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Rei Charles bebe bebida narcótica em Samoa – DW – 24/10/2024

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da Grã-Bretanha Rei Carlos III participou de uma cerimônia tradicional de consumo de kava em Samoa na quinta-feira, enquanto se preparava para ser nomeado “chefe supremo” da ilha do Pacífico.

A bebida de raiz apimentada é uma parte fundamental da cultura do Pacífico e tem propriedades psicoativas suaves.

“Que Deus abençoe esta ava”, disse o rei, usando o nome local para a bebida, antes de levá-la aos lábios.

Charles está entre os líderes e autoridades de 56 países com raízes no Império Britânico que participam da Reunião Bienal de Chefes de Governo da Commonwealth (CHOGM), que começou na segunda-feira.

Primeiro Ministro Britânico Keir Starmer disse no início da semana que o Reino Unido não apresentará a questão das reparações pela histórica escravatura transatlântica à mesa da cimeira, mas está aberto a dialogar com líderes que queiram falar sobre o assunto.

A primeira viagem de Charles desde o diagnóstico de câncer

Charles interrompeu seu tratamento contra o câncer para participar do Tour de 11 dias pela Austrália e Samoa.

Vestindo um terno creme estilo safári, o homem de 75 anos sentou-se em um palco na cabeceira de uma maloca de madeira esculpida. Lá ele recebeu um meio coco polido recheado com uma bebida levemente narcótica, uma bebida de raiz apimentada e levemente inebriante que é uma parte fundamental da cultura do Pacífico.

As raízes de kava desfilaram pela marquise e finalmente foram preparadas pela filha do cacique antes de serem filtradas por uma peneira feita com a casca seca de uma árvore fau.

O Rei Carlos III e a Rainha Camilla recebem as boas-vindas oficiais do Royal 'Ava cerimonial' durante sua visita à Universidade Nacional de Samoa
Rainha Camilla também está presenteImagem: Chris Jackson/PA/empics/picture Alliance

Mais tarde, Carlos estava programado para visitar a aldeia de Moata’a, onde seria nomeado “Tui Taumeasina” ou chefe supremo.

“Sentimo-nos honrados por ele ter escolhido ser recebido aqui na nossa aldeia. Por isso, como presente, gostaríamos de lhe conceder um título”, disse Lenatai Victor Tamapua, um chefe local que concederá o título a Charles.

O que está na agenda do CHOGM?

Esperava-se que questões como as alterações climáticas e a escravatura estivessem na agenda à medida que dezenas de líderes de todo o mundo se reunissem.

Entre os séculos XV e XIX, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram transportados à força por navios e mercadores europeus antes de serem vendidos para escravidão. Aqueles que sobreviveram à viagem brutal acabaram trabalhando em plantações em condições desumanas nas Américas, principalmente no Brasil e no Caribe.

O Rei Carlos III é recebido por estudantes durante o lançamento formal do Programa de Bolsas da King's Commonwealth na Universidade Nacional de Samoa em Apia
Charles está em uma viagem de 11 diasImagem: Chris Jackson/PA/empics/picture Alliance

“As reparações não estão na agenda da Reunião de Chefes de Governo da Commonwealth”, disse o porta-voz de Starmer, Dave Pares, antes da cimeira.

“A posição do governo não mudou. Não pagamos reparações”.

Primeiro Ministro Indiano Narendra Modi e o presidente sul-africano Cirilo Ramaphosa não estão presentes porque estão no BRICS cimeira organizada pelo presidente russo Vladímir Putin.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, é outra ausência notável.

você é (AFP, Reuters, AP)



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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