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Reino Unido impõe sanções a Isabel dos Santos, oligarca ucraniano Firtash | Notícias sobre boicote, desinvestimento e sanções
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As medidas fazem parte do governo trabalhista que endurece o regime de sanções anticorrupção da Grã-Bretanha.
O Reino Unido proibiu a bilionária angolana Isabel dos Santos e o oligarca ucraniano Dmytro Firtash e congelou os seus activos no Reino Unido, anunciou o governo, no que disse ser parte de uma nova repressão ao “dinheiro sujo”.
As medidas de quinta-feira foram o primeiro passo para endurecer o regime de sanções anticorrupção da Grã-Bretanha, uma vez que prometido nas eleições de julho, disse o governo trabalhista.
“Estes indivíduos sem escrúpulos privam egoisticamente os seus concidadãos do tão necessário financiamento para a educação, saúde e infra-estruturas – para o seu próprio enriquecimento”, disse o secretário dos Negócios Estrangeiros, David Lammy, num comunicado.
Dos Santos, cujo pai, José Eduardo dos Santos, foi presidente de Angola durante 38 anos até 2017, é a primeira mulher bilionária de África e enfrenta acusações de corrupção em Angola e noutros locais há anos. Ela nega as acusações e diz ser alvo de uma vingança política de longa data.
Ela foi sancionada pelos Estados Unidos em 2021 por “envolvimento em corrupção significativa” e está impedida de entrar no país.
A Grã-Bretanha disse que dos Santos abusou das suas posições na empresa petrolífera estatal angolana Sonangol e na empresa de telecomunicações Unitel para desviar pelo menos 350 milhões de libras (440 milhões de dólares).
Dos Santos perdeu um recurso para anular uma ordem de congelamento de até 580 milhões de libras dos seus bens em Setembro, como parte de uma acção judicial no Tribunal Superior de Londres movida pela Unitel. A agência policial global Interpol emitiu um alerta vermelho para ela.
Num comunicado citado pela agência noticiosa Reuters, dos Santos disse que as sanções britânicas eram “incorretas e injustificadas”.
“Não tive a oportunidade de me defender contra essas acusações”, disse ela. “Pretendo recorrer e espero que o Reino Unido me dê a oportunidade de apresentar as minhas provas.”
Firtash é procurado pelas autoridades ucranianas e norte-americanas por suspeita de desvio de quase 500 milhões de dólares envolvendo o sistema de trânsito de gás da Ucrânia. Ele diz que as acusações não têm fundamento jurídico.
Ele está atualmente na Áustria lutando contra a extradição para os EUA.
Em junho de 2021, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy assinou um decreto impondo sanções a Firtash, incluindo o congelamento dos seus bens e a retirada de licenças das suas empresas, após acusá-lo de vender produtos de titânio a empresas militares russas.
A Grã-Bretanha disse que Firtash extraiu “centenas de milhões de libras da Ucrânia através da corrupção” e escondeu dezenas de milhões de libras de ganhos ilícitos apenas no mercado imobiliário do Reino Unido.
A Grã-Bretanha também sancionou sua esposa, Lada Firtash, que, segundo ela, detinha ativos do Reino Unido em seu nome, incluindo o local da antiga estação ferroviária Brompton Road do metrô de Londres.
O empresário e político letão Aivars Lembergs, que foi incluído numa lista de sanções dos EUA em 2019 por alegada corrupção, também foi sancionado, tal como a sua filha Liga Lemberga. O governo britânico disse que Lembergs “abusou de sua posição política para cometer suborno e lavar dinheiro”.
Lammy disse que as penalidades foram o início de uma repressão.
“Comprometi-me a enfrentar os cleptocratas e o dinheiro sujo que os fortalece quando me tornei secretário dos Negócios Estrangeiros, e estas sanções marcam o primeiro passo na concretização desta ambição”, disse ele.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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