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Região curda semiautônoma do Iraque vota para novo parlamento | Notícias Eleitorais
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2 anos atrásem
Mais de 1.000 candidatos, incluindo 368 mulheres, disputam a eleição para o parlamento regional com 100 lugares.
Os eleitores na região semi-autónoma curda do norte do Iraque estão a votar em eleições parlamentares adiadas, num contexto de desencanto com os líderes políticos e de instabilidade económica.
As eleições de domingo são para 100 membros do parlamento, que então escolherão um presidente, um presidente e um primeiro-ministro para o Curdistão iraquiano, que conquistou o autogoverno em 1991.
Dos 6 milhões de habitantes da região, 2,9 milhões são elegíveis para votar nos deputados, incluindo 30 mulheres mandatadas por uma quota.
Mais de 1.000 candidatos estão concorrendo, incluindo 368 mulheres.
O Curdistão iraquiano apresenta-se como um relativo oásis de estabilidade na turbulenta região, atraindo investidores estrangeiros devido aos seus laços estreitos com os Estados Unidos e a Europa.
No entanto, activistas e figuras da oposição afirmam que a região enfrenta os mesmos problemas que afectam o Iraque como um todo, incluindo corrupção, repressão política, clientelismo entre aqueles que estão no poder e dificuldades na economia.
Reportando a partir da capital iraquiana, Bagdad, Mahmoud Abdelwahed, da Al Jazeera, disse que a participação e o resultado reflectirão “se de facto houver apatia dos eleitores”.
Ele também disse que o governo regional está tentando pressionar o governo central em Bagdá para liberar uma parte do seu orçamento destinada aos curdos e permitir a reabertura dos principais oleodutos.
As eleições parlamentares, que deveriam ter lugar em 2022, foram repetidamente adiadas devido a divergências entre os dois partidos dominantes, o Partido Democrático do Curdistão (KDP) e a União Patriótica do Curdistão (PUK).
O KDP é controlado pela poderosa família Barzani, enquanto o PUK é controlado pelos Talabanis.
Com os partidos da oposição fracos, o KDP e o PUK provavelmente prolongarão mais de três décadas de partilha de poder.
O KDP é o maior partido no parlamento cessante, com 45 assentos contra 21 do PUK.
“Esperamos que um governo regional unificado seja formado o mais rapidamente possível e que a situação dos cidadãos melhore”, disse Nechirvan Barzani, presidente do Curdistão iraquiano, depois de votar na capital curda, Erbil.
Apesar da realização de comícios eleitorais e da mobilização das suas redes de clientelismo, os especialistas dizem que existe uma desilusão pública generalizada com os partidos, exacerbada pelas sombrias condições económicas da região.
A região curda enfrenta problemas económicos significativos, apesar da sua riqueza petrolífera, incluindo atrasos no pagamento de salários aos funcionários públicos, flutuações nos preços do petróleo e cortes orçamentais de Bagdad. Muitos culpam os líderes políticos pela má gestão.
“As pessoas querem ter eletricidade, receber o salário em dia e ter mais empregos. Isso é tudo que eles querem”, disse o eleitor Ghazi Najib à agência de notícias Associated Press.
A corrupção é outra questão central. Durante anos, o governo regional enfrentou alegações de nepotismo e falta de transparência. Muitos eleitores, especialmente a geração mais jovem, apelam a reformas que respondam a estas preocupações.
Partidos da oposição como a Nova Geração e um movimento liderado por Lahur Sheikh Jangi, um dissidente do clã Talabani, podem ganhar com um voto de protesto, disse Sarteep Jawhar, dissidente do PUK e comentador político.
Nas últimas eleições regionais em 2018, a participação eleitoral foi de 59 por cento.
As assembleias de voto deverão encerrar às 18h00 (15h00 GMT).
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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