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Quem matou o rio Seïm? Contra-investigação sobre acusações de ecocídio na Ucrânia

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Em meados de Agosto, num contexto de guerra, o mundo tomou conhecimento de que a capital ucraniana, Kiev, e os seus 4 milhões de habitantes estavam ameaçados por uma grave poluição que afectava o rio Desna, através do seu afluente, o Seïm, proveniente da Rússia. A intervenção das autoridades, o tratamento da água, a recolha de 43 toneladas de peixes mortos e a informação das comunidades ribeirinhas evitaram o envenenamento dos moradores locais e da rede de água potável. Em 10 de setembro, o primeiro-ministro ucraniano, Denys Chmyhal, garantiu que a contaminação era orgânica e não química, contrariamente a certas afirmações públicas. Depois declarou, sem detalhes, que a Rússia estava na origem desta catástrofe.

O mundo realizou a sua própria investigação sobre este caso, deslocando-se às aldeias afectadas por este possível ecocídio, consultando os peritos mobilizados em matéria de poluição e acedendo a relatórios confidenciais escritos por cientistas sobre esta catástrofe, cuja fraca resposta deve muito ao ruído do conflito contínuo. Parece que, embora tenha sido identificada a origem exacta dos produtos derramados no Seïm, a causa deste derrame permanece, até à data, desconhecida. Várias hipóteses são aceitas: um ato intencional de soldados ou civis russos; a consequência, deliberada ou colateral, de uma operação armada levada a cabo pela Rússia ou pela Ucrânia; e, finalmente, um acidente.

No final de outubro, nada aparece nas margens do Seïm, no sopé da cidade de Batouryn, 120 quilómetros a leste de Chernihiv, no norte do país. Uma grande calma e uma certa delicadeza acolhem até o visitante. A água cristalina flui pacificamente sob uma passarela suspensa que liga as duas margens. Ela voltou ao normal desde o início do mês. Apenas algumas marcas pretas no fundo, ao longo das margens, e resíduos oleosos flutuando na superfície atraem a atenção. “É enganoso.corrige Leonid Dusha, 62 anos, prefeito há dez anos. La Seïm está morta. Não há mais peixes, nem vestígios de vida. Os especialistas nos disseram que levaria pelo menos dez anos para voltar ao estado anterior. »

A água ficou preta como carvão

Do alto de uma torre do recinto fortificado, que domina esta grande aldeia de 2.500 habitantes, em tempos normais, podemos ver os meandros do Seïm subindo em direção à fronteira russa. Foi daí que chegou um cheiro pestilento, na noite de 25 de agosto, que invadiu toda a cidade, seguido de uma água que se tornou negra como carvão e onde todas as formas de vida desapareceram. A poluição foi detectada em 14 de agosto em Manukhivka, a primeira aldeia ucraniana depois da fronteira russa. “Os autarcas, a montante, alertaram-me, consegui alertar a população”relata Leonid Dusha.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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