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Rail to the Reef: uma viagem fácil de trem até uma das maiores maravilhas naturais | Feriados na Austrália
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Alexis Buxton-Collins
Sestendendo-se do sudeste de Queensland até a ponta do Cabo York, a Grande Barreira de Corais é de longe o maior sistema de recifes do mundo. É composto por 3.000 recifes individuais, atravessa o país marítimo de mais de 70 grupos de proprietários tradicionais e, de acordo com a Autoridade do Recifecobre a mesma área que 70 milhões de campos de futebol. Nos últimos anos, a estes números juntou-se uma série de estatísticas menos bem-vindas, incluindo as temperaturas oceânicas mais quentes dos últimos 400 anos e a ocorrência cada vez mais frequente de branqueamento em massa de corais.
Ver o recife pessoalmente dá vida a todos esses números. Embora o aumento da temperatura do mar seja uma ameaça existencial para muitos corais, o tamanho do recife significa que existem variações consideráveis na escala do branqueamento, bem como na topografia subaquática, na temperatura da água e na vida marinha. E, no entanto, a maioria dos turistas baseia-se num único porto e vê apenas uma pequena fração desta diversidade.
Mas um trem-leito surpreendentemente confortável que viaja entre Brisbane e Cairns oferece uma maneira fácil para os viajantes preocupados com sua pegada de carbono – e para os mergulhadores que observam o intervalo recomendado de 24 horas antes do voo – apreciarem toda a majestade do recife sem sair do solo.
O Espírito de Queensland leva 25 horas para percorrer os 1.681 km de viagem e possui três vagões com assentos padrão e 35 leitos conversíveis, cada um com tela no encosto, powerpoint e kit de amenidades, com refeições também incluídas no preço do ingresso. Sua popularidade significa que é aconselhável reservar uma cama com a maior antecedência possível, e os passageiros podem reservar passagens em todas as principais cidades ao longo da rota. O trem circula quatro vezes por semana em cada direção, e essa rota para o norte evita paradas inconvenientes no meio da noite.
Você não confundirá esta viagem com passeios de trem luxuosos como o The Ghan ou o Indian Pacific – é um meio de ir de A a B. No entanto, é uma experiência confortável com alguns toques atenciosos. As camas dos trilhos reclinam totalmente – acomodam confortavelmente meu corpo de 178 cm – e são montadas pela equipe todas as noites, e as telas dos encostos dos bancos são consideravelmente maiores do que qualquer outra que você encontraria em um avião. Antes que as luzes se apaguem, às 21h30, um atendente anota os pedidos do café da manhã para a manhã seguinte e, logo depois de acordar para ver o sol nascer sobre os canaviais, começo o dia com algo precioso que poucos folhetos conseguem experimentar: um banho quente com água excelente. pressão.
Pare em: Heron Island/Gladstone para ver o recife ao sul
O sul da Grande Barreira de Corais é pontilhado por ilhotas arenosas como a Ilha Heron, onde as pisonias balançam com a brisa acima das praias de areia fina, e o recife começa a poucos metros da costa. É um importante habitat para aves migratórias e nidificação de tartarugas verdes, que podem ser avistadas na água durante todo o ano.
“O mergulho com snorkel no porto é uma loucura”, diz o instrutor de mergulho e guia mestre de recifes Elliot Peters com uma risada. “Na maré alta, é raro não ver algumas dúzias de tartarugas, uma dúzia de tubarões e talvez 50 raias. E a abundância e consistência da vida marinha significa que temos alguns dos melhores mergulhos no recife.”
Tenho um gostinho disso no dia seguinte, quando ele me conduz por grandes bommies onde se escondem enormes bodiões Māori de cabeça corcunda, bacalhau barramundi ricamente pintado e moreias de aparência maligna. Passamos a segunda metade da parada de mergulho desfrutando de uma audiência privada com uma enorme arraia manta que parece um tapete voador enquanto desliza serenamente em torno de uma estação de limpeza onde pequenos bodiões cumprem sua parte de uma relação simbiótica, banqueteando-se com parasitas que vivem na pele.
Embora seja impossível ignorar o impacto do branqueamento em alguns locais, vejo campos de rico caramelo, roxo machucado e delicado coral azul em outros. Peters estima que 75% dos corais da Ilha Heron foram branqueados no verão passado, “mas as áreas que eram completamente brancas no início do ano tiveram um retorno significativo da cor em seis meses”, diz ele.
“Não é um cemitério, mas está em apuros e não sabemos como o recife irá reagir se estes eventos continuarem a acontecer, por isso precisamos de ajudá-lo.”
Onde ficar: Compartilhando a ilha com o parque nacional Capricornia Cays e a estação de pesquisa marinha mais antiga do recife, Resort Ilha Heron fica a duas horas de balsa de Gladstone e tem uma atmosfera descontraída e tradicional, aprimorada pela ausência de drones e recepção de telefone.
Pare em: Townsville para o recife central
Quando embarco no Spirit of Queensland em Gladstone, pouco depois das 20h30, descubro que meu leito já foi montado. O assento conversível parece um hotel cápsula cortado ao meio e logo estou sendo embalado para dormir, acordando com tempo suficiente para o café da manhã e um banho antes de chegar em Townsville.
“O recife fica mais longe da costa aqui”, diz Paul Crocombe, guia mestre de recifes e proprietário da Adrenalin Snorkel & Dive. “Isso significa custos operacionais mais elevados e tempos de trânsito mais longos, mas também significa que o recife está em melhores condições porque há menos impacto do escoamento costeiro e somos regularmente o único barco lá fora.”
As águas ao largo de Townsville também são notáveis por várias atrações feitas pelo homem, incluindo a série de esculturas subaquáticas do Museu de Arte Subaquática (MOUA), que foi inaugurada um mês após o início da pandemia. É uma viagem de barco de duas horas e meia para chegar lá, e estou impressionado com a quantidade de corais, esponjas e anêmonas que se fixaram na estufa de corais esqueléticos em apenas quatro anos. A localização do MOUA no meio do recife John Brewer o torna um excelente mergulho introdutório, enquanto mergulhadores mais experientes podem explorar um local que é regularmente considerado um dos melhores mergulhos em naufrágios do mundo.
Situado num pedaço de areia nua, o SS Yongala tornou-se um santuário para a vida marinha, grande e pequena, e no nosso mergulho, avistamos grandes cardumes de barracudas e trevally, muitas raias, cobras marinhas e tubarões pelágicos e costeiros, juntamente com com massas de corais roxos escuros, verdes limão, azuis e laranja. “A maioria das pessoas mal vê os destroços no primeiro mergulho porque estão muito ocupadas observando toda a vida marinha ao seu redor”, diz Crocombe com um sorriso quando chegamos à superfície. “É por isso que voltamos uma segunda vez.”
Onde ficar: Voltando para uma encosta repleta de pedras, as oito tendas espaçosas do Glamping Magnético estão perto o suficiente do terminal de Nelly Bay para ouvir a buzina da balsa – tornando mais fácil encontrar barcos de mergulho no caminho de Townsville até o recife. Se você está procurando uma opção econômica no continente, a maioria dos acampamentos exige carro, mas Pousada Cívica está convenientemente localizado no centro de Townsville.
Pare em: Cairns para explorar o recife do norte
Embora o recife se estenda até o Estreito de Torres, a maioria dos mergulhadores não verá nada ao norte de Port Douglas, a menos que façam alarde em um liveaboard. Paro no trem após a etapa final de seis horas e meia até Cairns, onde dezenas de operadores concorrentes tentam encontrar uma vantagem explorando o recife de diferentes maneiras.
“A maioria das pessoas que vem quer saber mais sobre recifes; o que estão vendo, o que está acontecendo e como podem ajudar”, diz a guia mestre de recifes e bióloga marinha Le’a Dawes. Isso significa vê-lo não apenas como uma atração turística esteticamente agradável, mas como um ecossistema complexo e dinâmico.
Antes de entrar na água, Dawes explica como preencheremos dois formulários de pesquisa para registrar a presença de espécies que desempenham um papel essencial na saúde do recife e na composição do fundo marinho. Ambas as atividades tiram o foco da megafauna carismática e me encorajam a examinar o papel que as espécies menos imediatamente adoráveis desempenham nos ecossistemas recifais incrivelmente complexos. Embora eu tenha visto centenas de peixes unicórnios cinzentos e monótonos em uma semana de mergulho, esta é a primeira vez que penso sobre o papel que esses herbívoros desempenham ao limitar o crescimento de algas e algas marinhas que competem com os corais pela luz.
“Esse é o objetivo: ir além de ver lindos peixes e corais e ver como todas as diferentes peças funcionam juntas”, diz Dawes. “O turismo foi um dos principais motivos pelos quais este se tornou um parque marinho na década de 70, e queremos promover a próxima geração de administradores de recifes que protegerão o recife no futuro.”
Onde ficar: Olhando para Trinity Inlet de uma parte tranquila da Esplanade, Hotel Cairns abre seu buffet de café da manhã às 6h, para que não haja pressa antes de um passeio diurno, enquanto os drinques incluem vinhos naturais extraídos de uma generosa adega. Mais perto do centro da cidade, Oásis de Viajantes é uma pousada amigável para mochileiros localizada em frente à estação ferroviária.
O escritor foi convidado do Tourism & Events Queensland.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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