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Quem morre de calor no trabalho?

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Trabalhadores com temperatura inferior a 39°C, durante uma onda de calor, em Ajaccio, Córsega, 21 de junho de 2023.

Em 26 de junho de 2023, o calor esmaga Orgon, uma pequena cidade em Bouches-du-Rhône. No departamento, a temperatura subiu para 36° C naquele dia. Porém, nada de anormal nesta época do ano. A Météo-France não emitiu alerta de onda de calor. Na estrada para Avignon, a oeste da aldeia, os trabalhadores estão ocupados na construção de uma residência com quarenta e seis unidades habitacionais.

Entre eles, João Manuel C., 47 anos. Este formador começava o dia às 7h30, depois fazia uma pausa entre as 12h e as 13h. Ele aproveitou a oportunidade para se refrescar no centro de convivência com ar-condicionado, onde estão disponíveis bebidas geladas? Às 13h, lá estava ele novamente colocando sucata no chão. Às 14h30, João Manuel C. sente-se mal. Alertado, o responsável pelo local o encontrou inconsciente no chão e chamou os bombeiros, que chegaram ao local quinze minutos depois. Às 16h50, o trabalhador foi declarado morto.

A inspecção do trabalho chegou ao local pouco depois para constatar as circunstâncias do acidente. Suas conclusões chegarão ao Serviço de Inspeção Médica do Trabalho (IMT) que, alguns meses depois, registrará esse óbito como “relacionado ao calor”. João Manuel C. é, portanto, uma das onze pessoas que morreram oficialmente por exposição ao calor excessivo no seu local de trabalho em 2023.

Com base nos relatórios do IMT, a Direção Geral do Trabalho (DGT) elabora anualmente um relatório nacional, depois publicado pela agência Public Health France. O mundo teve acesso a todas as fichas de relatório que detalham as circunstâncias de cada acidente desde o primeiro relatório elaborado em 2018 até ao final do verão de 2023 – os últimos números disponíveis até à data.

Construção, o setor mais propenso a acidentes

Em seis anos, entre 1é Em junho de 2018 e 15 de setembro de 2023, pelo menos quarenta e oito trabalhadores foram vítimas de um acidente fatal relacionado com o calor – um número provavelmente subestimado, segundo a própria Public Health France. Estes casos representam apenas uma fracção marginal dos cerca de 700 acidentes mortais no local de trabalho registados todos os anos, mas a sua percentagem aumenta durante o período de Verão: dez dos cento e doze acidentes mortais registados entre Junho e Setembro de 2019 estiveram, por exemplo, relacionados com o calor , ou 9%. Além disso, é provável que este risco ocupacional se torne cada vez mais importante com o aquecimento global, provocando um aumento de episódios climáticos extremos, suscetíveis de aumentar o risco de doenças ligadas ao local de trabalho no calor do local de trabalho, sejam elas fatais ou não.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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