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Reino Unido aposta em metas climáticas em relação à captura de carbono, dizem ativistas | Emissões de gases de efeito estufa
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2 anos atrásem
Jillian Ambrose
O governo do Reino Unido está a apostar nas suas próprias metas climáticas, alegando que o Drax central eléctrica criará “emissões negativas” porque novas regras poderão entregar a poupança de carbono aos EUA, dizem os activistas.
Os proprietários da central eléctrica de North Yorkshire prometeram aos ministros que um projecto-chave para capturar as emissões de carbono criadas pela queima de pellets de madeira de biomassa importados das florestas dos EUA contará como emissões negativas nas contas de carbono da Grã-Bretanha.
No entanto, um grupo de trabalho convocado pela autoridade climática da ONU, o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), iniciou reuniões para elaborar regras para a contabilização nacional de gases com efeito de estufa que serão aplicadas às tecnologias de “remoção de carbono” a partir de 2027, no mínimo.
Ativistas do Biofuelwatch, um grupo verde, alertaram que há “um forte argumento” de que as chamadas emissões negativas da bioenergia com captura e armazenamento de carbono, conhecidas como Beccs, deveriam ser “atribuídas ao país de onde vem a madeira”. e não onde é queimado para gerar eletricidade.
Almuth Ernsting, codiretor da Biofuelwatch, disse: “Não podemos adivinhar o que o grupo de especialistas do IPCC decidirá, mas o governo do Reino Unido também não pode”.
O governo está considerando a possibilidade de prorrogar um esquema de subsídios que paga a Drax cerca de £ 500 milhões por ano além do prazo de 2027 até o final da década. A empresa FTSE 250, que concordou em pagar uma multa de £ 25 milhões no início deste ano, por declarar incorretamente o seu fornecimento de pellets de madeira, já ganhou mais de 7 mil milhões de libras em subsídios desde que começaram os trabalhos de conversão da antiga central elétrica a carvão para funcionar com biomassa, em 2012.
Ernsting disse: “É portanto perfeitamente possível que, se o governo do Reino Unido concedesse milhares de milhões de libras em novos subsídios para ajudar Drax a desenvolver Beccs, isso beneficiaria as contas de gases com efeito de estufa dos EUA, Canadá e outros países que exportam pellets para Drax – e não o Reino Unido.”
No passado, Drax afirmou que a sua produção de biomassa é “neutra em carbono” porque as emissões produzidas pelas suas chaminés são compensadas pelas emissões absorvidas pelas árvores cultivadas na América do Norte para produzir os pellets.
Abandonou silenciosamente a utilização desta formulação desde que o seu próprio conselho consultivo independente, no ano passado, advertiu contra a repetição das afirmações. A empresa ainda insiste que será uma central eléctrica com carbono negativo assim que adaptar a tecnologia de captura de carbono às suas condutas na década de 2030, porque é uma “visão científica amplamente aceite”, de acordo com um porta-voz da empresa.
Esta visão tem sido contestada nos últimos anos por um número crescente de estudos científicos de académicos europeus. Eles temem que o intervalo entre o momento em que as emissões escapam das chaminés das centrais eléctricas e o momento em que as novas árvores são capazes de absorver carbono crie uma “dívida de carbono” que poderá acelerar a crise climática no curto prazo.
Um porta-voz da Drax disse que a empresa não esperava que o grupo de especialistas do IPCC alterasse as regras dos projetos Beccs porque seu trabalho se concentraria em tecnologias mais recentes de captura de carbono, como captura direta de ar. Mas na acta da primeira reunião, vista pelo Guardian, houve uma apresentação sobre a viabilidade de desenvolver métodos de contabilização de carbono novos ou actualizados para tecnologias incluindo Beccs.
O Departamento de Energia Security and Net Zero disse: “Seguimos a abordagem internacional acordada para estimar e reportar emissões de gases com efeito de estufa no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e do Acordo de Paris, e esperamos que o país que captura CO2 continue a beneficiar de emissões negativas.
“Os subsídios para geradores de biomassa em grande escala terminarão em 2027 e estamos a rever as evidências sobre apoio potencial para além deste”, acrescentou o porta-voz.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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