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Projeto Esther: Um projeto Trumpiano para esmagar a resistência anticolonial | Donald Trump
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A reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos marca uma mudança na política dos EUA – desde a negação hipócrita da administração Joe Biden da cumplicidade americana em Genocídio sionistacrimes de guerra e crimes contra a humanidade a um endosso sem remorso de todas estas ações.
Além de trazer à luz do dia o apoio de Washington a todos os excessos, crimes e violações de Israel, o regresso de Trump à Casa Branca também intensificará e tornará ainda mais aberta a perseguição daqueles que ousam resistir à supremacia branca e à sua encarnação sionista.
Sob Biden, aqueles que se opuseram ao genocídio sionista financiado e facilitado pelos EUA, desde estudantes universitários e funcionários públicos a activistas e autores de justiça racial, já enfrentaram ameaças de políticos, assédio policial, acusações infundadas de anti-semitismo nos meios de comunicação e intimidação implacável de empregadores, administradores universitários e membros da extrema-direita Grupos sionistas de “autodefesa”.
E, no entanto, Trump diz que Biden tem sido “fraco” na luta contra os “radicais do Hamas” e que faria ainda mais para acabar com a resistência anticolonial enquanto presidente. Na campanha, ele chamado para a deportação de cidadãos estrangeiros que apoiam a resistência palestina e, desde que foi eleito, nomeou falcões pró-Israel para cargos-chave de inteligência e segurança no seu governo, sinalizando que pretende manter as suas promessas de repressão aos activistas anti-sionistas. Por exemplo, Trump nomeou Kristi Noem, o governador do Dakota do Sul que certa vez apresentou um projeto de lei reprimindo as críticas a Israel com o argumento de “garantir a segurança do povo escolhido de Deus”, como seu secretário de segurança interna.
Outra indicação de que o segundo mandato de Trump será marcado por uma nova repressão à resistência anticolonial e antirracista veio na forma de uma estratégia para “combater o antissemitismo” intitulada “Projeto Esther”, elaborada pelo proeminente think tank conservador alinhado a Trump, o Fundação Patrimônio.
A Heritage Foundation tem sido aberta sobre a sua intenção de transformar o “Projeto Esther” numa política governamental sob uma segunda administração Trump. Afirma no próprio documento estratégico – que foi publicado em 7 de outubro para marcar o primeiro aniversário dos ataques do Hamas a Israel – que espera que o “Projeto Esther” apresente “uma oportunidade para parceria público-privada quando uma administração disposta ocupar o território branco”. Casa”.
Criado pelas mesmas mentes que nos trouxeram o nacionalismo autoritário e cristão”.Projeto 2025”, “Projeto Esther” sincretiza a história da Rainha Esther, a heroína judia celebrada durante Purim por salvar os judeus da antiga Pérsia do extermínio pelas mãos do Vizir Haman, com narrativas sionistas modernas de defesa e vitimização para retratá-la como uma defensora de Judeus contra activistas, académicos e membros progressistas do Congresso nos EUA que se opõem ao racismo, ao apartheid e ao genocídio. O documento de estratégia, supostamente concebido para ser “um modelo para combater o anti-semitismo nos Estados Unidos”, inclui vários aspectos fundamentais do pensamento e da prática fascista, tal como delineados por Umberto Ecocomo a cultura sincrética, a xenofobia, o culto ao heroísmo e ao anti-intelectualismo.
Os indivíduos visados – incluindo numerosos representantes eleitos negros, pardos e judeus que expressaram qualquer crítica a Israel, incluindo os senadores Bernie Sanders e Chuck Schumer – são colectivamente descaracterizados como membros de “Organizações de Apoio ao Hamas (HSO)”, parte de uma “Rede de Apoio ao Hamas” e equiparado ao vilão de Purim, Haman. Através deste enquadramento, a campanha visa proeminentes defensores da justiça social e representantes progressistas do Partido Democrata como inimigos do povo judeu, usando a mitologia da Rainha Ester para justificar a sua perseguição e repressão.
O “Projecto Esther” afirma descaradamente que os seus objectivos são eliminar as perspectivas anticoloniais do sistema educativo dos EUA, limitar a disseminação de informação relacionada e restringir o acesso dos defensores à sociedade americana, à economia e ao Congresso. Procura processar alegadas violações legais e criminais cometidas por membros do “HSO”, perturbar as suas comunicações, restringir manifestações e reunir a comunidade judaica, os aliados e o público americano contra os movimentos de resistência anticolonial.
Com uma retórica alarmista envolta em patriotismo e “valores americanos” e a mais recente abordagem sionista reformulação da marca agressão ofensiva como “defesa”, “Projeto Ester” institucionaliza a repressão à dissidência dentro de uma estrutura teórica falaciosa e fascista, lançando-se como o baluarte final contra uma ameaça imaginária de “influência estrangeira” e valente protetor dos cidadãos das hordas pagãs de pele morena que supostamente prometeram infectar a sociedade aberta americana branca com uma agenda anticapitalista. Normalmente, os ideólogos do “Projeto Esther” se veem como heróis, travando corajosamente uma guerra santa, muito ao som do infame retrato da Ku Klux Klan em Nascimento de uma nação.
Apelando à “maioria silenciosa” para “quebrar o seu silêncio e falar” para “recuperar a sua voz e converter as suas palavras em ações para tornar impotente uma minoria ilegítima e odiosa que ameaça a alma da América” ao, entre outras acusações, “corromper o nosso sistema educativo ”, “Projeto Esther” transforma em arma tendências xenófobas reforçadas pela nova administração Trump para ameaçar e fraturar movimentos anticoloniais que se opõem conscientemente ao sionismo e à supremacia branca.
Sob o pretexto de combater o ódio e apelar a uma classe baixa supostamente aterrorizada e humilhada, o “Projecto Esther” procura enquadrar a oposição anti-racista ao apartheid e ao genocídio sionista como inerentemente anti-semita. No entanto, isto expõe o próprio sionismo como supremacia branca e uma personificação moderna da ideologia anti-semita, tal como Hamã no mito da Rainha Ester, visando activamente organizações judaicas como a Voz Judaica pela Paz e o movimento Judaico Reformado.
O “Projeto Esther” critica o que vê como “complacência” dentro da comunidade judaica americana, invocando o ideal anti-semita fabricado pelos sionistas de um “novo judeu” que rejeita as crenças tradicionais que interpretam a opressão e as dificuldades como punição divina pelos pecados. Esta visão menospreza a confiança tradicional na defesa como passiva e fraca, promovendo, em vez disso, uma abordagem assertiva e ofensiva à resistência. Em linha com esta visão, os sionistas adoptam a noção anti-semita de que os judeus têm sido responsáveis pelo seu próprio sofrimento, defendendo a segregação e a aquisição de terras numa nova pátria como a solução definitiva.
Notavelmente, o fomento do medo tem sido usado há muito tempo pelos sionistas para encorajar a imigração judaica, de preferência branca, para Israel como um meio de reabastecer as forças armadas israelitas e combater a “ameaça demográfica” palestina. Ao amplificar a parceria entre a supremacia branca dos EUA e o expansionismo sionista, o “Projecto Esther” apresenta uma séria ameaça aos movimentos interseccionais anticoloniais e orientados para a justiça em todo o país, por um lado, e às minorias, incluindo os judeus, por outro.
O “Projeto Esther” promete continuar a acelerar a mobilização dos sionistas e dos anti-semitas de direita, agora encorajados pela vitória de Trump, para desmantelar a resistência às suas políticas racistas através de auditorias financeiras e académicas, campanhas de “nome e vergonha” e “guerra jurídica”. ”. Ao mesmo tempo que protege as políticas sionistas e se alinha com a supremacia branca dos EUA, o documento – repleto de desinformação sobre “odiadores de judeus anti-Israel e anti-sionistas que tentam sitiar o nosso sistema educativo, processos políticos e governo” – reforça a próxima administração Trump bem como grupos de vigilantes sionistas como a “Liga de Defesa Judaica” e os seus aliados naturais, os neonazis americanos, para reprimir a liberdade de expressão e a dissidência.
Em última análise, campanhas como o “Projecto Esther” manipulam o trauma histórico judaico para promover a supremacia branca e suprimir movimentos anticoloniais e anti-racistas, ao mesmo tempo que incitam o público a aceitar a solidariedade palestiniana, mesmo quando expressa por judeus, como anti-semita. Este alinhamento não só sufoca a dissidência às agendas de direita, como também perpetua uma narrativa fascista que promove a violência contra aqueles que resistem à opressão, apresentando-os como uma ameaça existencial. Esta parceria sionista-supremacista branca representa um desafio directo aos movimentos de justiça e à humanidade como um todo, usando o medo, a propaganda e a violência para minar os esforços em prol da solidariedade e da libertação genuínas.
As opiniões expressas neste artigo são do próprio autor e não refletem necessariamente a posição editorial da Al Jazeera.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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