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Quatro mortos enquanto Cyclone Garance destrói a ilha de La Reunion da França | Notícias do tempo
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2 anos atrásem
Mais de 160.000 pessoas enfrentam quedas de energia, enquanto o ciclone causa estragos na ilha do Oceano Índico, relatam as autoridades.
Pelo menos quatro pessoas foram mortas quando o Cyclone Garance atingiu o território francês no exterior da ilha de La Reunion, disseram as autoridades.
O ciclone ocorreu na sexta -feira, chegando ao norte da ilha do Oceano Índico a leste de Madagascar, soprando telhados e cortando energia e acesso à água potável para muitos moradores.
Ele saiu do sudoeste da ilha várias horas depois, disse Meteo-France, acrescentando que o pior da tempestade havia passado.
Um alerta vermelho, ordenando que a população permanecesse em ambientes fechados, foi levantada no sábado de manhã depois que Garance foi rebaixado para uma severa tempestade tropical.
O corpo de um homem foi encontrado preso sob uma árvore na capital, disse Saint-DeNis, disseram as autoridades no sábado.
As outras vítimas, duas mulheres e um homem, foram levadas por inundações repentinas, presas em um deslizamento de terra ou mortas por um incêndio elétrico, disseram as autoridades na sexta -feira.
Cerca de 160.000 pessoas ainda estavam sem eletricidade, enquanto mais de 950 estavam hospedados em centros de acomodação temporários no sábado.
Mais de 310.000 moradores não tiveram acesso à água potável e quase 140.000 estavam sem acesso à Internet.
Patrice Latron, representante do governo central da ilha, disse que “muito trabalho” seria necessário, com muitas estradas bloqueadas por árvores caídas.
“As estradas são inundadas, as estradas são cortadas e algumas lavadas”, acrescentou.
Durante a passagem do ciclone na sexta-feira, o meteo-fracas registrou ventos de até 230 km (143 milhas) por hora em Piton Sainte-Rose, na costa leste da ilha.
“O ciclone ainda é uma ameaça para a ilha, peço a todos que sigam as instruções das autoridades locais”, disse o primeiro -ministro francês François Bayrou em X na sexta -feira. “Nossos pensamentos estão com eles e seus entes queridos que foram atingidos com força.”
A ilha turística nas proximidades das Maurícias fechou seu aeroporto principal na quarta -feira, enquanto a La Reunion fechou os vôos na quinta -feira. Seu aeroporto internacional deveria reabrir no final do sábado.
‘Primeira vez que tenho medo’
Os moradores disseram que a força do ciclone era assustadora.
“Esta é a primeira vez que vejo um ciclone tão poderoso e também a primeira vez que tenho medo”, disse Vincent Clain, 45 anos, que vive em Sainte-Marie, na costa norte, à agência de notícias da AFP.
Ele disse que a tempestade arrancou árvores em seu jardim. “Eu pensei que eles iriam cair na casa”, disse ele.
Clain, sua esposa, seu filho e cachorro se esconderam em sua cozinha, “a área mais segura da casa”.
Aline Etheve, moradora de Sainte-Suzanne, na costa, disse que estava preocupada que o teto de sua casa desmoronasse depois que a tempestade destruiu sua cerca do jardim.
“Devo admitir que estou um pouco assustado”, disse ela à AFP, acrescentando que seu poder e acesso Wi-Fi se foram.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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