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Reinventando a autoridade na escola, um refrão carente de modernidade
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“Com o tempo, vi uma forma de solidão se instalar na escola, a solidão dos professores confrontados com o questionamento da sua legitimidade ou da sua autoridade”declarou a nova ministra da Educação Nacional, Anne Genetet, em 23 de setembro, durante a transferência do poder. Alguns casos muito violentos chegaram ocasionalmente às manchetes. Último exemplo: 7 de outubro, em Tourcoing (Norte), uma estudante de 18 anos do colégio Sévigné é acusada de esbofetear uma professora, que supostamente lhe deu um tapa nas costas. O incidente teria ocorrido depois que a professora perguntou à jovem para remover o véu.
Um acontecimento que ocorre enquanto a comunidade docente está profundamente marcada pelo assassinato de Samuel Paty, professor de história, decapitado em 16 de outubro de 2020 em Conflans-Sainte-Honorine (Yvelines), por ter mostrado caricaturas de Maomé aos seus alunos; a morte, em fevereiro de 2023, de Agnès Lassalle, professora de espanhol em Saint-Jean-de-Luz (Pirenéus-Atlânticos), morta no meio da aula por um estudante, que admitiu “animosidade” em relação ao seu professor; o assassinato de Dominique Bernard, professor de francês em Arras, esfaqueado em 13 de outubro de 2023 por um ex-aluno radicalizado.
Embora o Ministro do Interior, Bruno Retailleau, insista que é necessário “restaurar a ordem, restaurar a ordem, restaurar a ordem”que respostas dará o novo Ministro da Educação? “O navio não mudará de rumo”ela garante. Ouça: o rumo traçado por Gabriel Attal, próximo de Genetet, que mencionou seu nome a Matignon para manter o controle de seu antigo ministério. “Você quebra, você conserta. Você está sujo, você está limpo. Você desafia a autoridade, nós ensinamos você a respeitá-la”trovejou durante a sua declaração de política geral em Janeiro, após a sua nomeação como primeiro-ministro. Uma frase que repetiu no dia 18 de Abril em Viry-Châtillon (Essonne), por ocasião dos seus primeiros cem dias em Matignon, antes de apelar no mesmo discurso a uma “onda de autoridade”especialmente na escola. E para citar uma série de ferramentas repressivas: sanções de todos os tipos, menção no Parcoursup para estudantes perturbadores, etc.
A mesma história foi ouvida em Jean-Michel Blanquer. “A autoridade deve ser restaurada no sistema escolar”, ele confidenciou a parisiensede novembro de 2017para seu primeiro retorno à escola fantasiado de Ministro da Educação Nacional. À direita, há uma música incessante: “Não é nacionalismo ensinar os nossos filhos a respeitar a bandeira tricolor, o hino nacional, ao qual devem defender”declarou Nicolas Sarkozy, então presidente, em 15 de fevereiro de 2008. Até a esquerda tinha seus acentos autoritários: assim afirmou François Hollande em 21 de janeiro de 2015, logo após os ataques contra Charlie Hebdo e o Hyper Hide da Porte de Vincennes, que “qualquer comportamento que coloque em causa os valores da República ou a autoridade do mestre ou professor será(isto) objeto de um relatório ao chefe do estabelecimento ».
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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