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Projetos de apoio às mulheres mastectomizadas e de punição a quem maltratar animais são vetados por governador do AC
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Governador Gladson Cameli também vetou emendas da LDO, propostas pelo deputado Emerson Jarude e aprovada pela Aleac em plenário.
O governador Gladson Cameli enviou à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) mensagens governamentais informando uma série de vetos a projetos de lei (PLs) aprovados pelos deputados. Os comunicados foram lidos durante audiência pública da Aleac nessa quarta-feira (16).
Cameli vetou trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê orçamento de quase R$ 10 bilhões para 2024, o projeto de lei que previa apoio e ajuda às mulheres mastectomizadas foi vetado parcialmente e integralmente o PL que proibia pessoas acusadas de agredirem animais de adotarem novamente qualquer bicho doméstico.
Veja todos os vetos do governador:
- Veto parcial do Projeto de Lei nº 84 de 2023, que dispõe sobre a criação da lei Sérgio Tabuada – institui a Semana da Música Acreana de autoria do deputado Edvaldo Magalhães;
- Veto integral do Projeto de Lei nº 87 de 2023, que dispõe sobre a proibição de pessoas que cometerem maus-tratos a animais domésticos de obterem novamente a guarda dos animais agredidos ou de outros animais, de autoria do deputado Emerson Jarude;
- Veto integral do Projeto de Lei nº 85 de 2023, que dispõe da política de controle populacional de animais domésticos no estado, de autoria da deputada Michelle Melo. O gestor voltou atrás e sancionou a lei em publicação do DOE nesta quinta-feira (17);
- Veto parcial do Projeto de Lei nº 96 de 2023, que dispõe do Programa Vida Nova Mulher Mastectomizada, de autoria do deputado Adailto Cruz;
- Veto parcial do Projeto de Lei nº 95 de 2023, que reconhece as pessoas com fibromialgia e neurofibromatose como deficientes, de autoria do deputado Clodoaldo Rodrigues;
- Veto integral do Projeto de Lei Complementar nº 13 de 2023, que altera o dispositivo da Lei nº 345 de 15 de março de 2018 que dispõe sobre as regras de realização do concurso público para provimento de cargos.
Os deputados ainda podem derrubar os vetos de Cameli.
O veto aos projetos de proteção aos animais causou revolta entre os projetos sociais e ONGs do estado. Projeto Voluntário Amor Animal publicou uma nota lamentando a atitude do governador e pediu que o gestor revisasse sua decisão.
“É crucial que os líderes governamentais estejam comprometidos com a promoção do respeito à vida animal e com a criação de um ambiente seguro para esses seres que compartilham nosso mundo. A decisão de vetar tais projetos não apenas deixa os animais em uma situação vulnerável, mas também levanta sérias questões sobre as prioridades e os valores da liderança em questão”, questiona.
Projeto Voluntário lamentou veto a projetos de proteção aos animais — Foto: Reprodução
Sobre o veto dos projetos, a assessoria de comunicação do governo informou já existe uma lei federal que proíbe a guarda de animais a pessoas acusada de maus-tratos. Com isso, entende que a matéria é de competência da União,
LDO
Gladson Cameli publicou a sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024 no último dia 11 no Diário Oficial do Estado (DOE). Na publicação, o governador vetou do inciso 1º ao 5º do artigo 15 da LDO.
Os vetos trataram de emendas propostas pelo deputado Emerson Jarude e aprovadas nas comissões da Aleac.
O deputado Emerson Jarude afirmou que as emendas tinham o objetivo de fazer com que o dinheiro público chegue até a população mais carentes e também melhorar relação do governo e assembleia.
“As alterações foram aprovadas na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania] e em seguida por todos deputados no plenário. O que nos pegou de surpresa é que o governo vetou nossas alterações e já publicou a LDO com os vetos, sendo que o procedimento previsto na Constituição é que os vetos devem ser encaminhados para a assembleia analisar se mantém ou derruba”, lamentou.
A LDO é anual e destinada a determinar a forma e conteúdo com que a LOA de cada exercício deve se apresentar e indicar as prioridades a serem observadas em sua elaboração. Um dos objetivos constitucionais da LDO é o de apresentar metas e prioridades da administração pública para o serviço financeiro subsequente.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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