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Requerentes de asilo dos EUA em desespero depois que Trump cancela o aplicativo CBP One: ‘começar do zero novamente’ | Administração Trump
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2 anos atrásem
Thomas Graham in Mexico City
O trem passou pelo campo improvisado de imigrantes em México City, tocando sua buzina e mandando as pessoas se espalharem para abraçar a parede.
Ele passa às 10h como um relógio, disseram os moradores – quase todos ali plantados há meses, aguardando a oportunidade de solicitar asilo nos EUA.
Agora, eles e centenas de milhares de outras pessoas em todo o México foram deixados no limbo depois que Donald Trump encerrou o aplicativo CBP One que usavam para consultas de asilo.
Enquanto Trump tomava posse na segunda-feira, o aplicativo parou de funcionar repentinamente e começaram a aparecer clipes de pessoas na fronteira chorando à medida que as suas nomeações – em alguns casos, a poucas horas de distância – foram rescindidas.
Desde então, Trump assinou uma série de ordens executivas anti-imigração, declarando uma emergência na fronteira sul, enviando tropas para reforçá-lo e restabelecer a política Permanecer no México, que força os imigrantes não mexicanos a esperar ao sul da fronteira enquanto seus pedidos de asilo são processados.
O aplicativo CBP One foi lançado há dois anos como forma de limitar e ordenar a chegada de requerentes de asilo à fronteira permitindo apenas 1.450 consultas por dia – muito menos do que a procura.
Tornou-se praticamente obrigatório para os requerentes de asilo, com muitos que compareceram sem agendamento sendo recusados.
Isto significava que os requerentes de asilo tinham a opção de esperar meses, muitas vezes em zonas perigosas do México, ou pagar a contrabandistas de seres humanos para os fazerem atravessar a fronteira.
Muitos escolheram a primeira opção, com cerca de um milhão de consultas feito desde o lançamento do CBP One.
Com o tempo, o CBP One foi disponibilizado não apenas ao longo da fronteira, mas também no centro e no sul do México. Isto, combinado com os esforços das autoridades mexicanas para conter à força imigrantes no sul do paíssignificou que menos imigrantes estavam concentrados nas cidades fronteiriças do norte do México.
Abrigos em cidades como Ciudad Juárez e Tijuana estão meio vazios por quase um ano.
Mas o cancelamento abrupto do CBP One, que 270 mil requerentes de asilo utilizavam em todo o México, poderá destruir a frágil calma na fronteira.
Cerca de 30 mil consultas já agendadas também foram canceladas.
“O CBP One estava repleto de erros e, em última análise, era uma ferramenta que forçava as pessoas a esperar no México para aceder ao sistema de asilo dos EUA”, disse Andrew Bahena, do Chirla, um grupo de defesa dos imigrantes. “Mas a forma como tudo terminou foi completamente inaceitável.”
“Havia famílias deste campo que gastaram milhares de dólares em bilhetes de avião – quase todos os seus recursos materiais – apenas para terem os seus compromissos cancelados”, acrescentou.
María Angela e Carolina, duas mães venezuelanas cujos filhos brincavam nas pernas, disseram que esperariam dois meses antes de tomar qualquer decisão.
“Talvez Trump se acalme um pouco”, disse María Angela, com um sorriso irônico. “Ele acabou de chegar e é tudo uma revolução.”
Essa esperança foi partilhada por David e Nixon, dois jovens venezuelanos sentados num sofá esfarrapado, que acrescentaram que alguns outros estavam a falar em voltar para casa se fossem oferecidos voos gratuitos – mas não eles.
“Eu não vou voltar até Maduro vai”, disse Nixon, seu bom ânimo desaparecendo por um momento ao mencionar o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Araceli, uma venezuelana de 45 anos, disse que agora deseja solicitar asilo no México.
Ela havia chegado à fronteira dos EUA com as filhas adultas, flutuando sobre o Rio Grande em um colchão inflável. Mas o seu pedido de asilo foi ignorado e foram deportados para Villahermosa, no extremo sul do México.
A experiência parecia tê-la esgotado e ela passou vários meses esperando por uma consulta do CBP One na Cidade do México.
No entanto, Araceli – tal como muitos outros que esperavam por uma nomeação do CBP One – pode agora ter dificuldades para solicitar asilo no México, uma vez que o processo deve ser iniciado no prazo de 30 dias após a entrada no país.
O cancelamento do CBP One foi sentido em todo o México, mergulhando as pessoas na incerteza.
Poderá levar muitos dos que estavam à espera no sul do México a tentar rumar para norte, apesar das tentativas do governo para os manter lá.
“Vi as postagens que se tornaram virais com migrantes chorando na fronteira. Aqui foi exatamente a mesma coisa: as pessoas estão desesperadas”, disse Josué Leal, do abrigo Oasis De Paz del Espíritu Santo Amparito em Villahermosa, cidade no estado de Tabasco, no Golfo do México. “A grande maioria aqui agora tem a ideia de avançar, de começar a ir para o norte.”
No outro extremo do país, pessoas cujo destino está ao alcance da vista ficaram perturbadas quando a esperança de asilo lhes foi tirada.
“Sinto-me desesperada e temo o que vai acontecer a seguir”, disse uma mulher mexicana deslocada no abrigo para imigrantes Centro de Esperanza, em Sonoyta, uma cidade pequena e poeirenta no estado fronteiriço de Sonora. “Imagine se tivermos que voltar para casa para enfrentar as mesmas ameaças e começar do zero novamente… isso já está me deixando doente.”
“Eu não desejaria o que passamos para ninguém. Foi muito difícil chegar até aqui e agora não sabemos o que vai acontecer”, disse Juan, um venezuelano que pediu que seu sobrenome não fosse divulgado. “A verdade é que não esperávamos que o pedido fosse encerrado tão rapidamente.”
Ninguém sabe o que substituirá o CBP One, se é que alguma coisa. Mas as políticas restritivas de imigração de Trump deverão impulsionar o crime organizado no México.
“Sempre que se torna mais difícil obter asilo ou atravessar a fronteira, os coiotes ganham dinheiro. E isso significa que os cartéis ganham dinheiro”, disse Ari Sawyer, pesquisador de migração. “O Administração Trump poderia dizer que quer combater os cartéis – mas, pelo contrário, está a enriquecê-los.”
Reportagem adicional de Nina Lakhani
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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