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Protestos pró-Khan alimentam medo de tomada militar – DW – 26/11/2024

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Milhares de apoiantes do antigo primeiro-ministro Imran Khan invadiram o paquistanês capital Islamabad esta semana, encenando protestos violentos e pedindo a libertação de Khan da prisão. Vários membros das forças de segurança já foram mortos nos distúrbios, segundo o governo.

O Ministério do Interior disse que pessoal adicional foi destacado para proteger as missões diplomáticas na Zona Vermelha, fortemente protegida, que abriga vários edifícios governamentais e embaixadas em Islamabad.

O primeiro-ministro Shehbaz Sharif condenou a violência como “extremismo” dirigido ao cumprimento de “objetivos políticos malignos”.

Com a escalada da violência, no entanto, muitos se perguntam se Sharif permanecerá no comando ou será marginalizados pelas poderosas forças armadas do país.

Sobre o que são os protestos?

A principal demanda de O partido Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI) de Khan deve libertar todos os seus líderes, incluindo o próprio Khan, que está preso por múltiplas acusações de corrupção desde agosto de 2023.

Apoiadores de Imran Khan forçam entrada em Islamabad

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Os apoiantes de Khan também acusam a coligação de Sharif de fraudando as eleições gerais deste ano. O atual governo enfrenta apelos para renunciar.

O governo de Sharif não deu quaisquer sinais de ceder às exigências. Em vez disso, as autoridades posicionaram contentores para bloquear estradas principais que conduzem a Islamabad e mobilizaram forças policiais e paramilitares em equipamento de choque. As reuniões públicas foram proibidas em Islamabad.

Os serviços de Internet móvel foram interrompidos e as escolas permaneceram fechadas tanto na capital como na cidade adjacente de Rawalpindi.

‘Todas as apostas estão canceladas’ se oficiais militares morrerem

Os militares também foram destacados para a cidade para reforçar a ordem pública. Mas os analistas temem que os confrontos entre soldados e manifestantes possam tornar a agitação ainda mais perigosa.

“Se as coisas se tornarem violentas, haverá a possibilidade de uma intervenção militar direta que deteriorará ainda mais a situação”, disse o comentador político Zahid Husain à DW.

Apoiadores de Imran Khan marcham sobre Islamabad, capital do Paquistão

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“Se o exército quiser esmagar os manifestantes, então a situação estará fora do seu controle”, alertou.

O especialista jurídico Osama Malik disse à DW que uma intervenção militar direta era “improvável”.

“No entanto, se oficiais do exército forem mortos em confrontos com esta horda armada, então todas as apostas serão canceladas”, acrescentou.

“O envio de militares já significa que está envolvido nesta crise. Uma tomada militar não é a resposta. A questão é se o exército pode desempenhar o papel de árbitro para levar esta crise a uma conclusão pacífica”, segundo Malik.

‘Estamos prontos para morrer por Khan’

Os manifestantes em Islamabad dizem que não sairão das ruas até que Khan seja libertado.

“Enfrentamos todos os obstáculos e dores para Imran Khan, que luta pelos direitos do povo e não deixaremos este lugar até que libertem Khan”, disse o manifestante Adnan Khan à DW.

“Estamos prontos para morrer por Khan”, disse ele.

O Paquistão está “à beira” e poderá enfrentar uma crise ainda maior, a menos que uma solução política seja encontrada e ambos os lados dêem um passo atrás, disse Maleeha Lodhi, ex-embaixadora nos EUA, no Reino Unido e na ONU, à DW.

“É incerto se os manifestantes conseguirão forçar a libertação de Khan, mas parecem resolutos e inflexíveis em desafiar as autoridades, mas é difícil prever como a situação irá evoluir”, disse Lodhi.

“A ameaça de violência está sempre presente, com milhares de pessoas nas ruas da capital e um número ainda maior de polícias, paramilitares e tropas regulares em confrontos cara a cara”, alertou o ex-diplomata.

Queremos que a democracia retorne ao Paquistão: Zulfi Bukhari, PTI

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Aliado de Khan diz que governo tenta intimidar manifestantes

O protesto em curso é liderado pela esposa de Imran Khan, Bushra Bibi, que descreveu a manifestação como uma manifestação do tipo “faça ou morra”.

O conselheiro de comunicação social de Khan, Zulfikar Bukhari, disse que o governo só pode parar os protestos “aumentando a intensidade da brutalidade” e acusou as forças de segurança de já terem matado três manifestantes.

“Neste momento, o cenário mais perigoso é (o governo) dar ordens aos guardas-florestais para dispararem directamente contra os manifestantes pacíficos. Penso que eles vão tentar arranjar uma desculpa para disparar e aumentar os níveis de brutalidade para tentar fazer com que milhares de manifestantes venha com medo”, disse Bukhari à DW.

História de protestos e golpes militares

O Paquistão tem assistido a protestos violentos contínuos desde a remoção de Khan do poder, incluindo um confronto que durou dias em Islamabad, no mês passado.

O país tem uma longa história de política turbulenta e agitação civil com múltiplos golpes militares. O mais recente ocorreu em 1999 quando o General Pervez Musharraf depôs Nawaz Sharif, irmão do atual primeiro-ministro. O país também passou décadas sob regime militar.

Imran Khan sugeriu os militares e uma conspiração estrangeira está por trás de sua destituição depois de perder um voto de desconfiança no parlamento em Abril de 2022, mas os líderes militares rejeitaram essas alegações.

Imran Khan: o político mais polarizador do Paquistão

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Editado por: Darko Janjevic



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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