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Que papel poderia a UE desempenhar depois da guerra? – DW – 16/01/2025

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Quinze meses depois de um ataque terrorista liderado pelo Hamas no sul de Israel ter desencadeado o bombardeamento israelita e a campanha terrestre sem precedentes que devastou Gazauma saída para o conflito pode estar à vista. O custo humano foi devastador: um número de mortos palestinos perto de 45 mil, segundo as autoridades locais; mais de 1.000 mortes israelenses no ataque de 7 de outubro de 2023.

A UE assistiu à margem enquanto os EUA, o Egipto e o Qatar mediavam um acordo de cessar-fogo em três fases entre Israel e o Hamas que poderá entrar em vigor no domingo, visto que 33 Reféns israelenses em Gaza libertados em troca de prisioneiros palestinianos detidos em Israel.

Com a finalização do acordo a ser posta em causa pela Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu no último momento, o mundo prendeu a respiração.

Os 27 países da UE, que têm sido assolados por divisões internas e têm uma influência diplomática limitada, podem agora ter um papel importante a desempenhar.

Manifestantes seguram cartazes pedindo ação para garantir o retorno dos reféns israelenses em Gaza
Parentes de reféns israelenses cativos em Gaza estão entre aqueles que aguardam ansiosamente por notícias de um cessar-fogoImage: Jack Guez/AFP

Em Bruxelas, o Comissão Europeia elogiou os países mediadores e saudou o acordo na quinta-feira.

“A UE está pronta para apoiar a implementação do cessar-fogo”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros da UE, Anouar El-Anouni, aos jornalistas num briefing.

O poder executivo da UE anunciou que o seu pacote de ajuda humanitária para Gaza para 2025 ascenderia a 120 milhões de euros, abrangendo alimentos, água, abrigo e cuidados de saúde. “Sabemos que a situação lá é catastrófica”, disse a porta-voz Eva Hrncirova.

Perto de 90% da população de Gaza antes da guerra 2,3 milhões foram deslocados no meio de contínuos ataques israelitas, com muitas pessoas forçadas a viver em tendas depois de as suas casas terem sido reduzidas a escombros. No final do ano passado, a ONU afirmou que mais de 1,8 milhões de pessoas passavam fome extrema, citando estimativas da iniciativa global de segurança alimentar do IPC.

Israel ainda está a restringir fortemente a entrega de ajuda, embora muito mais deva ser permitido na primeira fase do acordo de cessar-fogo, o que também significaria o início de uma retirada das tropas israelitas.

UE poderia ajudar a monitorizar a travessia de Rafah

Para além da ajuda humanitária a curto prazo, a UE também está preparada para ajudar reconstruir Gaza no longo prazo. Em Abril passado, a ONU, a UE e o Banco Mundial estimaram que tinham sido causados ​​danos na infra-estrutura de Gaza no valor de 18,5 mil milhões de dólares, só nos primeiros quatro meses da guerra.

Na quinta-feira, a UE indicou que estava de prontidão para trabalhar com parceiros internacionaisespecialmente os estados do Golfo, quando chegasse a hora. “Agora precisamos de ver o que o futuro reserva”, disse El-Anouni.

A UE já estava a considerar reactivar a sua missão de monitorização há muito adormecida na passagem de Rafah, actualmente fechada, na fronteira entre o Egipto e Gaza, disse El-Anouni. “Isto continua dependente do consentimento total de ambas as partes e de uma decisão dos Estados-membros da UE”, sublinhou.

Futuro político de Gaza incerto

Mas antes que qualquer reconstrução séria possa começar, um plano viável para a governação política e de segurança de Gaza deve ser elaborado, disse Hugh Lovatt, do Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR), à DW na quinta-feira.

“Por si só, o acordo de cessar-fogo, embora seja um primeiro passo importante, não é suficiente e entrará facilmente em colapso, a menos que haja uma via política mais ampla para o apoiar”, sublinhou.

Uma multidão composta principalmente por crianças sorri e levanta os braços para o céu
Os habitantes de Gaza receberam com alegria a notícia de uma possível trégua, embora as esperanças de uma paz imediata tenham sido frustradas à medida que os ataques israelitas continuavam e Netanyahu acusava o Hamas de renegar o acordo.Imagem: Youssef Alzanoun/Middle East Images/AFP/Getty Images

O objetivo declarado de Israel O objectivo da guerra era aniquilar o Hamas, que controla Gaza desde 2007, altura em que venceu as eleições e derrubou o seu rival político Fatah, o partido político que liderava a então governante Autoridade Palestiniana (AP). O território está sob bloqueio israelense desde então. Israel também ocupou Gaza de 1967 a 2005.

A Autoridade Palestiniana, que exerce controlo parcial sobre a Cisjordâniaé o interlocutor palestiniano escolhido pelos parceiros ocidentais de Israel, apesar de algumas preocupações recentes sobre as suas credenciais democráticas.

O sucesso de qualquer plano de estabilização para Gaza, de acordo com o ECFR, dependerá do regresso de uma AP revitalizada. De acordo com Lovatt, a UE pode usar a sua influência como principal financiador da autoridade para moldar as negociações no futuro.

E quanto a Trump?

Outra questão crucial é até que ponto a UE será capaz de influenciar os desenvolvimentos após o cessar-fogo, se o mantiver, com Netanyahu em dívida com a linha dura da extrema-direita no seu governo e com o Presidente eleito dos EUA, Donald Trump, prestes a regressar à Casa Branca.

Trump é um apoiante próximo de Israele figuras da sua próxima administração manifestaram apoio às posições nacionalistas mais extremas do actual governo israelita, por exemplo, a favor de mais colonatos considerados ilegais pela UE e pela ONU.

Fontes israelenses dizem que gabinete está pronto para apoiar cessar-fogo em Gaza

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Ainda não se sabe se o novo presidente escuta estas vozes ou não, e há espaço para a UE agir, segundo Lovatt.

“Trump não é o tipo de cara que gosta de detalhes. Acho justo dizer que ele quer poder dizer que acabou a guerra em Gaza.” Mas, além disso, a sua posição sobre o futuro de Gaza ainda não está clara.

“Os governos europeus que trabalham em parceria com os países árabes, especialmente os países árabes do Golfo, devem envolver-se positivamente com a administração Trump”, disse Lovatt. “O desafio para a UE é traduzir os seus slogans em ações.”

Editado por: Anne Thomas



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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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