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Rafael Nadal vai se aposentar: o que você precisa saber sobre o grande tenista | Notícias sobre tênis
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O anúncio da aposentadoria de Nadal marca o fim de uma era. Aqui está tudo o que você precisa saber sobre sua carreira superlativa.
Rafael Nadal anunciou seu aposentadoria do tênis após a final da Copa Davis deste ano, encerrando uma carreira que trouxe 22 títulos de Grand Slam, respeito global e rivalidades inspiradas com outros grandes nomes como Roger Federer e Novak Djokovic.
“Estou me aposentando do tênis profissional. A realidade é que foram alguns anos difíceis, especialmente estes dois últimos”, disse Nadal na quinta-feira em um vídeo nas redes sociais.
“É obviamente uma decisão difícil, que levei algum tempo para tomar. Mas nesta vida tudo tem um começo e um fim.”
Nadal, 38 anos, encerrará sua carreira como um dos maiores tenistas de todos os tempos.
Aqui está tudo o que você precisa saber sobre a aposentadoria, o legado da estrela espanhola e o que acontece a seguir:
A idade e as lesões forçaram Nadal a se aposentar?
De muitas maneiras, sim. Nadal havia dito anteriormente que esperava se aposentar este ano após uma lesão no quadril que exigiu uma cirurgia e limitou suas aparições em 2023.
Nadal conhece bem as lesões nos últimos anos e desenvolveu o problema no quadril no Aberto da Austrália no início de 2023 e perdeu o Aberto da França no final daquele ano, antes de ser operado. Ele também sofreu lesões constantes nos joelhos há vários anos.
Ele jogou apenas 23 partidas nas últimas duas temporadas.
Há quantos anos Nadal jogou profissionalmente?
Vinte e três. O garoto de Maiorca se tornou profissional em 2001. Aos 15 anos, ele venceu sua primeira partida em um torneio Challenger em Sevilha, na Espanha.
Quantos títulos de tênis Nadal ganhou?
- Total de Grand Slams: 22
- Títulos ATP: 92
- Aberto da Austrália: 2 (2009, 2022)
- Aberto da França: 14 (2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2017, 2018, 2019, 2020, 2022)
- Wimbledon: 2 (2008, 2010)
- Aberto dos EUA: 4 (2010, 2013, 2017, 2019)
- Ouro olímpico: 1 simples (2008), 1 dupla (2016)
- Copa Davis: 5 (2004, 2008, 2009, 2011, 2019)
Quantas semanas ele passou como número um do mundo?
Ele foi o melhor classificado por 209 semanas. Nadal foi o número um do mundo no final de 2008, 2010, 2013, 2017 e 2019.
Qual é o prêmio em dinheiro da carreira de Nadal?
Ele ganhou um total de US$ 134,9 milhões.
Quando Nadal jogará seu último torneio?
Na final da Copa Davis para a Espanha, a partir de 19 de novembro.
Qual é a partida de tênis mais memorável de Nadal?
Final de simples masculino de Wimbledon 2008. Sua vitória sobre o especialista em quadras de grama Federer na quadra central do All England Club é amplamente considerada uma das melhores partidas que o esporte masculino já viu. Nadal triunfou por 6-4, 6-4, 6-7(5), 6-7(8), 9-7 após quatro horas e 48 minutos.
O que havia de único no jogo de Nadal?
O jogador canhoto da linha de base acertou um forehand poderoso juntamente com incríveis revoluções topspin que lhe deram vantagem, especialmente em ralis mais longos. Nadal talvez seja mais conhecido por sua tenacidade, incansabilidade e jogo quase perfeito no saibro, que lhe valeu o título de “Rei do Barro”.
O que Nadal fará a seguir?
Para começar, ele deixará seu corpo se curar dos rigores de 23 anos do tênis profissional. Nadal pode então mudar seu foco para sua famosa academia de tênis em Maiorca, que é amplamente supervisionada por seu tio e treinador de tênis Toni Nadal.
Como Federer reagiu à aposentadoria de Nadal?
A lenda do tênis suíço disse que esperava que o dia em que seu amigo Rafa se aposentasse “nunca chegasse”.
“Que carreira, Rafa! Sempre esperei que esse dia nunca chegasse”, disse o 20 vezes vencedor do Grand Slam, que se aposentou há dois anos, em uma postagem nas redes sociais.
“Obrigado pelas memórias inesquecíveis e por todas as suas incríveis conquistas no jogo que amamos. Foi uma honra absoluta!”
A rivalidade “Fedal” durou quase duas décadas e terminou com uma emocionante despedida de Londres na Laver Cup, em setembro de 2022.
Nadal derrotou Federer nos confrontos diretos por 24-16, vencendo por 6-3 nas finais do Grand Slam. Os dois apertaram as mãos e choraram enquanto Federer se aposentava.

O que outras estrelas do esporte têm a dizer sobre a aposentadoria de Nadal?
- Cristiano Ronaldo: “Rafa, que corrida incrível você fez! Sua dedicação, paixão e talento incrível inspiraram milhões de pessoas em todo o mundo. Foi uma honra testemunhar sua jornada e poder chamá-lo de amigo. Parabéns por uma carreira incrível! Aproveite sua aposentadoria!”
- Jannik Pecador: “É uma notícia difícil para todo o mundo do tênis, e não apenas para o mundo do tênis. Tive muita sorte de conhecê-lo. Ele é uma pessoa inacreditável.”
- Coco Gauff: “Você é incrível! Tem sido incrível testemunhar sua grandeza e ética de trabalho e poder aprender com isso. Desejo a você tudo de melhor no próximo capítulo.”
- Nosso Jabeur: “Obrigado Rafa por inspirar a mim e a todos nós. Você fará falta.”
- Futebol espanhol: “Um dos nossos e um dos maiores atletas que o nosso país já produziu está se aposentando. Obrigado Rafa, pelos seus títulos, pelos seus valores e por ser a voz do nosso último Euro. Por favor, vamos gritar mais uma vez. Vamos, Rafa!”
- David de Gea: “Você me fez amar o tênis.”
- Marcos Márquez: “Obrigado Rafa por ser referência para todos nós!”
Obrigado @RafaelNadal por inspirar a mim e a todos nós ❤️🙏
Você fará falta 😢❤️ pic.twitter.com/uixuSLG0V8– Ons Jabeur (@Ons_Jabeur) 10 de outubro de 2024
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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