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Reduzir tributos sobre alimentos não vai gerar alívio sobre preços – 23/01/2025 – Bráulio Borges

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O governo federal vem apontando que poderá adotar medidas para tentar reduzir o preço dos alimentos. De fato, a alta desses produtos foi expressiva em 2024: a cesta básica, que é composta principalmente de alimentos e bebidas, subiu quase 10% no ano passado, após ter registrado variação negativa de 4% em 2023 (dados da Abras). E novas altas estão a caminho, uma vez que o repasse para o varejo das pressões no atacado não é instantânea, ocorrendo com alguma defasagem.

Parte dessa elevação dos preços dos alimentos no Brasil adveio de movimentos internacionais: o índice de preços de commodities alimentícias e de bebidas do FMI (Fundo Monetário Internacional) acumulou alta de pouco mais de 4% até novembro (última leitura disponível), em dólares norte-americanos.

Outra parte dessa pressão decorreu de fatores climáticos, particularmente a ocorrência do fenômeno El Niño entre meados de 2023 e meados de 2024. Foi o El Niño mais intenso desde 2015/16 e ele acabou contribuindo, dentre outros fatores, para a queda de 7% da safra de grãos brasileira no ano passado. Segundo estimativas da LCA 4intelligence, esse fenômeno respondeu por cerca 2,3 pontos percentuais da alta de 8,2% da inflação de alimentação no domicílio em 2024 captada pelo IPCA/IBGE.

Mas o principal fator por detrás desse encarecimento dos alimentos foi a expressiva desvalorização do real ante o dólar ao longo de 2024, de cerca de 24%. Boa parte dos alimentos são produtos transacionáveis internacionalmente, de modo que alterações na taxa de câmbio acabam sendo transmitidas, em boa medida, para os preços domésticos desses produtos.

O que irá acontecer em 2025 com os preços dos alimentos? Há algumas notícias alvissareiras, como a expectativa de alta de cerca de 10% da safra de grãos doméstica e um clima mais próximo da neutralidade ou com um La Niña fraco. Por outro lado, em função de um ciclo típico do segmento, o preço da carne bovina deverá subir expressivamente neste ano.

No final das contas, o principal fator a determinar a dinâmica dos preços dos alimentos será a evolução da cotação cambial. As projeções de consenso mais recentes indicam que o R$/US$ deverá encerrar este ano em torno de 6,00, o que representaria uma certa estabilidade ante o patamar do último bimestre do ano passado. Assim, não atrapalharia mais, mas também não ajudaria.

À luz do que foi exposto acima, o que o governo federal poderia fazer? Eu começo apontando aquilo que ele não deveria fazer: introduzir desonerações tributárias. Ao gerarem impacto negativo sobre as contas públicas, em um momento no qual necessitamos melhorar ainda mais os resultados fiscais, esse tipo de política pode ser contraproducente, pressionando ainda mais a cotação cambial.

Ademais, não é nem um pouco garantido que reduções de impostos serão repassadas para os consumidores: a experiência prática brasileira mostra que, no passado, desonerações aumentaram a margem da indústria e do comércio, não chegando na ponta final.

Portanto, a melhor forma de aliviar o preço dos alimentos é por meio de uma política econômica coerente, que levasse o R$/US$ de volta para as cercanias de 5,50/5,60, devolvendo cerca de metade da alta observada no ano passado (a outra metade se deveu a fatores internacionais, fora de nosso controle). Para obter isso, o governo teria que se comprometer a entregar algum superávit primário ainda em 2025.


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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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