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Quem é Arthur Paek, que seduz enquanto cozinha; veja vídeo – 30/01/2025 – K-cultura
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2 anos atrásem
Nathalia Durval
Os vídeos começam do mesmo jeito. Arthur Paek se aproxima lentamente da câmera, apoia o braço musculoso no balcão da cozinha, dá um sorriso de lado e pergunta, com voz suave: “Vamos fazer uma salada de macarrão?” Pode ser um bibimbap, um bobó de camarão, qualquer receita.
Com esse bordão, o influenciador de 23 anos virou fenômeno na internet, publicando vídeos em que ensina receitas coreanas e de outras culinárias, enquanto dá uma sensualizada. Hoje, acumula quase 6 milhões de seguidores no Instagram e parcerias com nomes como Ivete Sangalo, Rebeca Andrade e Alex Atala.
Suas gravações sincronizam as batidas de músicas de k-pop, funk e sertanejo, com os barulhos e movimentos da cozinha, como uma cebola sendo fatiada, uma faca batendo na tábua. Os cortes são rápidos e as imagens dão closes na comida, bem ao estilo “food porn”. Sim, é ele mesmo quem faz a receita.
Paek diz que sempre gostou de cozinhar. Aprendeu a botar a mão na massa com a avó e a mãe quando ainda era pequeno. Suas lembranças são de longas refeições com a família, repletas de pratos coreanos. “Eu nasci aqui, mas muito da cultura gastronômica que aprendi foi relacionada à Coreia do Sul, onde meus pais nasceram. É uma comida que junta amigos e família, todos estão sempre ao redor da mesa.”
No início da vida adulta, teve de se virar sozinho. Durante os dias enfurnados dentro de casa na pandemia, teve uma ideia: gravar o que preparava. Seu primeiro vídeo foi publicado nas redes sociais em setembro de 2022. Nele, já tinha a pegada de combinar ritmos e cortes.
O influenciador-cozinheiro começou filmando sozinho na cozinha de casa, na zona oeste de São Paulo. “Gravava com o celular apoiado num porta-guardanapos, pegava a lâmpada do meu quarto”, diz. Com o tempo, comprou equipamentos profissionais. Aprendeu a editar na prática, seguindo tutoriais. “Só percebi que gostava dessa parte visual, da captação e da edição, porque fui tentar fazer esses vídeos.”
O famoso bordão só veio meses depois. Ele explica: “Quis criar uma forma que poderia me identificar. Mas essa coisa de ir até a câmera e fazer uma pausa, criar esse suspense, foi algo que decidi fazer numa gravação.”
Nas primeiras gravações, ele se exibia mais. Piscava, dançava e deixava os botões da camisa abertos. Paek, que diz ser tímido e caseiro, continua seduzindo os espectadores, mas sem ser forçado. Os sorrisinhos entre uma panela e outra, por exemplo, saem de forma natural.
Para ter uma ideia, montar um vídeo de um minuto consumia até 12 horas. “Começava depois do almoço e terminava na madrugada ou no dia seguinte”, ele diz. Com a demanda por mais filmagens, teve dificuldade em conciliar a faculdade de administração que então cursava.
Trancou a matrícula com o aval dos pais, com quem mora. “São coisas que têm uma direção muito diferente. A proposta da faculdade era ir trabalhar num escritório, num banco ou numa empresa que não tem nenhuma sinergia com essa produção de conteúdo.”
O pai achava que os vídeos eram apenas um passatempo. A produção, no entanto, só cresceu. Hoje, Paek tem uma equipe própria, que o ajuda a captar as imagens e a preparar os pratos. Há algumas semanas, deu o braço a torcer e contratou um editor. Mas continua presente em todo o processo, agora resolvido em até cinco horas.
Nos bastidores, Paek é sério e perfeccionista. Repara em como a água do alface espirra. Gira um prato quase 20 vezes até ficar como quer. Se a maionese caiu na salada de um jeito que não curtiu, faz mais molho e repete o mesmo take quantas vezes forem necessárias. Gasta horas para alinhar segundos de um ingrediente com a música.
“Sempre editei meus vídeos, mas hoje em dia, com o volume de coisas, seria muito difícil fazer o conteúdo sem essa ajuda”, explica. Calcula que já filmou pelo menos 150 receitas. A rotina também ficou apertada porque ele embarcou na vida de influenciador, com uma agenda cheia de publis e eventos.
Começaram a surgir convites para gravar com chefs e famosos. A cozinha de casa ficou pequena. Passaram por lá Rodrigo Hilbert, Helena Rizzo, Angélica, Thiaguinho, Gloria Groove, Larissa Manoela, Pedro Sampaio e Jade Picon. Os vizinhos até acharam estranho ver tanta gente famosa batendo à porta dele de madrugada.
Depois de tanta demanda, os pais decidiram construir um estúdio para o filho. Afinal, o jovem de 23 anos furou a bolha de fãs da cultura coreana e conquistou o público geral. É difícil conhecer alguém que não tenha visto um vídeo dele.
Agora, ele está expandindo o cardápio. Fez conteúdos de moda e entrevistas com o elenco de “Round 6”, fenômeno da Netflix, que o levou à terra natal de seus pais.
Ele também aproveita a popularidade da cultura coreana no Brasil, que começou com o k-pop e depois os k-dramas. “Agora, estamos no momento da gastronomia”, diz Paek. O foco dos vídeos é a comida, mas é inegável que a aparência do influenciador acaba atraindo o público. “Acho que a minha identidade visual ajuda, sendo alguém descendente coreano, que as pessoas têm muito interesse por ver.”
Paek diz não ligar para os comentários nas redes sociais. “Nunca fiz meus conteúdos porque queria me retratar de uma forma específica fisicamente”, diz. “Faço porque gosto.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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