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Retiro do Serviço Mundial da BBC ‘ajudando Rússia e China a promover propaganda’ | Serviço Mundial da BBC
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2 anos atrásem
Jane Clinton
O diretor-geral da BBC alertará que o recuo do seu Serviço Mundial devido a cortes de financiamento ajudou Rússia e China transmitir “propaganda incontestada”.
Num discurso no Future Resilience Forum uma reunião apartidária em Londres com a participação de figuras políticas internacionais Tim Davie discutirá a importância global do Serviço Mundial da BBCque opera em mais de 40 idiomas.
Ao abordar a guerra na Ucrânia e a agitação no Médio Oriente, espera-se que Davie diga: “Relatórios livres e justos nunca foram tão essenciais – para a democracia global e para os públicos mais necessitados em todo o mundo”.
Ele acrescentará: “Talvez o mais preocupante do ponto de vista BBC O ponto de vista é que podemos agora ver provas claras do facto de que, quando o Serviço Mundial recua, os operadores de comunicação social financiados pelo Estado intervêm para tirar vantagem.
“O que enfrentamos é um ataque total à verdade em todo o mundo – e com ele à segurança, à estabilidade e à democracia. E ninguém deve subestimar o impacto que a BBC teve no panorama noticioso global até agora – como uma força totalmente independente…”
Durante o seu discurso na tarde de segunda-feira, Davie também discutirá o impacto e o crescimento dos meios de comunicação controlados pela Rússia e pela China, e como estão a gastar mais do que o investimento da BBC “em múltiplos de milhares”.
“Juntos, eles estão a gastar cerca de 6 a 8 mil milhões de libras na expansão das suas atividades de comunicação social globais – investindo arduamente para aumentar as suas audiências em mercados-chave em África, no Médio Oriente e na América Latina”, dirá ele.
“Em África, em particular, os meios de comunicação russos são incrivelmente activos na promoção das suas narrativas, com influenciadores das redes sociais a amplificar a propaganda e os chamados ‘activistas’ a transmitir ao vivo comícios pró-Rússia.
“E este investimento está a registar retornos significativos, não só em termos do alcance da emissora estatal russa RT e da CGTN da China, mas também em termos de confiança.”
No seu discurso, Davie discutirá como outras empresas preencheram as “lacunas” que a BBC deixou em África após a sua “retirada”.
“A emissora estatal do Quénia, KBC, assumiu a produção chinesa na televisão e na rádio, tal como a emissora estatal da Libéria, LBS”, dirá ele. “Entretanto, no Líbano, os meios de comunicação apoiados pela Rússia transmitem agora na frequência de rádio anteriormente ocupada pela BBC Árabe.
“No mês passado, as nossas excelentes equipas de monitorização da BBC ouviram a produção russa no dia em que milhares de pagers e dispositivos de rádio explodiram. O que ouviram foi propaganda e narrativas incontestáveis transmitidas às comunidades locais.
“Se a BBC tivesse conseguido manter a nossa produção de rádio imparcial, estas mensagens teriam sido muito mais difíceis de serem encontradas pelo público local. Neste contexto, o novo recuo da Serviço Mundial da BBC deveria ser motivo de séria preocupação global.”
Em 2022, a BBC anunciou a proposta de encerramento de cerca de 382 postos no Serviço Mundial, bem como o encerramento dos seus serviços de rádio em árabe e persa.
Em Abril, foi lançado um inquérito sobre o futuro financiamento do serviço, centrando-se na influência da corporação como poder brando e estabelecendo se era necessário um maior apoio governamental.
O Serviço Mundial é a emissora internacional da BBC e é predominantemente financiado pela taxa de licença do Reino Unido. Recebe financiamento adicional de £ 104,4 milhões do Foreign, Commonwealth and Development Office.
No âmbito do seu actual pacote de apoio, o Serviço Mundial concordou em não encerrar quaisquer serviços linguísticos, mas esta condição deverá ser levantada em 2025.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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