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Quem são o ‘pipoqueiro’ e o ‘sorveteiro’ citados p…

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Quem são o ‘pipoqueiro’ e o ‘sorveteiro’ citados p...

Da Redação

Durante os atos deste domingo, 6, na Avenida Paulista, o ex-presidente Jair Bolsonaro citou a condenação recente de dois homens para sustentar a defesa por uma anistia aos manifestantes do 8 de janeiro de 2023. “Olhe só o que está acontecendo no Supremo no dia de hoje. Eles já têm maioria para condenar um pipoqueiro e um sorveteiro por golpe de Estado. É inacreditável o que acontece”, disse Bolsonaro.

Numa tentativa de fazer a condenação ganhar repercussão fora do país, o ex-presidente chegou a citar o caso em inglês.

O “pipoqueiro” e o “sorveteiro”, na verdade, foram condenados na última sexta-feira, 4, por incitação ao crime e associação criminosa, com penas que podem chegar a no máximo três anos e seis meses de prisão – se não houver nenhum agravante, serão cumpridas em regime aberto. Apenas os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça pediram a absolvição da dupla, enquanto os demais seguiram o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.

Os dois negam ter participado dos ataques do 8 de Janeiro. Eles foram presos no dia 9 de janeiro, quando estavam acampados em frente ao Quartel-General do Exército, e soltos poucos dias depois sob a condição de usar tornozeleira eletrônica.

Para a Procuradoria-Geral da República, apesar de não haver elementos que indiquem a presença deles na Praça dos Três Poderes, o acampamento se constituiu um “ponto de encontro para uma associação estável e permanente” e que ao estarem no local, os denunciados aderiram ao grupo que tinha como objetivo “a prática de crimes contra o Estado democrático de direito”.

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O ‘pipoqueiro’ de Lajeado

Um dos condenados é o empresário Carlos Antônio Eifler, de 55 anos. Ele foi preso em 9 de janeiro e solto no dia 18. Em um dos termos assinados, ele informou ter ensino superior completo e uma renda de 7 mil reais por mês. Morador de Lajeado, no Rio Grande do Sul, ele tem aberta em seu nome uma microempresa que fornece conservas e produtos à base de chocolate.

O empresário gaúcho ganhou fama de pipoqueiro ao vender, antes, pipocas gourmet – caramelizadas, de leite ninho e chocolate, por exemplo – em alguns pontos de revenda da cidade.

Em depoimento, Carlos Eifler disse que foi a Brasília após receber um convite para dar um “abraço simbólico” na Esplanada dos Ministérios. Ele disse que teve problemas no trajeto e que chegou à capital apenas da tarde do dia 8 de janeiro, deslocando-se diretamente ao QG do Exército e sem sair de lá.

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“Jamais eu ia pensar em chegar lá, pegar uma arma, invadir, quebrar, entrar num lugar onde eu não fui convidado. Eu jamais ia fazer o que foi feito”, afirmou durante audiência. O empresário também disse estar passando por problemas financeiros, ter problemas de saúde, necessitar de ajuda de um psiquiatra e que sequer consegue mais sair na rua por “vergonha”.

O ‘sorveteiro’ de Porto Seguro

Já o segundo citado por Bolsonaro é Otoniel Francisco da Cruz, de 45 anos. Morador de Porto Seguro, na Bahia, ele informou ter ensino médio de escolaridade e uma renda mensal de 1.000 a 2.000 reais. Em audiência aos investigadores, Otoniel disse ser sorveteiro e trabalhar vendendo picolés na praia.

O ambulante também disse que chegou a Brasília somente na noite do dia 8 de janeiro, quando os ataques já tinham acontecido, e que permaneceu acampado na estrutura montada diante do QG do Exército, onde lhe foram oferecidas comidas e bebidas gratuitamente.

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Otoniel disse ainda que não pagou pela viagem, que não sabia quando retornaria nem quem custeou o ônibus no qual chegou à capital. Um dos objetivos da viagem, afirmou, era manifestar “pacificamente contra o mal”. “Não sou contra o governo, sou contra algumas pautas do governo, que é aborto e drogas”, disse aos investigadores durante depoimento.

“Sou contra o que fizeram, manifestação, que quebraram… Eu sou contra isso aí. Vandalismo, eu não sou a favor disso não, eu sou contra”, afirmou.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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