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Quem foi São Longuinho e o significado dos três pulinhos – 15/03/2025 – Cotidiano
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Vitoria Pereira
“São Longuinho, São Longuinho, São Longuinho, se você me ajudar a achar este objeto, eu dou três pulinhos.” Com esse pedido, muitos devotos recorrem ao padroeiro dos objetos perdidos, cuja data de celebração acontece neste sábado (15).
Segundo dados do Google Trends, o interesse dos brasileiros em conhecer a história do santo e os motivos pelos quais ele é invocado para encontrar itens desaparecidos tem crescido nos últimos cinco anos.
Tradicionalmente, ele é identificado como o soldado romano que perfurou Jesus com uma lança durante a crucificação. Por isso, na iconografia, ele é retratado segurando uma lança.
Esse gesto fez jorrar água e sangue de Cristo, e algumas gotas caíram nos olhos de Longuinho. Ele, que sofria de problemas de visão, foi curado. Considerado um milagre, isso o levou a reconhecer Jesus como o filho de Deus e a passar por um processo de conversão ao cristianismo, abandonando o exército.
Dom André Alves, presidente da Academia Brasileira de Hagiologia, especializada no estudo da vida dos santos, diz que o ato é mencionado no Evangelho de João (capítulo 19). No entanto, o nome de Longuinho não é citado diretamente nas Escrituras.
O historiador e professor de ciências da religião da PUC Minas Rodrigo Coppe explica que muitas dessas narrativas vêm do imaginário popular, já que não há documentos originais suficientes para confirmar todos os detalhes.
Apesar das incertezas sobre a vida de São Longuinho, Dom André diz que ele foi canonizado por volta do ano 1.000 pelo Papa Silvestre 2º.
“Toda a documentação e os escritos se perderam, e conta-se que, ao buscar pelos documentos, o pontífice pediu a intercessão de São Longuinho para que o material fosse encontrado. Quando os documentos surgiram, como prova de gratidão, o Papa procedeu com sua canonização”, afirma.
Por isso, além da lança, ele também é representado com uma luminária, simbolizando sua busca por algo perdido.
Sobre a origem dos pulinhos, Gerson Leite de Moraes, doutor em ciências da religião e filosofia, afirma que há diferentes versões, sendo que uma delas está relacionada à dificuldade de locomoção de Longuinho, que era um pouco manco.
“Essa limitação o deixava triste, principalmente ao ver outras pessoas caminhando ou pulando normalmente. Os três pulinhos, então, seriam uma forma de expressar a alegria e a gratidão, simbolizando a superação das dificuldades e deixando São Longuinho feliz”, afirma Gerson.
Outra explicação sugere que, devido à sua baixa estatura, ele teria facilidade em encontrar objetos perdidos em lugares apertados ou sob mesas, tanto antes quanto após sua conversão. Enquanto, outra teoria associa essa habilidade ao tempo em que ele servia na corte romana, onde teria ajudado a encontrar itens perdidos.
Dom André explica que o número três remete à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), e os três pulinhos seriam uma forma de agradecer a São Longuinho.
No entanto, ele ressalta que essa prática não é uma doutrina oficial da Igreja Católica. Ele sugere que os fiéis também podem expressar sua gratidão de outras formas, como rezar três Pai Nossos.
Essa manifestação de fé pode ser observada em locais como a cidade de Guararema, localizada a 76 km da capital paulista, onde se encontra a igreja Nossa Senhora da Escada.
A igreja se destaca por alegar ser a única a possuir a imagem de São Longuinho. O local foi construído pelos jesuítas em 1652 e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na década de 1940.
Após alguns anos, uma escultura de São Longuinho foi descoberta entre os objetos antigos da igreja por Ana Luísa Leme, uma devota fervorosa do santo. Ela se tornou a zeladora do local e colocou a imagem para a veneração dos fiéis, conta o padre João Motta, pároco da igreja.
O padre diz que a devoção a São Longuinho ganhou ainda mais destaque quando a esposa de um homem à beira da morte fez uma promessa ao santo, e ele se recuperou de forma considerada milagrosa pela família.
“Os fiéis [também] recorrem ao santo para interceder por questões de saúde, emprego ou problemas familiares”, afirma o pároco da igreja.
Como forma de agradecimento pela graça recebida, a família passou a organizar uma quermesse anual em Guararema, no mês de março. Neste ano, o evento chega à sua 23ª edição —o evento começou no dia 7 e vai até este domingo (16).
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Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre
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27 de julho de 2026Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.
Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.
Cultivo do cacaueiro
O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.
“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”
Bananicultura no Acre
A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.
“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”
Mulheres na gestão
A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.
“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.
Milho e inflação
O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.
“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”
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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.
A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.
O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.
“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.
O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.
A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”
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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre
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20 de julho de 2026Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.
A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.
Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.
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