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Readequação na UTI abriu 10 novos leitos pós-operatórios na Fundhacre e vai agilizar fila de cirurgias: ‘A vida não pode esperar’, diz governador
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Tácita Muniz
Após a entrega de equipamentos hospitalares e de informática para a Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), na sede da unidade, em Rio Branco, no dia 8 de outubro, o governador Gladson Cameli esteve na unidade nesta segunda-feira,18, participando da entrega das obras de readequação da nova ala de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e abertura de 10 novos leitos de UTI pós-operatórios na Fundhacre.

Atualmente, a Fundhacre funciona com seis leitos de UTI. Com a inauguração da nova ala, o complexo hospitalar ganha dez novos leitos, totalizando 16 leitos. Destes, seis passarão a funcionar como leitos semi-intensivos.
A nova UTI passará a receber pacientes a partir dos próximos dias, após os procedimentos de segurança, seguindo os protocolos sanitários.
“Isso mostra todo o comprometimento da equipe, que nos ajuda a poder realizar ações como essa, porque a vida não pode esperar. Aquilo que tiver dentro das nossas possibilidades, vamos fazer para poder sempre colocar o estado próximo das pessoas que mais precisam. E a nossa fundação tem assumido a missão de salvar vidas”, destacou.
Outro ponto que o governador tem destacado é o compromisso da gestão em reduzir diferenças, expandindo serviços de qualidade a quem precisa. Enfatizou também que outros estados e até países vizinhos são dependentes do sistema de saúde do Acre.
“O atendimento é mão dupla, temos que sempre poder estar preparados para qualquer situação que possa vir a acontecer. O que não pode é o povo ficar esperando. Então tudo depende de uma união de esforços para que a gente possa vencer desafios”, pontuou.

A UTI da unidade tem capacidade para cerca de 50 pessoas e o público beneficiado são os pacientes do complexo hospitalar e demais pacientes regulados. A obra de readequação da UTI foi financiada por meio de recursos próprios do Estado.
Já os novos equipamentos, que foram entregues no dia 8 de outubro em cerimônia com a vice-governadora Mailza Assis, foram financiados por meio de emendas dos senadores Alan Rick e Marcio Bittar. O valor total dos equipamentos é de R$ 356.573,46. Já o investimento na construção dos leitos foi de R$ 345 mil, sendo R$ 311 mil de recursos próprios.
A nova UTI permitirá atender mais pacientes, reduzindo filas e melhorando o tempo de espera para tratamento. Além disso, equipamentos modernos podem proporcionar diagnósticos mais precisos e tratamentos mais eficazes, resultando em um novo ambiente que oferece melhores condições para a equipe de saúde, aumentando a eficiência e a satisfação dos profissionais. Já a expansão da UTI contribui para um sistema de saúde mais robusto, que pode responder melhor a emergências.
A presidente da Fundhacre, Soron Steiner, completou dizendo que a abertura desses novos leitos impacta diretamente e, principalmente, na celeridade de cirurgias eletivas por serem pós-operatórios.

“Sabemos que nós temos pacientes de alta complexidade aguardando nessa fila cirúrgica e que demandam leitos de UTI de retaguarda. Então, essa entrega vai garantir que esses casos mais complexos sejam atendidos aqui na Fundação Hospitalar e que a nossa taxa de suspensão de cirurgias seja reduzida a zero”, garantiu.
A renovação dos espaços, garantindo mais agilidade nos processos e acelerando procedimentos, aliada à tecnologia, têm sido a meta proposta pelo governador Gladson Cameli para que o serviço público alcance a excelência. O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, fala que mais investimentos devem ser feitos nos próximos meses.
“Já revitalizamos Cruzeiro do Sul, deixando de uma forma mais tecnológica, com ressonância magnética, serviço de hemodinâmica e este é um momento ímpar para a gente, porque nós sabemos que uma das maiores bandeiras do governador Gladson Cameli é a redução de filas e cirurgias eletivas. Então, nós tínhamos cirurgias de média e de alta complexidade que necessitavam de uma vaga de UTI no pós-operatório e a abertura desses dez leitos voltados exclusivamente para pacientes no pós-operatório vai fazer com que não tenhamos mais cirurgias suspensas por falta de leito de UTI”, reforça.

No ano passado, segundo a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), o estado atingiu 10 mil cirurgias realizadas e este ano o número já ultrapassa 12 mil, o que coloca o estado em uma posição de destaque.
“Para a gente é uma alegria e vamos entregar mais resultados. Nos próximos dias teremos mais entregas de obras na saúde e vamos seguir trabalhando. A tendência é cada vez mais entregar o que a população precisa, nós sabemos da necessidade e agora o nosso foco aqui na Fundação Hospitalar é entregar cirurgias de alta complexidade, pacientes oncológico, ortopédicos e neurológicos, pacientes que demandam de fato uma retaguarda de serviço terciário e serviço de alta complexidade”, finalizou o secretário.
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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