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Quem é Hussam Abu Safia, diretor de um importante hospital de Gaza detido por Israel? | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
Chefe de um dos últimos hospitais parcialmente funcionais do norte de Gaza, preso enquanto militares israelenses atacam as instalações e expulsam dezenas de médicos e pacientes.
Aumentam as preocupações sobre a segurança do diretor de um dos últimos hospitais parcialmente funcionais no norte de Gaza, depois de os militares israelitas o terem detido.
Hussam Abu Safia, 51 anos, foi preso pelas forças israelenses durante o ataque a Hospital Kamal Adwan em Beit Lahiya na sexta-feira. Não se sabe para onde ele foi levado.
A Organização Mundial da Saúde disse que contato perdido com Abu Safia após o ataque, que também viu os militares israelenses expulsarem dezenas de profissionais médicos e pacientes.
O diretor-geral do Ministério da Saúde em Gaza, Munir al-Barsh, disse que Abu Safia foi severamente espancado com cassetetes e paus pelas forças israelenses, que o forçaram a se despir e a vestir roupas destinadas aos prisioneiros.
Foi a segunda vez em tantos meses que Abu Safia foi detido pelas forças israelitas enquanto conduziam a sua genocídio em Gaza.
Aqui está o que você precisa saber sobre ele:
Abu Safia, pediatra de formação, é uma figura proeminente no sistema de saúde de Gaza. Ele possui mestrado e certificação do conselho palestino em pediatria e neonatologia.
Também conhecido pelo apelido de Abu Elias, Abu Safia nasceu em 21 de novembro de 1973, no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza. A sua família foi deslocada em 1948 da cidade palestina de Hamama, no distrito de Ashkelon.
Abu Safia recusou várias ordens israelenses para deixar o Hospital Kamal Adwan depois que os militares israelenses impuseram um bloqueio devastador ao norte da Faixa de Gaza em 5 de outubro. O cerco fez com que Israel cortasse o fornecimento de alimentos e água aos palestinos na área enquanto lançava ataques aéreos e conduzindo bombardeios, matando centenas de civis.
O cerco também teve um impacto devastador nos hospitais da região. Abu Safia foi brevemente detido e depois libertado quando as forças israelitas invadiram as instalações no final de Outubro e detiveram 44 dos seus funcionários, deixando-o a ele e a um punhado de profissionais de saúde para cuidar de dezenas de feridos.
Durante a mesma operação, as forças israelenses mataram Ibrahim, filho de Abu Safia, num ataque de drone no portão do hospital. O médico conduziu as orações fúnebres de seu filho no pátio do hospital enquanto acusava os militares israelenses de matar seu filho para puni-lo por se recusar a deixar o hospital.
Apesar do cerco, a equipa médica, que incluía alguns médicos como Abu Safia e um pequeno grupo de enfermeiros, permaneceu no hospital, recusando repetidas ordens dos militares israelitas para partirem.
Ao permanecer no hospital, Abu Safia manteve o mundo informado sobre os ataques quase diários de Israel, emitindo declarações em vídeo e apelando à intervenção internacional para pôr fim aos ataques.
Ele foi ferido por estilhaços de um ataque de drone israelense ao hospital em 23 de novembro, enquanto saía da sala de cirurgia. Ele sofreu seis ferimentos de estilhaços na coxa, o que causou rupturas em suas veias e artérias. Mas ele implorou para continuar seu trabalho.
“Isso não vai nos impedir”, disse ele. “Fui ferido no meu local de trabalho e isso é uma honra. Meu sangue não é mais precioso do que o dos meus colegas ou das pessoas a quem servimos. Voltarei aos meus pacientes assim que me recuperar.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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