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Protestos na Síria após vídeo ‘antigo’ mostrar ataque a santuário alauita | Notícias da Guerra da Síria

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Milhares de pessoas protestaram em várias cidades da Síria depois que circulou um vídeo mostrando um ataque a um santuário alauita no norte, disseram um monitor de guerra e testemunhas.

Os novos governantes da Síria disseram que o vídeo era “antigo” e que “grupos desconhecidos” estavam por trás do ataque, dizendo que “republicar” o vídeo serviu para “incitar conflitos”, um dia depois de centenas de pessoas protestarem em Damasco contra o ataque. queima de uma árvore de Natal.

O monitor do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR) disse que “milhares de pessoas” saíram às ruas na quarta-feira com grandes manifestações nas cidades costeiras de Tartous e Latakia, províncias que são o coração da minoria alauita, para a qual depôs o governante de longa data Bashar. al-Assad pertence.

O SOHR também relatou protestos na cidade central de Homs e em Qardaha, cidade natal de al-Assad.

Testemunhas disseram que eclodiram manifestações em Tartous, Latakia e nas proximidades de Jableh, onde as imagens mostravam grandes multidões nas ruas com algumas pessoas gritando slogans como: “Alauítas, sunitas, queremos paz”.

A agência de notícias estatal SANA disse que a polícia no centro de Homs impôs um toque de recolher das 18h (15h GMT) às 8h (05h GMT) de quinta-feira, enquanto as autoridades em Jableh e duas outras cidades também anunciaram um toque de recolher noturno.

O SOHR disse que os protestos eclodiram depois que um vídeo começou a circular na quarta-feira mostrando “um ataque de combatentes” a um importante santuário alauita no distrito de Maysaloon, na segunda maior cidade da Síria, Aleppo. Ele disse que cinco trabalhadores foram mortos e o santuário foi incendiado.

O chefe do SOHR, Rami Abdel Rahman, disse que o vídeo foi filmado no início deste mês, depois que rebeldes da oposição liderados por Hayat Tahrir al-Sham (HTS) lançaram uma ofensiva relâmpago; assumiu o controle das principais cidades, incluindo Aleppo, em 1º de dezembro; e depôs al-Assad uma semana depois.

‘Sim a uma Síria livre’

No entanto, o Ministério do Interior disse na sua conta oficial do Telegram que o vídeo remontava à ofensiva rebelde em Aleppo no final de Novembro e que a violência foi levada a cabo por grupos desconhecidos, acrescentando que quem quer que estivesse a circular o vídeo agora parecia estar a tentar incitar conflitos sectários.

O ministério também disse que alguns membros do antigo regime atacaram as forças do Ministério do Interior nas zonas costeiras da Síria na quarta-feira, deixando algumas pessoas mortas e feridas.

O manifestante Ali Daoud disse que milhares de pessoas compareceram à manifestação em Jableh, acrescentando: “Pedimos que aqueles que atacaram o santuário sejam responsabilizados”.

As imagens mostraram uma grande multidão marchando nas ruas brandindo a bandeira rebelde de três estrelas da era da independência.

“Não à queima de lugares sagrados e à discriminação religiosa. Não ao sectarismo. Sim a uma Síria livre”, dizia um cartaz de protesto.

Na cidade de Latakia, os manifestantes denunciaram “violações” contra a comunidade alauita, disse o manifestante Ghidak Mayya, 30 anos.

“Por enquanto, (…) estamos a ouvir apelos à calma”, disse ele, alertando que demasiada pressão sobre a comunidade “corre o risco de uma explosão”.

O residente e manifestante de Tartous, Alaa, 33 anos, expressou preocupação com a possibilidade de a situação se deteriorar, dizendo que “uma única gota de sangue corre o risco de voltarmos a um cenário muito mau”.

Al-Assad apresentou-se durante muito tempo como um protector de grupos minoritários na Síria, de maioria muçulmana sunita.

Os alauitas temem uma reacção negativa contra a sua comunidade, tanto como grupo religioso minoritário como devido à sua longa associação com a família de al-Assad.

Na terça-feira, centenas de manifestantes protestaram em áreas cristãs de Damasco contra o incêndio de uma árvore de Natal perto de Hama, no centro da Síria. O HTS prometeu restaurá-lo prontamente.

Os novos líderes do país têm reiteradamente prometeu proteger grupos religiosos minoritários, que temem que os antigos rebeldes que agora controlam possam tentar impor uma forma conservadora de governo.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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