POLÍTICA
Renan Calheiros fala sobre tarifaço de Trump e a r…
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9 meses atrásem
Marcela Rahal
O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, será o entrevistado do programa Ponto de Vista, de VEJA, transmitido nesta quarta-feira, ao vivo, às 12h. O parlamentar vai analisar a reação brasileira às tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a produtos de diversos países. O Brasil foi taxado em 10%.
Antes do anúncio do imposto, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou o PL da Reciprocidade, que permite ao governo federal adotar medidas econômicas contra outros países, em caso de decisões unilaterais que afetem a competitividade comercial. O vice-presidente Geraldo Alckmin elogiou a proposta aprovada pelo Congresso, mas descartou a possibilidade de usá-la neste momento. Renan defende a utilização do mecanismo aprovado por quase unanimidade pelo Congresso.
O senador também apresentou uma resolução no Senado para limitar o crescimento da dívida pública da União. O projeto prevê que, após 15 anos, o valor não pode exceder 4 vezes a receita corrente líquida. O que apertaria ainda mais o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal.
O programa, apresentado por Marcela Rahal, também vai abordar as principais notícias do dia com o editor José Benedito.
Lembrando que você pode participar mandando sua pergunta nas nossas redes sociais ou pelo chat.
A entrevista é transmitida simultaneamente no YouTube e na home de VEJA, e para os inscritos no canal de VEJA no WhatsApp.
YouTube: https://www.youtube.com/c/veja
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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