que mais nos impressiona é que eles escolheram a Amazônia e o Acre para realizar esse intercâmbio”, disse a reitora Guida Aquino. “Tenho certeza de que isso trará resultados importantes e incentivará também nossos estudantes a buscarem oportunidades internacionais de formação.”
Para o coordenador do curso de Medicina, Osvaldo Leal, a iniciativa representa um importante passo no processo de internacionalização da Ufac. “É uma experiência de aprendizado mútuo e uma oportunidade de mostrar o que temos a oferecer enquanto universidade amazônica”, pontuou.
A estudante de Medicina da Ufac, Assúria Mesquita, uma das responsáveis pela organização da programação, ressaltou que o intercâmbio fortalece a troca de conhecimentos entre diferentes culturas e sistemas de saúde. “Essa troca contribui para a formação de profissionais mais preparados e sensíveis às diferentes realidades.”
O intercâmbio é realizado por meio da Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina, organização presente em mais de 190 países e reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.
Também participou da recepção a vice-reitora eleita, Almecina Balbino.
(Fhgner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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