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RD Congo afirma que várias cidades foram recapturadas aos rebeldes, mas os combates persistem | Notícias sobre mineração
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Apesar dos recentes ganhos militares, o leste da RDC continua atolado em conflitos, principalmente como resultado da rebelião do M23.
Várias cidades que caíram nas mãos de grupos armados no leste da República Democrática do Congo (RDC) foram recapturadas pelas forças governamentais, segundo o exército congolês.
As Forças Armadas da RDC (FARDC) afirmaram que algumas das cidades recuperadas estão ocupadas por rebeldes há meses, incluindo Ngungu, uma cidade importante no território de Masisi, perto da capital da província de Kivu do Norte, Goma. Cidades da província de Kivu do Sul também foram retomadas.
“Eles (os rebeldes) viram a sua aventura ser interrompida pelas FARDC”, disse Guillaume Ndjike Kaiko, porta-voz do exército no Kivu do Norte, aos jornalistas.
“Por lá, eles foram empurrados para trás”, disse Kaiko no domingo, atribuindo as vitórias a uma operação militar conjunta liderada pelos comandantes das províncias.
Ainda assim, os rebeldes fizeram avanços noutras áreas luta intensa na região devastada pelo conflito. Algumas aldeias Masisi permanecem sob o controle dos rebeldes, incluindo o seu centro conhecido como Centro Masisi.
A região oriental da RDC tem estado envolvida em conflito há décadascom mais de 100 grupos armados a disputar território na região rica em minerais, perto da fronteira com o Ruanda. Desde 2022, o grupo rebelde M23 está envolvido num conflito com o exército que deslocou quase dois milhões de pessoas. Kinshasa e o Nações Unidas acusam o Ruanda de apoiar o M23 com tropas e armas – algo que o Ruanda nega.
O conflito nesta região criou uma das maiores crises humanitárias do mundo. Desde 1998, aproximadamente seis milhões de pessoas foram mortas, enquanto cerca de sete milhões foram deslocadas internamente.
‘Esperamos que tenhamos um lugar seguro’
As notícias da recuperação das cidades trouxeram sentimentos contraditórios entre os aldeões que fugiram das áreas. Eles se preocuparam com sua segurança enquanto comemoravam o retorno para casa.
“Estamos em Ngungu, mas continuamos a sofrer porque a segurança não está bem estabelecida”, disse Nsabimana Alexis, um residente. “As pessoas continuam a morrer, acabamos de enterrar uma pessoa há 30 minutos”, disse ele.
Rita Ritagaza, outra residente de Ngungu, disse à Al Jazeera: “Estamos a tentar afastar-nos da área. O M23 tem lançado artilharia pesada contra as nossas casas. Esperamos que tenhamos um lugar seguro para nossa família longe daqui.”
Os confrontos frequentes entre as forças congolesas e os rebeldes do M23 tornaram dezenas de aldeias inacessíveis e fora do alcance da ajuda.
“As condições são realmente difíceis. Estamos sobrecarregados e olhamos para um futuro sombrio”, disse David Munkley, diretor da ONG Visão Mundial para o Leste da RDC.
Em Masisi, os campos de deslocados e as instalações de ajuda estão a ser espremidos à medida que mais pessoas tentam procurar refúgio da violência, afirmou a instituição de caridade francesa Médicos Sem Fronteiras (MSF).
“Estamos fazendo o nosso melhor para responder a esta situação. Mas a grave falta de equipes humanitárias na região está dificultando as coisas”, disse Romain Briey, coordenador de MSF em Masisi.
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”
Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac propõe criação do curso de Psicologia no campus Floresta — Universidade Federal do Acre
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26 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marcus Vinícius David, e a equipe da Secretaria de Educação Superior (Sesu), nessa terça-feira, 25, em Brasília. A pauta foi a formalização da proposta de criação do curso de Psicologia no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A expectativa da universidade é de que o curso possa ser ofertado a partir de 2027.
O reitor destacou que o Vale do Juruá não dispõe de formação superior com esse perfil e que profissionais que atuam na região muitas vezes vêm de Rio Branco ou de outros Estados. A avaliação da gestão é de que existe demanda por psicólogos tanto no atendimento pelo Sistema Único de Saúde quanto no setor privado.
A criação do curso integra as possibilidades do Programa Universidades Transformadoras e, de acordo com o reitor, foi uma das demandas apontadas durante o processo eleitoral da atual gestão “Seria uma oportunidade para os filhos, os jovens que estão saindo do ensino médio, que têm o sonho de caminhar nessa área da saúde e se formar em Psicologia”, pontuou Josimar.
Na agenda com o MEC, também foram apresentadas outras demandas da universidade. O reitor convidou formalmente Marcus Vinícius David para conhecer o campus Floresta e visitar obras da Ufac vinculadas ao Programa de Aceleração do Crescimento no campus Fronteira, em Brasileia.
Nesta quarta-feira, 26, Josimar também participou da 188ª Reunião Extraordinária do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada na sede da entidade, em Brasília. A participação integrou a agenda institucional da Ufac na capital federal.
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