NOSSAS REDES

ACRE

Promotores franceses pedem pena máxima de 20 anos para homem em caso de estupro em massa | Notícias sobre agressão sexual

PUBLICADO

em

Dominique Pelicot drogou sua esposa e convidou dezenas de estranhos para sua casa para estuprá-la durante um período de nove anos.

Os promotores franceses exigiram a pena máxima de 20 anos de prisão para um homem que organizou o estupro em massa de sua então esposa durante quase uma década.

Dominique Pelicot deixou sua esposa Gisele Pelicot inconsciente com drogas e convidou dezenas de estranhos para abusar dela nas casas de seus familiares em Paris e na cidade de Mazan, no sul, entre 2011 e 2020.

O homem de 71 anos admitiu todas as acusações contra si num julgamento que escandalizou a França e chamou a atenção mundial para a questão da violência sexual.

Quarenta e nove outros homens também foram levados a julgamento por participação no abuso. Espera-se que os promotores anunciem quais sentenças buscarão contra os co-acusados ​​nos próximos dois dias.

Os promotores rejeitaram os argumentos apresentados por muitos dos homens, com idades entre 21 e 68 anos na época das agressões, de que eles acreditavam que estavam participando de uma fantasia consensual ou que não estavam em seu juízo perfeito.

Gisele Pelicot carrega flores ao deixar a quadra em Avignon, França, em 25 de novembro de 2024 (Alexandre Dimou/Reuters)

Imagens exibidas no tribunal nas últimas semanas, parte de cerca de 20 mil vídeos e fotos gravadas por Dominique Pelicot, mostraram Gisele deitada imóvel enquanto homens a agrediam.

“Os acusados ​​estão tentando fugir da responsabilidade dizendo que achavam que Gisele Pelicot consentiu”, disse a promotora pública Laure Chabaud ao tribunal lotado na cidade de Avignon.

“Mas não é possível, hoje, em 2024, considerar isso”, acrescentou Chabaud.

Chabaud disse que embora 20 anos seja a pena máxima que pode ser aplicada a Dominique, é “muito pouco tendo em conta a gravidade dos actos cometidos e repetidos”.

Os promotores também disseram que buscavam uma sentença de 17 anos para Jean-Pierre Marechal.

O homem de 63 anos – que Dominique conheceu numa sala de chat agora fechada para homens que solicitavam material de violação – também admitiu ter drogado a própria mulher para que ambos a violassem.

A sentença dos acusados ​​deverá ocorrer na conclusão do julgamento, por volta de 20 de dezembro.

Gisele poderia ter exigido que o julgamento fosse realizado a portas fechadas, mas pediu que fosse tornado público.

A senhora de 71 anos disse esperar que isso ajude outras mulheres a se manifestarem e a combater o estigma das sobreviventes de violência sexual.

O julgamento desencadeou manifestações de apoio a Gisele em França e estimulou um debate sobre a possibilidade de actualizar a lei de violação do país, que actualmente não faz qualquer menção à exigência de que o sexo envolva consentimento.

Em vez disso, os procuradores são obrigados a provar a intenção do perpetrador de violar usando “violência, coerção, ameaça ou surpresa”.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

PUBLICADO

em

Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

Continue lendo

ACRE

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS