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Rebeldes sírios nomeiam novo primeiro-ministro enquanto potências externas se movimentam para reforçar interesses | Síria

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Julian Borger Senior international correspondent

O principal grupo rebelde da Síria nomeou um novo primeiro-ministro para chefiar o governo de transição do país, à medida que potências externas se movem para reforçar os seus interesses na sequência do colapso do regime de Assad.

O novo primeiro-ministro, Mohammad al-Bashir, dirigiu anteriormente uma administração em Idlib sob o controlo de Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o mais forte dos grupos rebeldes que se mudaram para Damasco e outras cidades.

Bashir disse num breve discurso na televisão estatal que se tinha reunido com membros do governo de transição e do regime deposto e que permaneceria no cargo até 1 de Março.

“Agora é hora de este povo desfrutar de estabilidade e calma”, disse Bashir numa entrevista separada à Al Jazeera.

Israel declarou na terça-feira a sua intenção de criar uma “zona defensiva estéril” dentro da fronteira sul da Síria, depois de uma campanha de bombardeamentos dirigida contra a marinha síria, alegados locais de armas químicas e outros meios militares deixado para trás pelo regime.

O Israel As Forças de Defesa (IDF) disseram mais tarde que realizaram mais de 480 ataques nas 48 horas anteriores, atingindo “a maior parte dos arsenais de armas estratégicas” na Síria para impedir que caíssem nas mãos de extremistas.

No norte da Síria, as forças turcas bombardearam alvos curdos e o Exército Nacional Sírio, apoiado pela Turquia, entrou em confronto com as Forças Democráticas Sírias (SDF), lideradas pelos curdos, que são apoiadas pelos EUA. O monitor de guerra do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, disse que pelo menos 218 pessoas foram mortas em três dias de combates entre as duas forças em Manbij, a nordeste de Damasco.

Ministro israelense diz que IDF está criando ‘zona defensiva estéril’ na Síria – vídeo

Os ataques turcos às FDS puseram em causa a viabilidade da pequena presença militar dos EUA no norte da Síria, bem como nos campos de prisioneiros geridos pelas FDS onde foram detidos combatentes do Estado Islâmico (EI) e as suas famílias. As tropas dos EUA operam em parceria com as FDS.

Na manhã de quarta-feira, o comandante das FDS, Mazloum Abdi, disse que as FDS e os rebeldes apoiados pela Turquia chegaram a um acordo de cessar-fogo em Manbij através da mediação dos EUA.

Charles Lister, diretor do programa para a Síria no Instituto do Médio Oriente em Washington, disse: “As FDS sempre deixaram claro que, se a sua existência estivesse em perigo, as prisões não seriam a prioridade.

“As tropas dos EUA só poderão permanecer no terreno se os seus parceiros das FDS forem viáveis.”

A administração Biden, com menos de seis semanas para o fim, tem sido cautelosa na sua resposta aos acontecimentos. Quando foi nomeado um governo de transição em Damasco, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, apelou a um processo político “inclusivo” e disse que o reconhecimento dos EUA dependeria do cumprimento desses padrões pelos novos mestres da Síria.

“O povo sírio decidirá o futuro da Síria. Todas as nações deveriam comprometer-se a apoiar um processo inclusivo e transparente e abster-se de interferências externas”, disse Blinken num comunicado.

“Os Estados Unidos reconhecerão e apoiarão totalmente um futuro governo da Síria que resulte deste processo.”

Os primeiros sinais vindos de Damasco foram de que o HTS estava a tentar manter o controlo exclusivo do processo de transição.

“Não é um bom sinal que a transição em Damasco esteja a ser liderada apenas por este grupo”, disse Lister, apontando para as “práticas ditatoriais” passadas do HTS em Idlib.

Representantes de estados vizinhos e de nações do Golfo Árabe teriam realizado reuniões com funcionários do HTS e era amplamente esperado que reconhecessem o governo de transição nos próximos dias.

Os países ocidentais têm geralmente mantido distância. Os EUA, o Reino Unido e a ONU já tinham designado o HTS como um grupo terrorista devido à sua antiga afiliação à Al-Qaeda, e os países europeus seguiram em grande parte o exemplo.

As capitais ocidentais indicaram que estão pronto para repensar essa designação dependendo do comportamento do HTS, e há relatos de que funcionários dos EUA tiveram contactos não oficiais com o HTS.

O líder do HTS, Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Jolani, procurou acalmar os temores sobre como a Síria seria governada, dizendo à Sky News na terça-feira que o país estava “exausto” da guerra e não voltaria a uma guerra.

“A Síria será reconstruída”, disse ele. “O país caminha para o desenvolvimento e a reconstrução. Está caminhando para a estabilidade.”

Esperava-se que o enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, convocasse uma conferência internacional sobre a situação no final desta semana em Genebra, à medida que os acontecimentos no terreno continuam a desenrolar-se a alta velocidade.

O futuro das instalações militares russas na Síria, como a base naval de Tartus, o campo de aviação de Khmeimim, perto de Latakia, e outros postos militares avançados, permanecia em jogo na terça-feira.

Sob a liderança de Ahmed al-Sharaa, também conhecido pelo seu nome de guerra Abu Mohammed al-Jolani, o HTS tem-se abstido até agora de atacar activos militares russos. A mídia estatal russa informou que a oposição síria havia “garantido” a segurança das suas instalações, enquanto Moscou disse estar pronta para conversar com os novos governantes da Síria.

Ryan Crocker, antigo embaixador dos EUA na Síria, disse: “Tanto a Rússia como o HTS reconhecem que nenhum deles precisa de uma nova luta neste momento”.

No entanto, não estava claro se os rebeldes permitiriam que as forças russas continuassem a operar nas suas bases sírias a longo prazo, dado o papel desempenhado por Moscovo, até há poucos dias, de fornecer poder aéreo ao regime de Assad e de bombardear incessantemente alvos civis na oposição. território controlado.

A Agence France-Presse informou que novas imagens de satélite de Tartus mostraram que não havia navios russos no porto na segunda-feira, mas o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, negou que Moscou tenha abandonado a base.

A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, disse: “Para Putin e para o regime iraniano, a queda de Assad é um duro golpe para ambos”. Falando perante uma comissão parlamentar europeia na terça-feira, Kallas acrescentou que existem preocupações legítimas sobre os riscos de violência sectária e de um ressurgimento do extremismo na Síria.

A dissolução das prisões geridas pelos curdos que detinham combatentes do EI poderia agravar o recente ressurgimento dos ataques do EI na Síria e possivelmente noutros locais, representando um dilema inicial para Donald Trump.

No fim de semana, o presidente eleito publicou nas redes sociais para enfatizar a sua oposição a qualquer envolvimento dos EUA na Síria.

“Os Estados Unidos não deveriam ter nada a ver com isso. Esta não é a nossa luta. Deixe acontecer. Não se envolva! ele escreveu.

Os EUA têm cerca de 900 soldados no norte da Síria como parte de uma missão anti-EI em parceria com as FDS. No domingo, as forças dos EUA realizaram dezenas de ataques aéreos contra 75 alvos do EI. O chefe do comando central dos EUA, Gen Erik Kurilla, disse: “Não deve haver dúvidas – não permitiremos que (o Estado Islâmico) se reconstitua e tire vantagem da situação atual na Síria”.

Crocker disse: “Trump disse que deveríamos ficar fora do conflito, mas já estamos nele. No entanto, a nossa capacidade de permanecer lá e conter o EI está muito em questão.”



Leia Mais: The Guardian

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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