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Putin afirma que a guerra na Ucrânia tornou a Rússia “muito mais forte” | Rússia
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Pjotr Sauer
Vladimir Putin disse que a guerra na Ucrânia tornou a Rússia “muito mais forte” e negou que a queda do seu principal aliado, Bashar al-Assad, na Síria tenha prejudicado a posição de Moscovo, enquanto realizava uma maratona de conferências de imprensa e teleconferências de fim de ano. buscando projetar confiança no país e no exterior.
Classificando o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, como “ilegítimo”, Putin disse que estava pronto para se encontrar com Donald Trump e discutir propostas de paz para acabar com a sua invasão em grande escala, mas repetiu a sua posição linha-dura de que Moscovo manteria o controlo da Crimeia juntamente com o quatro regiões ucranianas que ele reivindicou em 2022.
O evento de fim de ano estreitamente orquestrado, normalmente um coquetel anual de pompa do Kremlin e campanha de TV estatal, durou quatro horas e meia e incluiu perguntas por telefone de blogueiros de guerra, aposentados, bem como de jornalistas regionais que disputavam o microfone em um estúdio em Moscou.
Putin parecia bastante optimista e confiante, à medida que as suas tropas continuavam a fazer progressos árduos na Ucrânia. “A situação no campo de batalha está mudando drasticamente, com movimentos ocorrendo ao longo de toda a linha de frente”, gabou-se. “Todos os dias, nossos combatentes recuperam território por quilômetro quadrado.”
Ele disse que os militares russos estavam “avançando no sentido de alcançar os nossos objetivos” no que ele chama de operação militar especial na Ucrânia.
Putin disse a certa altura que Moscovo estava “pronto para negociações e compromissos” para acabar com os combates, mas depois apontou para uma posição maximalista que envolveria a Ucrânia não aderir à NATO, adoptar um estatuto neutro e passar por algum nível de desmilitarização, ao mesmo tempo que exigia que o Ocidente levante as suas sanções contra a Rússia.
Indicou que o Kremlin se recusaria a assinar quaisquer acordos com Zelenskyy, a quem rejeitou como ilegítimo, e rejeitou a ideia de um cessar-fogo, defendendo, em vez disso, um acordo que proporcionasse “garantias a longo prazo”.
Com a nova administração Trump a prometer pôr fim rapidamente à guerra na Ucrânia, Moscovo e Kiev estão a considerar cautelosamente a possibilidade de perspectiva de negociações.
Keith Kellogg, nomeado pelo presidente eleito dos EUA para enviado especial para a guerra na Ucrânia, disse esta semana que Trump tinha uma visão para acabar com a guerra. Mas um caminho viável para um acordo de paz permanece indefinido, uma vez que Putin não mostra qualquer indicação de recuar nas suas exigências, que parecem ser impossíveis para a Ucrânia.
Apesar dos relatos da mídia sugerindo eles mantiveram contato frequente depois que Trump deixou o cargo, Putin afirmou que não falava com Trump há quatro anos, mas disse que estava “pronto para se encontrar com ele a qualquer momento”.
Promovendo o novo poderio militar da Rússia, ele sugeriu um “duelo” de mísseis com os Estados Unidos na Ucrânia que mostraria como o novo míssil balístico hipersónico Oreshnik da Rússia poderia derrotar qualquer sistema americano de defesa antimísseis. Putin sugeriu que ambos os lados selecionassem um alvo designado a ser protegido por mísseis dos EUA. “Estamos prontos para esse experimento”, disse ele.
Zelenskyy, que esteve em Bruxelas para conversações com líderes europeus, disse que a “verdadeira garantia” da Ucrânia era a NATO e que as garantias de segurança europeias por si só não seriam suficientes. Houve “alguma vontade política e compreensão de que Putin é perigoso… e total compreensão de que ele não irá parar na Ucrânia”, disse ele.
Sobre o “duelo” de mísseis proposto por Putin, ele perguntou retoricamente: “Você acredita que uma pessoa razoável poderia dizer isso? Não.”
Putin também aproveitou o seu evento anual – concebido para projectar poder e controlo através da resposta a perguntas escolhidas a dedo – para abordar uma série de desenvolvimentos sensíveis que mancharam a reputação da Rússia.
Falando pela primeira vez sobre o queda de seu aliado Assadque ameaça a posição de Moscovo no Médio Oriente, Putin rejeitou a ideia de ter sofrido um grande revés geopolítico.
“A situação que ocorreu na Síria não é uma derrota para a Rússia”, insistiu Putin, sublinhando que Moscovo alcançou o seu objetivo quando interveio ao lado de Assad em 2015.
Putin disse que ainda não tinha visto Assad desde a sua chegada a Moscovo, mas que planeava fazê-lo.
após a promoção do boletim informativo
Ele alegou que a “esmagadora maioria” dos rebeldes que assumiram o controlo da Síria estava interessada em que a Rússia mantivesse as suas bases militares no país, mas disse que Moscovo ainda estava a considerar a possibilidade de mantê-las.
Quando questionado por um refugiado russo da região de Kursk – onde a Ucrânia lançou uma incursão surpresa que envergonhado Putin e o seu sistema militar – quando pudesse regressar a casa, o líder russo prometeu expulsar as forças ucranianas da região, mas recusou-se a fornecer uma data para quando isso aconteceria.
Putin também abordou o assassinato do tenente-general Igor Kirillov numa explosão em Moscovo – um ataque ousado amplamente visto como um triunfo para os serviços de inteligência da Ucrânia. Putin descreveu a morte de Kirillov como uma “grave falha” dos seus serviços de inteligência.
Sondagens recentes sugeriram que algumas pessoas no país estão a ficar cansadas da invasão, enquanto a economia de guerra começou subitamente a mostrar sérios sinais de tensão.
Uma sondagem realizada pelo independente Levada Center concluiu que as perguntas mais populares para Putin seriam quando terminaria a invasão da Ucrânia e por que é que os preços estavam a subir tão rapidamente.
O Banco Central da Rússia foi forçado a aumentar a sua taxa de juro directora para um máximo histórico de 21% em Outubro, à medida que a inflação continuava a pesar sobre a economia num contexto de aumento dos gastos militares.
Putin admitiu que a inflação crescente na Rússia – que ele estimou em 9,3% em termos anuais – era um “sinal alarmante”, mas os salários e o rendimento disponível real também tinham crescido. “A situação é estável e segura como um todo”, disse ele.
Numa das suas respostas finais, quando questionado sobre como a invasão em grande escala de três anos o afetou, Putin disse que “se tornou menos inclinado a brincar e quase parou de rir”.
Ele disse que não se arrependia da sua decisão de lançar a invasão em 2022, acrescentando que, em retrospectiva, teria começado a guerra mais cedo e “mais bem preparado”.
“Não só acredito que salvei (a Rússia), como acredito que recuámos da beira do abismo”, disse Putin.
Reportagem adicional de Jennifer Rankin em Bruxelas
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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