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Quebrando partículas elementares para a humanidade – DW – 25/09/2024
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A Organização Europeia para a Investigação Nuclear — mais conhecida como CERN — é um local de avanços científicos.
Desde 1954, milhares dos melhores cientistas e mentes emergentes do mundo convergiram para a Suíça para explorar como o universo funciona. No dia 29 de setembro, o CERN celebrará o seu 70º aniversário.
O CERN tem sido a sede de algumas das descobertas mais importantes da ciência – desde a confirmação do indescritível bóson de Higgs em 2012, até inovações mais práticas, como a invenção da World Wide Web.
O Grande Colisor de Hádrons
O CERN é talvez mais conhecido por seu extenso acelerador de partículas subterrâneo conhecido como Grande Colisor de Hádrons (LHC) – um tubo de 27 quilômetros de comprimento (16 milhas) construído sob as fronteiras da Suíça e da França, perto de Genebra.
Os cientistas têm acelerado partículas em torno do LHC desde setembro de 2008.
O LHC funciona enviando feixes de partículas separados e altamente energizados em direções opostas através do vácuo tubular de 27 quilômetros de comprimento.
Os feixes de partículas consistem em um tipo de partícula chamada prótons, que são guiados por eletroímãs supercondutores, fazendo-os colidir quase à velocidade da luz.
As partículas são tão pequenas que a tarefa de fazê-las colidir é como disparar duas agulhas de 10 quilômetros uma contra a outra, com a precisão necessária para fazê-las colidir.
Quando as partículas colidem, elas produzem energia que é usada para criar novas partículas.
O LHC é um dos outros 11 aceleradores de partículas baseados no CERN. Os investigadores utilizam-nos para ajudar a desenvolver uma série de tecnologias, incluindo algumas que têm impacto na nossa vida quotidiana.
A sua investigação ajudou a construir computadores e microchips mais potentes, a melhorar a qualidade da tecnologia utilizada nos cuidados de saúde, na energia e na exploração espacial.
Descoberta do bóson de Higgs em 2012
No topo da agenda do CERN usando o LHC estava a ambição de encontrar a partícula do bóson de Higgs.
O bóson de Higgs é um tipo de partícula que leva o nome do físico ganhador do Nobel Pedro Higgs. Higgs acreditava que a partícula criava um campo que preenche todo o universo e dá massa a outras partículas.
Em 2012, após décadas de investigação, os cientistas do CERN finalmente encontraram provas da teoria de Higgs – tinham encontrado um bóson de Higgs.
Foi um avanço científico colossal que abriu um campo totalmente novo de pesquisa em física de partículas e ajudou a explicar por que as partículas se agruparam na formação do universo.
Prêmio Nobel para descobridores de ‘partículas de Deus’
CERN não está tentando criar buracos negros
Antes de o LHC ser ligado, havia preocupações de que a colisão de prótons em velocidade sub-luz levaria à formação de minúsculos buracos negros.
Nós pensamos em buracos negros formando-se apenas quando estrelas massivas implodem, mas algumas teorias sugerem que pequenos buracos negros quânticos podem se formar quando partículas colidem.
Esses minúsculos buracos negros não se parecem em nada com os buracos negros que sugam a matéria para dentro deles. espaço. Eles durariam apenas frações de segundo e seriam completamente seguros.
Na verdade, os investigadores do CERN poderão gostar da formação de um buraco negro teórico dentro de um acelerador de partículas. Isso lhes daria a oportunidade de ver como a gravidade se comporta em escala quântica.
O que vem a seguir para o CERN?
Os cientistas ainda não terminaram o LHC do CERN. Além da descoberta dos bósons de Higgs, existem muitas outras questões fundamentais e sem resposta sobre o universo.
Eles são desenvolvendo um LHC de alta luminosidade de segunda geração. A atualização permitirá aumentar o número de colisões de prótons no LHC em pelo menos cinco vezes.
Este “LH-LHC” provavelmente estará operacional por volta de 2041. Os cientistas pretendem realizar estudos detalhados dos bósons de Higgs, gerando pelo menos 15 milhões de partículas a cada ano.
Com o uso de tecnologia atualizada para gerar mais partículas (e colisões), o CERN espera aprender mais sobre o outrora indescritível bóson de Higgs e descobrir novas partículas ainda desconhecidas pela ciência.
Editado por: Fred Schwaller
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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