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Queda de Lula acende alerta sobre segurança doméstica – 21/10/2024 – Assim Como Você

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Faz uns dias, minha mãe, uma quase octogenária, caiu estatelada na varanda de sua casa. Perdeu o equilíbrio em um pequeno degrau, perigo potencializado com o piso um pouco molhado.

Ficou caída por ali até que o Fred, seu cachorro velho e de raça indefinida, enlouquecesse de tanto latir atrás de socorro e uma alma chegou para resgatá-la do chão. Teve um ferimento na cabeça, que bateu em um de seus infindáveis vasos de plantas espalhados por todo canto.

A queda do presidente Lula, que também beira os 80 anos, dentro de um banheiro, com consequências graves, é a exposição máxima de uma questão que se negligencia dentro da maioria dos lares do país, sem distinguir classe ou perfil social: a falta de segurança para velhos, crianças e outros vulneráveis dentro das próprias casas.

Acessibilidade, atenção aos detalhes como cantos pontiagudos ou muito estreitos, medidas contra armadilhas disfarçadas de adornos e coisinhas bonitinhas são o básico que sempre se deixa para lá.

O que se sabe por enquanto, sem muitos detalhes, é que o mandatário caiu de um banco, no box, na hora do banho, e feriu-se com alguma gravidade. Não imagino que os aposentos presidenciais brasileiros tenham gambiarras em vez de soluções seguras e planejadas.

Mas o que se pode dizer, sem chance de erro, é que na realidade da maioria dos lares nacionais se adapta o uso de banquinhos de plástico frágeis e inapropriados para o suporte de pessoas com restrição de mobilidade no momento de higiene pessoal.

Junte-se a isso pisos inadequados e muito escorregadios e a ausência total de barras de apoio –que são caras, muito caras no Brasil. Ah, sim, e aqueles tapetinhos fofos que adoramos e que podem virar sabão para pernas menos saradas.

Subestimar os riscos dentro de casa é a passarela perfeita para quedas, torções, esbarrões e fatalidades. Se cada vez mais nos preocupamos em ser fit, também é o caso de darmos prioridade aos corpos exaustos, aos corpos que se desgastaram com os anos, aos corpos que precisam de condições específicas de cuidado.

Mais do que alarmes e câmeras, a casa da gente precisa ter meios de acessibilidade que promovam conforto e um dia a dia que possa ser desfrutado sem riscos por todos.

É mesmo necessário aquela escadinha na porta de entrada? Aquela luz indireta bonita, mas pouco funcional faz sentido? Será que um piso antiderrapante em alguns ambientes não seria mais bem-vindo que aquele porcelanato brilhante?

O tombo de Lula escancara a necessidade de se dar publicidade, de se pensar em uma política pública, que alerte sobre os perigos escondidos dentro das próprias moradias contra seus moradores. De medidas simples a reformas um pouco mais complexas, todo o mundo tem algo a fazer, é só observar, se informar e buscar ajudar qualificada.

Os cuidados com envelhecimento acelerado da população e dar conta das condições diversas de se viver são de responsabilidade humana e coletiva. Um trauma por uma situação cotidiana, dentro de casa, pode gerar custos emocionais, físicos e financeiros que farão um aparente inocente galo na testa ser inesquecível por anos.


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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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