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Proibição iminente nos EUA alarma defensores dos direitos digitais – DW – 16/01/2025

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O relógio está correndo para TikTok. O popular aplicativo de vídeo enfrenta uma proibição nos EUA, a menos que sua controladora, ByteDance, venda suas operações domésticas a um comprador americano até 19 de janeiro de 2025.

O prazo chega após meses de pressão crescente dos legisladores, que argumentam que a propriedade chinesa da ByteDance representa um risco à segurança nacional, com o governo chinês potencialmente acessando dados de usuários ou influenciando o conteúdo da plataforma. ByteDance negou as acusações.

Como Presidente eleito Donald Trump supostamente pesa um plano para atrasar a proibiçãoos criadores dos EUA estão lutando para encontrar alternativas para substituir a plataforma.

Ao mesmo tempo, os defensores dos direitos digitais alertam que isolar uma plataforma com proibição fará pouco para proteger os utilizadores – e poderá, em última análise, sair pela culatra.

“É como jogar um perigoso jogo de golpe na toupeira que acaba colocando os usuários em risco ainda maior on-line”, disse Natalie Campbell, diretora sênior do governo e regulamentação da América do Norte.assuntos históricos na Internet Society, sem fins lucrativos.

Embora as preocupações com a segurança e a privacidade do TikTok sejam legítimas, uma proibição total levaria alguns usuários a soluções alternativas inseguras e os deixaria mais vulneráveis ​​do que antes, disse ela à DW.

“As pessoas que dependem do TikTok para seu sustento, para sua renda, tentarão encontrar soluções alternativas para continuar usando a plataforma”, disse ela.

Elon Musk quer fazer do X o novo TikTok?

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Vulnerabilidades cibernéticas

Se a proibição entrar em vigor, novos usuários dos EUA não poderão mais baixar o TikTok nas lojas de aplicativos da Apple ou do Google. Ainda não está claro se as pessoas que já usam o aplicativo poderão continuar e se precisarão usar uma rede privada virtual, ou VPN, para ocultar seus endereços IP.

O que parece certo, porém, é que eles perderiam o acesso a atualizações de segurança e novos recursos, o que degradaria gradualmente a funcionalidade do aplicativo e tornaria os usuários mais vulneráveis ​​a ataques cibernéticos.

“Existem pessoas neste mundo que procuram constantemente identificar e explorar estas vulnerabilidades”, disse Campbell. “E isso será feito.”

Linhas de batalha política obscuras

O cenário político dos EUA em torno da proibição tem muitas dimensões e permanece fluido.

Em abril de 2024, os legisladores dos EUA aprovaram a proibição com apoio bipartidário. A TikTok apelou, argumentando que a proibição violava os direitos da Primeira Emenda, e o caso foi ao Supremo Tribunal. Durante uma audiência no início deste mês, os juízes pareciam céticos em relação aos argumentos do TikTok de que a lei era inconstitucional. A decisão de apoiá-la ou não pode agora ocorrer a qualquer momento.

Trump, que apoiou a proibição do TikTok durante seu primeiro mandato, inverteu recentemente sua posição. Ele agora está avaliando um plano para adiar a proibição por meio de uma ordem executiva, embora ainda não esteja claro se isso seria legalmente possível.

Enquanto isso, sua posse ocorrerá um dia após a entrada em vigor da proibição. O New York Times informou que o CEO da TikTok, Shou Zi Chew, foi convidado para o evento e deverá se sentar em um lugar de honra tradicionalmente reservado para convidados importantes, como ex-presidentes.

Shou Zi Chew fala durante uma audiência do Comitê Judiciário do Senado com outros chefes de plataforma de mídia social no Capitólio, em Washington, quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
O CEO da TikTok, Shou Zi Chew, supostamente comparecerá à posse de Donald TrumpImagem: José Luis Magana/AP/imagem aliança

Entretanto, várias empresas e grupos de investidores americanos manifestaram interesse em adquirir a plataforma.

Segundo a Bloomberg News, uma opção é vender partes do TikTok para Elon Musk empresa de mídia social X. A aquisição daria potencialmente ao multibilionário controle sobre uma plataforma ainda maior que a X e expandiria sua capacidade de promover tanto seus interesses pessoais quanto os da próxima administração Trump.

Implicações globais

Se nenhuma aquisição ocorrer e o TikTok for banido, isso refletirá uma tendência global mais ampla de restrições governamentais à plataforma.

A Índia implementou uma proibição em 2020, citando preocupações de segurança nacional. Desde então, países como a Jordânia, o Quirguizistão e o Nepal seguiram o exemplo, citando razões que vão desde preocupações com a saúde mental dos utilizadores até acusações de que a plataforma promove agitação social. Mais recentemente, a Albânia anunciou um bloqueio de um ano na plataforma no final de dezembro.

Albânia sinaliza proibição do TikTok citando temores pela segurança infantil

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Uma proibição nos EUA poderia alimentar ainda mais esta tendência, diz Natalie Campbell, da Internet Society, conduzindo potencialmente a uma Internet cada vez mais fragmentada – com repercussões muito para além das fronteiras dos EUA.

“Devido à influência que os Estados Unidos têm, provavelmente veríamos cada vez mais países a tentar resolver as suas preocupações (sobre as plataformas de redes sociais) através de proibições”, disse ela.

Banir plataformas versus regulamentá-las

Campbell argumentou que banir um aplicativo não resolve o problema subjacente, mas faz com que os usuários migrem para outros serviços onde permanecem preocupações de privacidade e segurança.

Como plano de contingência para a proibição iminente, muitos usuários do TikTok nos EUA expandiram recentemente sua presença em plataformas concorrentes dos EUA, como Instagram ou YouTube, ou outros aplicativos chineses, como o aplicativo de estilo de vida RedNote.

Campbell argumenta que, em vez de proibir uma única plataforma, o governo dos EUA deveria se concentrar na aprovação de uma legislação de privacidade abrangente que protegeria os usuários em todas as plataformas: “Isso nos permitiria manter todos os serviços e aplicativos nos mesmos padrões, em vez de jogar este perigoso jogo de bater na toupeira.”

Editado por Ben Knight

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre

A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).

A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.

Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.

Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável. 

Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas.  No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.

 



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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre

A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.

A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.

O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.

Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.

Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.

 



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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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