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Retração do relatório sobre fome em Gaza apoiado pelos EUA atrai raiva e escrutínio | Notícias do conflito Israel-Palestina

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A administração do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está enfrentando críticas após um relatório apoiado pelos EUA sobre fome na Faixa de Gaza foi retirado esta semana, gerando acusações de interferência política e preconceito pró-Israel.

O relatório da Rede de Sistemas de Alerta Antecipado contra a Fome (FEWS NET), que fornece informações sobre a insegurança alimentar global, alertou que um “cenário de fome” estava a desenrolar-se no norte de Gaza durante a guerra de Israel no território.

Uma nota no site da FEWS NET, vista pela Al Jazeera na quinta-feira, dizia que o “Alerta de 23 de dezembro está sob revisão e espera-se que seja relançado com dados e análises atualizados em janeiro”.

A agência de notícias Associated Press, citando autoridades americanas não identificadas, disse que os EUA pediram que o relatório fosse retirado. A FEWS NET é financiada pela Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A USAID não respondeu imediatamente ao pedido de comentários da Al Jazeera na tarde de quinta-feira.

A guerra de Israel em Gaza matou mais de 45.300 palestinos desde o início de outubro de 2023 e mergulhou o enclave costeiro numa grave crise humanitária, à medida que o acesso a alimentos, água, medicamentos e outros suprimentos é severamente restringido.

Uma ofensiva militar israelita na parte norte do território suscitou especial preocupação nos últimos meses com especialistas alertam em novembro de uma “forte probabilidade” de que a fome fosse iminente na área.

“A fome, a subnutrição e o excesso de mortalidade devido à subnutrição e às doenças estão a aumentar rapidamente” no norte de Gaza, afirmou a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar num comunicado. alerta em 8 de novembro.

“Os limites da fome podem já ter sido ultrapassados ​​ou o serão num futuro próximo”, afirmou.

O relatório

A REDE POUCAS relatório datado de 23 de dezembro observou que Israel manteve um “bloqueio quase total de suprimentos humanitários e comerciais de alimentos para áreas sitiadas” do norte de Gaza por quase 80 dias.

Isso inclui as áreas de Jabalia, Beit Lahiya e Beit Hanoon, onde grupos de direitos humanos estimaram milhares de palestinos estão encurralados.

“Com base no colapso do sistema alimentar e na deterioração do acesso à água, ao saneamento e aos serviços de saúde nestas áreas… é altamente provável que os limiares de consumo de alimentos e de desnutrição aguda para a Fome (IPC Fase 5) tenham sido agora ultrapassados ​​no Norte de Gaza. Governatorato”, dizia o relatório da FEWS NET.

A rede acrescentou que, sem uma mudança na política israelita sobre o fornecimento de alimentos que entram na área, espera-se que duas a 15 pessoas morram por dia, pelo menos de Janeiro a Março, o que ultrapassaria o “limiar da fome”.

O relatório gerou críticas públicas do embaixador dos EUA em Israel, Jack Lew, que, num comunicado na terça-feira, disse que a FEWS NET se baseou em dados “desatualizados e imprecisos”.

Lew contestou o número de civis que se acredita viverem no norte de Gaza, dizendo que a população civil estava “na faixa de 7.000-15.000, e não de 65.000-75.000, que é a base deste relatório”.

“Num momento em que informações imprecisas causam confusão e acusações, é irresponsável emitir um relatório como este”, afirmou.

‘Intimidação’

Mas os defensores dos direitos palestinos condenaram as observações do embaixador. Alguns acusaram Lew de parecer acolher bem o deslocamento forçado dos palestinos em Gaza.

“Rejeitar um relatório sobre a fome no norte de Gaza, parecendo gabar-se do facto de a sua população nativa ter sido limpa etnicamente com sucesso é apenas o exemplo mais recente de funcionários da administração Biden que apoiam, permitem e desculpam a campanha clara e aberta de genocídio de Israel em Gaza”, disse o Conselho de Relações Americano-Islâmicas em comunicado.

O grupo instou a FEWS NET “a não se submeter à intimidação dos apoiadores do genocídio”.

Huwaida Arraf, uma proeminente advogada palestina-americana de direitos humanos, também criticou Lew por “confiar em fontes israelenses em vez de em seus próprios especialistas”.

“Você trabalha para Israel ou para o povo americano, cuja esmagadora maioria desaprova o apoio dos EUA a este genocídio?” ela escreveu no X.

As sondagens do ano passado mostraram que uma elevada percentagem de americanos se opõe à ofensiva de Israel em Gaza e quer o fim da guerra.

Uma marcha pesquisa da Gallup descobriram que 55 por cento das pessoas nos EUA desaprovavam as ações de Israel em Gaza, enquanto uma população mais enquete recente pelo Pew Research Center, divulgado em Outubro, sugeriu que cerca de três em cada 10 americanos acreditavam que a ofensiva militar de Israel estava “indo longe demais”.

Embora a administração Biden tenha afirmado que está a pressionar por um cessar-fogo em Gaza, rejeitou os apelos para condicionar a assistência dos EUA a Israel como forma de pôr fim à guerra.

Washington dá ao seu aliado pelo menos 3,8 mil milhões de dólares em assistência militar anualmente, e investigadores da Universidade Brown estimaram recentemente que a administração Biden forneceu 17,9 mil milhões de dólares adicionais a Israel desde o início da guerra em Gaza.

Os EUA são exigido pelas suas próprias leis suspender a assistência militar a um país se esse país restringir a entrega de ajuda humanitária apoiada pelos EUA, mas a administração de Biden recusou-se até agora a aplicar essa regra a Israel.

“Nós, neste momento, não avaliamos que os israelenses estejam violando a lei dos EUA”, porta-voz do Departamento de Estado Vedant Patel disse aos repórteres em Novembro, apesar dos relatos de fome “iminente” no norte de Gaza.

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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre

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O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.

Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”

Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.

O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.

Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.

Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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