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‘Pronto para se envolver’: Ministro das Relações Exteriores da Síria pede levantamento de sanções | Notícias da Guerra da Síria
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O novo ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad Hassan al-Shaibani, falou exclusivamente à Al Jazeera sobre os objetivos, orientação e progresso da nova administração até agora.
Falando a Hashem Ahelbarra da Al Jazeera no dia de Ano Novo, pouco mais de três semanas após o antigo governante sírio Bashar al-Assad foi depostoal-Shaibani estava ansioso para descrever o progresso até agora.
A administração interina – liderada pelo comandante-chefe, Ahmed al-Sharaa – deverá realizar conversações em 5 de Janeiro para discutir a futura agenda da Síria numa crucial Conferência de Diálogo Nacional, que irá esclarecer muito sobre o caminho a seguir.
As sanções já não ajudam o povo sírio
Depois de uma onda brutal de repressão aos manifestantes em 2011, que levou a Síria a entrar em guerra, a Austrália, o Canadá, a União Europeia, a Suíça e os Estados Unidos impuseram sanções ao regime de al-Assad.
O objectivo na altura, disse al-Shaibani, era enviar uma mensagem de apoio ao povo sírio que sofria sob o regime repressivo.
Mas agora, argumentou ele, a principal razão para isso havia desaparecido; os milhares de detidos que al-Assad mantinha em “matadouros humanos” em todo o país estavam livres e o país estava a trabalhar para reparar os danos.
Como tal, “a aplicação contínua (de sanções) tornou-se sem sentido e ineficaz”, observou al-Shaibani.
Os EUA designaram Hayat Tahrir al-Sham (HTS) – o grupo liderado por al-Sharaa que liderou a ofensiva contra al-Assad – uma organização terrorista em 2018, e colocaram-lhe uma recompensa de 10 milhões de dólares, o que poderia ser uma complicação para levantamento das sanções.
Contudo, Barbara Leaf, secretária de Estado adjunta dos EUA para assuntos do Oriente Próximo, e outras autoridades visitaram Damasco em 20 de dezembro, após o que ela anunciou o abandono da recompensa e sinalizou a vontade de Washington de se envolver.
“Apoiamos totalmente um processo político liderado e controlado pelos sírios que resulte num governo inclusivo e representativo que respeite os direitos de todos os sírios, incluindo as mulheres, e das diversas comunidades étnicas e religiosas da Síria”, disse Leaf.
Envolvendo-se com o mundo
Uma das principais prioridades da nova administração é permanecer aberta ao envolvimento com todos e à reconstrução das relações com o mundo exterior, disse al-Shaibani.
Ele deve visitar a Arábia Saudita nos próximos dias, durante os quais, disse Hashem Ahelbarra, da Al Jazeera, de Damasco, o principal diplomata poderá conseguir progressos na readmissão da Síria à Liga Árabe.
As relações com os EUA, salientou ele, seriam provavelmente cruciais, mas resta saber como se desenvolveriam.
“A Síria está hoje aberta a todos e pronta para se envolver com todas as partes, embora certamente o desenvolvimento desta administração dependa provavelmente do lado dos EUA.
“Estamos prontos para melhorar esta relação desde que a nova administração dos EUA demonstre vontade”, disse Ahelbarra, referindo-se à próxima administração do presidente eleito Donald Trump.
Respondendo às preocupações levantadas frequentemente por não-sírios sobre o potencial de violência contra as minorias na Síria, reconheceu que estas tinham sido mencionadas em discussões com os EUA.
No entanto, esclareceu, a nova administração está determinada a tratar todos como sírios, e não como grupos de minorias.
“O foco (um) americano nestas questões pode inadvertidamente reforçar as divisões dentro da sociedade síria e contribuir para a sua fragmentação”, disse ele.
Muhanad Seloom, do Instituto de Pós-Graduação de Doha, observou que a nova administração síria percorreu um longo caminho em termos de apelo à comunidade internacional.
“Para a administração síria… penso que percorreram um longo caminho (e) também mostraram moderação em termos de protecção dos grupos étnicos na Síria, não permitindo que ninguém fizesse justiça com as próprias mãos”, disse ele à Al Jazeera.
Ahelbarra, da Al Jazeera, acrescentou que, à medida que a felicidade da queda de al-Assad passar, os sírios começarão a recorrer ao seu novo governo interino em busca de apoio.
“Hoje é 1º de janeiro de 2025 e, a partir de hoje e nos próximos dias, as pessoas começarão a fazer mais perguntas sobre os desafios que temos pela frente.
“Esta nova administração prometeu aumentar os salários do governo em 400 por cento. Mas quando assumiram o banco central, os cofres estavam vazios… tudo foi desviado pelo regime de Assad”, observou.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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