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Reino Unido deveria apoiar duras sanções de Trump ao Irã, diz relatório | Irã
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1 ano atrásem
Patrick Wintour Diplomatic editor
O Reino Unido deveria apoiar as esperadas sanções económicas máximas de Donald Trump contra Irã como parte de um esforço para encorajar os cidadãos a acabarem com o seu apoio ao actual regime em Teerão, argumenta Mark Sedwill, antigo secretário de gabinete, num relatório publicado na segunda-feira.
Ele escreve: “Não cabe ao Ocidente, muito menos ao Reino Unido, determinar quem governa o Irão. Isso é para o povo iraniano. Mas podemos deixar claro que a escolha certa trará benefícios, assim como a escolha errada trará mais do mesmo.”
Ele sugere, num prefácio a um panfleto Policy Exchange, que o Reino Unido deveria mostrar liderança contra o Irão, apoiando o que considera ser a provável política de Trump de um regresso às sanções económicas máximas contra o regime.
“Ao mesmo tempo que se alinha com a pressão máxima de Trump II contra este regime, o Reino Unido também deveria insistir que um sucessor, disposto a liberalizar a nível interno e a comportar-se de forma responsável no estrangeiro, possa conquistar um lugar respeitável na comunidade internacional”, sugere Lord Sedwill, que também é um ex-conselheiro de segurança nacional do Reino Unido. “Da crise emerge a oportunidade. É uma oportunidade para o Reino Unido liderar.”
Suas observações provavelmente irritarão Teerã, enquanto o país se prepara para iniciar uma segunda rodada de negociações exploratórias, começando na segunda-feira, com o Reino Unido, a França e a Alemanha, sobre uma possível estrutura sucessora para conter o programa nuclear iraniano.
A posição de Sedwill irá provavelmente desiludir os reformistas dentro do governo iraniano que querem persuadir o Ocidente de que não procuram o confronto e querem genuinamente reabrir as negociações directas com a Europa e os EUA. A sua esperança é que as sanções possam ser levantadas em troca de compromissos de não ameaçar o Ocidente.
Trump retirou-se do acordo nuclear anterior em 2018, mas o Reino Unido, juntamente com a França e a Alemanha, estão a realizar conversações exploratórias sobre a vontade do Irão de reduzir o seu enriquecimento nuclear.
Se as conversações conduzirem a um impasse, as três potências europeias estão a planear um movimento passo a passo que levará a sanções totais da ONU reimpostas ao Irão em Outubro, com base no facto de Teerão, em violação do acordo nuclear alcançado em 2015, continua a aumentar as suas reservas de urânio altamente enriquecido.
Sedwill afirma: “O regime está ferido, mas continua perigoso. Terroriza os nossos parceiros regionais, desestabiliza as rotas energéticas e marítimas globais, planeia assassinatos em solo britânico e é cúmplice do saque da Ucrânia pela Rússia e de 75 anos de paz europeia.
“Sabemos que, mesmo que seja dada a mais simples das escolhas, o povo iraniano escolhe o candidato mais progressista (ou menos regressivo) disponível. A sua tolerância aos excessos do regime está a esgotar-se.”
Ele sugere que o Irão pode estar maduro para a mudança, apontando para uma inflação de 80% e para o estripamento da rede iraniana de representantes armados.
O panfleto Policy Exchange, escrito em parte por Sir John Jenkins, antigo embaixador do Reino Unido na Arábia Saudita, argumenta: “Deveria ficar claro que o Reino Unido apoiaria ataques ao programa nuclear iraniano caso surgissem provas de que o Irão está a tentar uma operação nuclear”. breakout’, independentemente da extensão da participação do Reino Unido em tais operações.”
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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