POLÍTICA
Que depoimento é esse, Mauro Cid?
PUBLICADO
11 meses atrásem
rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)
Foi divulgado o primeiro dos depoimentos de Mauro Cid.
Como tudo o que a PF transcreve, é espetacularmente mal escrito, pouco claro e incongruente consigo mesmo. Mas barafunda é fácil de traduzir: entre os aliados de Bolsonaro, havia os que diziam que o jogo estava acabado (e era hora de chorar na cama), que é lugar quente; e os radicais, que preconizavam golpe para manter Bolsonaro no poder.
Os radicais nutella queriam achar alguma coisa nas urnas que pudessem chamar de fraude para usar como pretexto para anular as eleições. Os radicais raiz (todo radical é raiz, mas, enfim) queriam golpe, mesmo, com tropa na rua, prisão de autoridades etc. Nutellas e raízes eram igualmente golpistas.
Cid livrou a cara dos generais Paulo Sergio, que fez campanha para descredibilizar as urnas e está indiciado; Estevam Theophilo, que seria o comandante das tropas do golpe, também indiciado; e Júlio César de Arruda, que, como comandante do Exército, descumpriu a ordem de desmontar os acampamentos golpistas e recusou-se a revogar a nomeação de Mauro Cid para o BAC, motivo pelo qual foi demitido. Para Cid, são todos legalistas.
Militares golpistas seriam só Almir Garnier e os generais Braga Netto, Mario Fernandes e Eduardo Pazuello.
(Com um depoimento assim, não admira que a PF tenha obrigado Mauro Cid a dar mais 9 depoimentos.)
Cid também livrou a cara de Flavio Bolsonaro, a única pessoa de sobrenome Bolsonaro a ter algum juízo.
Os golpistas seriam os generais Braga Netto (indiciado), Mario Fernandes (indiciado) e Eduardo Pazuello; os senadores Magno Malta, Jorge Seif e Luiz Carlos Heinze (os dois últimos, negacionistas da vacina, sendo Heinze detentor do título “racista do ano”, conferido pela ONG Survival International), o ex-ministros Gilson Machado e Onyx Lorenzoni, o ex-assessor Filipe Martins (indiciado), Eduardo Bolsonaro.
E Michelle Bolsonaro.
É curiosa a trajetória de Michelle.
Quando foi descoberta pelo público, foi recebida com grande boa vontade. Compareceu à posse de branco, fez um discurso interpretado em Libras e parecia dotada de uma doçura natural, uma lufada de ar fresco e normalidade em uma família tão grosseira e agressiva.
Aí surgiram os sinais de fanatismo religioso, com direito a falar em línguas e dar pulinhos. Depois começou a se meter em política, fazendo campanha para André Mendonça no STF. E se lambuzou tentando se esquivar de devolver um kit de joias roubado.
E, agora, golpista.
Que queda foi aquela, camaradas.
(Por Ricardo Rangel em 27/01/2025)
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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