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RenovaBR tem 362 eleitos e supera o esperado, diz fundador – 11/10/2024 – Poder

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Catarina Scortecci

Entre as 1.470 pessoas que já passaram por algum curso do RenovaBR e optaram por disputar eleições para prefeituras ou câmaras de vereadores, 362 (25%) conseguiram se eleger no último domingo (6), segundo levantamento do próprio grupo, que foi criado em 2017 e se apresenta como uma escola de formação política.

Entre esses, 42 foram eleitos para a cadeira de prefeito, 24 de vice-prefeito e 296 de vereador. Do total, são 267 homens e 95 mulheres.

O Renova aponta que, do total de 1.470 candidatos, pouco menos de 20% já estavam na política, ou seja, já ocupavam ou tinham ocupado algum cargo eletivo em algum momento.

Já entre os eleitos no domingo, a maioria (55%) é de gente que passou pela experiência do mandato eletivo. Entre os demais, 163 (45% do total) conquistaram o primeiro mandato, incluindo 72 (20%) que se candidataram pela primeira vez.

Na avaliação do fundador do RenovaBr, o empresário Eduardo Mufarej, o número de eleitos superou a expectativa. Ele afirma que não havia uma meta a ser cumprida, mas que o Renova trabalhava com algumas referências de anos anteriores, considerando a proporção entre total de alunos que eram candidatos e o número de vitoriosos.

Segundo ele, historicamente, a proporção girou em torno de 15%, contra quase 25% revelado nas urnas deste domingo. Em 2020, por exemplo, foram 1.069 alunos que participaram das eleições, com 153 eleitos (14,31%).

O conteúdo dos cursos do Renova está dividido em três eixos, explica o fundador: desenvolvimento individual, políticas públicas, e, por fim, comunicação política, tema que se aproxima da campanha eleitoral.

Entre os ex-alunos vitoriosos nas urnas, o Renova destaca nomes de prefeitos reeleitos com expressivas votações em cidades do estado de São Paulo. Em Osasco, Gerson Pessoa (Pode) obteve 75,3% dos votos; em São Vicente, Kayo Amado (Podemos) conseguiu 87,6%; em Itaquaquecetuba, Delegado Eduardo Boigues (PL) fez 91,7%.

Na Câmara de Vereadores da capital do estado, seis eleitos passaram pelo curso, de acordo com o Renova: Amanda Vettorazzo e Rubinho Nunes, ambos filiados ao União Brasil, Marina Bragante (Rede), Keit Lima (Psol), Renata Falzoni (PSB) e Cris Monteiro (Novo).

Segundo o Renova, os 362 eleitos se distribuem em 24 partidos diferentes e concorreram em 22 estados. “A gente tem presença em partidos de diferentes espectros ideológicos e apostamos nesta pluralidade. O curso está focado no indivíduo que quer seguir esta trajetória política e se sente desamparado, sem muita clareza sobre como perseguir os seus objetivos”, afirma o fundador.

Com o resultado deste domingo, o Renova também deve lançar nos próximos dias um curso de cinco dias voltado ao grupo de 362 eleitos. “É um curso de formação de mandato. As competências e habilidades que você precisa para ter sucesso numa eleição são muito diferentes das competências e habilidades que você precisa ter para ser uma boa liderança e um bom representante”, diz ele.

Já o curso tradicional do Renova de formação política acontece todos os anos, mas as inscrições para o de 2025 ainda serão abertas. Segundo Mufarej, costuma haver dez inscritos por vaga e, por isso, é feita uma seleção.

“O primeiro critério é ser uma pessoa que respeita o contraditório na democracia, que tem abertura ao diálogo. Vou dar dois exemplos: se a pessoa acha que a Venezuela é um regime democrático, provavelmente o Renova não é um lugar para ela. Da mesma forma, se a pessoa acha que a intervenção militar é a solução para resolver os problemas do Brasil, o Renova também não é o lugar para ela”, afirma.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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