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Ramadã em cor: Como os muçulmanos na África comemoram o mês sagrado e o Eid | Artes e cultura

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Ramadã em cor: Como os muçulmanos na África comemoram o mês sagrado e o Eid | Artes e cultura

Nigéria: Espiritualidade e desfiles de cavalo

A Nigéria, o país mais populoso da África, também abriga o maior número de muçulmanos do continente.

As regiões do norte principalmente muçulmanas abrigam uma série de grupos étnicos, entre eles o Hausas e Fulanis. Na última década, o Norte tornou -se sinônimo de instabilidade e violência em meio a conflitos com bandidos e grupos armados como o Boko Haram.

Mas para aqueles que vivem lá, a região é um bastião de práticas culturais coloridas.

Durante o Ramadã, as cidades movimentadas do norte diminuem, pois a maioria das pessoas fica dentro de casa para evitar o calor e se concentrar em atividades espirituais, como participar de palestras ou ler o Alcorão.

E todos os anos, normalmente para marcar Eid, há um festival de Durbar.

Os Durbars são eventos culturais, religiosos e equestres que são populares entre os Hausas há séculos. Um dos maiores que acontece hoje é o Kano City Durbar, que vê centenas de milhares de pessoas decoradas em elegante traje de Eid aparecendo para ter uma visão do Emir – o equivalente a um rei – geralmente a cavalo.

Fotógrafo de Kano Muhammad Ali Novo documenta Durbars desde 2014. Ele também fotografa cenas do dia a dia em sua cidade. O jogador de 31 anos diz que espera pintar uma representação mais precisa do norte, que é mais do que uma criança de pôsteres para pobreza, analfabetismo e conflito.

“Há mais histórias para contar sobre o norte”, disse Sabo à Al Jazeera. “Conheço todas as histórias e acredito que posso dizer melhor do que quem vier de Lagos ou do exterior.”

(Muhammad Sani New / Al Jazeera)

Na cidade de Kano, mulheres e meninas participam de uma reunião do Ramadã em 2023. Durante o mês muçulmano sagrado, a cidade vê palestras e reuniões onde as pessoas aprendem com um imã ou guia espiritual. O estudo do Alcorão é comum em toda a cidade. Às vezes, alimentos ou presentes são compartilhados por empresas ou indivíduos para enfatizar o espírito de generosidade e compartilhamento.

Kano Durbar
(Muhammad Sani New / Al Jazeera)

O 15º Emir de Kano, Ado Bayero, monta um cavalo durante o festival de 2024 Durbar. Hausas é conhecido por serem guerreiros com excelentes habilidades de equitação. A cultura de Durbar surgiu de desfiles militares nos dias antigos que sinalizavam a prontidão para a guerra. Os festivais de Durbar de hoje destacam esse patrimônio e também comemoram o fim do Ramadã. Após as orações da manhã, a colorida procissão a cavalo começa, com o Emir liderando seu comboio de guerreiros, artilheiros e cantores de louvor.

A família espera para ver a comitiva de Durbar
(Muhammad Sani New / Al Jazeera)

Uma família em Kano espera ver a procissão de Durbar fora do Palácio do Emir em abril de 2024. Eid – ou o festival Sallah na língua Hausa – não está completa sem trajes tradicionais e elegantes e, é claro, uma espiada na entrega glamorosa do Emir.


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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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