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Realmente indo para o holandês: por que escolhi Haia e Delft em vez de Amsterdã | Feriados de Haia

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Liz Boulter

CSaímos do Eurostar com destino a Amsterdã em Rotterdam, a apenas 3 horas e meia de Londres, e trocamos de plataforma para uma viagem de 23 minutos até Haia. A “cidade da paz e da justiça” (quem não adoraria isso?) é o lar do parlamento holandês – no Binnenhof gótico do século XIII – duas das três residências da família real, e do tribunal internacional de justiça, sediado no Palácio da Paz neo-renascentista. Além do mais, várias das pinturas mais famosas da Holanda estão na Mauritshuis, a mais conhecida das muitas galerias de arte de Haia.

Parece que quase não sobra nada para Amsterdã, mas Haia tem um trunfo adicional que, para muitos, superaria o resto: quilômetros de ampla praia de areia a 15 minutos de distância (é claro) de bicicleta, em Scheveningen.

No entanto, apesar de – ou talvez por causa – de tudo isto, Haia não fixa o seu limite aos turistas. Parece uma cidade para os habitantes locais – e talvez para visitar políticos e advogados. Assim, desviamos das cadeias de hotéis e vivemos alguns dias como aqueles afortunados habitantes locais, num elegante duplex convertido no bairro de Statenkwartier, do século XIX, alugado através da Airbnb. São 10 minutos de bonde até a praia e o mesmo até o centro.

Estância de Scheveningen em Haia. Fotografia: Nancy Pauwels/Getty Images

Haia afirma ser a cidade mais verde dos Países Baixos e planeia ser neutra em carbono até 2030, à frente do resto do país, graças a projetos solares, eólicos e de hidrogénio. Notícias de um Estacionamento por 50€ por dia O esquema foi exagerado nos relatórios do Reino Unido – aplicava-se a muito poucas ruas e desde então foi alterado – mas há uma notável falta de carros em Haia. Os bondes e ônibus são frequentes, baratos e pré-pagos com cartão, mas a maioria das pessoas, é claro, anda de bicicleta. A ciclovia fora de nossa área de Valeriusstraat é bem utilizada, especialmente por famílias, com moppets na altura dos joelhos deslizando com confiança ao lado de seus pais.

Então nos juntamos a eles, em bicicletas alugadas em A bicicleta urbana de Haia. É uma alegria desde o início, pois andar de bicicleta é tão deliciosamente normal aqui: ninguém está de lycra ou usando capacete. “Para nós, andar de bicicleta significa liberdade”, afirma o nosso guia, Remco. “Não permitimos que nada interfira nisso, como roupas especiais ou leis sobre capacetes.” Velhas andam por aí com vestidos; vemos homens de blazer e até um de DJ e gravata borboleta.

Somos os únicos clientes em um café à beira-mar às 10h30 de um sábado ensolarado, e não há quase ninguém nos hectares de areia dourada clara. Os Den Haagers parecem aproveitar o fim de semana em um ritmo descontraído. Scheveningen era uma vila de pescadores na época medieval, embora agora as antigas ruas com terraços de tijolos estejam completamente gentrificadas. A única lembrança de vidas mais duras é a estátua da esposa de um pescador, olhando desesperadamente para o mar. A nordeste daqui encontra-se um trecho de dunas atravessadas por caminhos bem conservados, todos margeados por praia arenosa.

Com os pulmões cheios de ar marinho, pedalamos de volta à cidade pelo Westbroek Park e Scheveningen Woods – apenas dois dos 460 espaços verdes reivindicados em Haia. A bandeira da cidade tem listras iguais de amarelo e verde, para praias e parques. “Todos os 550 mil habitantes têm uma árvore para abraçar”, diz Remco.

A Garota com Brinco de Pérola chama atenção na galeria Mauritshuis, em Haia. Fotografia: Cortesia do Museu Mauristhuis

Ao sul da floresta chegamos ao edifício mais fotografado da cidade, o esplêndido Palácio da Paz. Sede do tribunal internacional de justiça e do tribunal permanente de arbitragem, consegue ser uma mistura harmoniosa do castelo da Disneylândia, da igreja bizantina e da estação St Pancras de Londres, talvez porque cada nação que apoiou a sua construção também contribuiu com um elemento. As portas são da Bélgica, as colunas de mármore da Itália, uma fonte da Dinamarca, as tapeçarias do Japão. O relógio da torre principal é suíço, há tapetes persas e as grades de ferro ao redor são alemãs. Os piores combates que o mundo já conheceu começaram pouco depois do seu término, em 1913, mas as intenções eram boas.

Explorar o centro da cidade de bicicleta também é fácil: há bicicletários por toda parte, embora Remco nos avise para sempre cruzar as linhas do bonde em um ângulo de 90 graus. Todo Den Haager já pegou um pneu em algum momento.

Delft. Fotografia: Bloodua/Getty Images

O Binnenhof, do século XIII, sede do parlamento e do gabinete do primeiro-ministro, está fechado para obras de renovação até 2028, mas os cidadãos não estão a ser mantidos à distância. As plataformas no exterior do lago estão a ser utilizadas para exposições temporárias e, a partir de uma torre de observação gratuita na sua extremidade oeste, as pessoas podem observar as obras em curso por cima das muralhas do palácio e desfrutar de uma vista de 360 ​​graus da cidade.

Qualquer um que tenha perdido a exposição Vermeer do ano passado em Amsterdã pode compensar no Galeria Mauritshuis. Garota com Brinco de Pérola é luminosa na “carne”, mas uma surpresa maior é a Vista de Delft do pintor, com casas à beira-mar em primeiro plano na sombra, mas a luz do sol destacando telhados e torres nas ruas atrás. Também gosto de alguns dos famosos Pintassilgos de Rembrandt e Fabritius.

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Haia tem canais – Hooigracht e Nieuwe Uitleg são bonitas – mas a poucos passos de trem (15 minutos) ou de bonde característico (30 minutos), Delft, a casa de Vermeer, é cercada por canais pitorescos ladeados por casas de época. Nesta pequena cidade quase ofuscada pelo enorme campus da Universidade de Tecnologia de Delft ao sul (famoso ex-aluno: um certo MC Escher – veja abaixo), há visitas à fábrica onde a porcelana azul e branca de mesmo nome é feita, mas preferimos passear um pouco ruas ligadas por lindas pontes e a praça principal Markt, com sua prefeitura de 400 anos. Vermeer está enterrado no Igreja Velha (“igreja antiga”, com torre inclinada), enquanto a torre de Nieuwe Kerk, local de descanso da realeza holandesa, pode ser escalada para vistas de longo alcance.

Um canal em Delft. Fotografia: John Green/Alamy

De volta a Haia, há mais galerias para visitar. Escher no Palácio tem centenas de escadas impossíveis do artista e outras gravuras de ilusão de ótica, e o Museu de Arte é o lar de obras-primas de Mondrian, Schiele, Kandinsky e Bridget Riley.

Passamos nossas noites jantando de forma sustentável. Haia atende bem a vegetarianos e veganos, sejam eles pizzarias, lanchonetes ou especialistas indonésios.

Nossa melhor refeição é no Éticaem homenagem ao tratado filosófico de Baruch Spinoza, que passou a última parte de sua vida em Haia. O chef autodidata Robin Collard leva a culinária verde a outro nível. O cardápio é principalmente vegetariano, feito com produtos de sua horta orgânica ou de origem local, mas ele também serve carne de animais selvagens que são excedentes na Holanda, como lebres e pássaros que precisam ser abatidos para segurança dos aviões em Schiphol. Até os licores e refrigerantes são feitos em casa. É importante ressaltar que a comida também é incrível. Pré-entradas de borscht ucraniano com trigo sarraceno crocante, geleia de cogumelos com repolho roxo raspado e ervilhas e feijões frescos em molho barbecue deixam nossos bouches muito divertidos. O tuile de alho selvagem que Robin serviu em cima de uma entrada de peito de pato era picante, crocante e diferente de tudo que eu já tinha comido.

Para mais tarde, existem acolhedores “brown cafés” para beber, e inúmeros bares com música ao vivo, desde o Paardcafé para talentos emergentes, para Palco à beira-mar na praia e o forte do rock O Cavaleiro Negro.

Não vemos um distrito da luz vermelha e não nos oferecem nenhuma droga – mais uma razão para vir aqui em vez de Amesterdão.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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