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Rio Branco tem quase 20 pacientes na fila à espera de um leito de UTI Covid
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5 anos atrásem
Rio Branco tem dezenove pacientes com Covid-19 na fila à espera de um leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desse total, 12 são da rede pública e sete do hospital particular Santa Juliana.
Diante da taxa de ocupação de leitos sobrecarregada, o governo do Acre informou que segue trabalhando para transferir os pacientes para outras localidades onde há disponibilidade de leitos para tratamento da Covid-19. Mas, enfrenta resistência de muitas famílias.
O Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, já recebeu três pacientes, sendo que um deles morreu após chegar à unidade. Após a transferência, a direção da unidade disse que o hospital está ficando sem vagas disponíveis.
Outros cinco pacientes devem ser transferidos para leitos de UTI do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus (AM), ainda nesta sexta-feira (19). A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre).
No sábado (13), a Sesacre informou que fez uma lista de 16 pacientes que tinham capacidade de transferência para desafogar o Into-AC, hospital de campanha de Rio Branco, que está sem vaga.
Espera e resistência na transferência
Aos 49 anos, a irmã de João Carlos teve o quadro clínico bastante agravado e aguarda a remoção para Manaus. A família da paciente foi informada de que ela precisa de uma vaga de UTI e poderia ser transferida para Manaus. Os parentes foram até a unidade e autorizaram a transferência.
Enquanto espera, João Carlos disse que a irmã está intubada. Diante da notícia, João Carlos se abalou e chorou com medo de perder a irmã.
“[Ficamos] muito abalado, minha mãe, minha esposa, que é de risco, e os demais familiares. Estamos sem chão. Não é só a nossa família, mas todas que passaram aqui, sem chão. Só Deus para intervim nessa causa”, lamentou.
O pai de 73 anos de Elcilene Oliveira está internado há mais de dez dias com Covid. O estado de saúde dele se agravou muito, precisou sem ser intubado e agora também espera por um leito de UTI. As equipes do Into-AC pediram autorização para inclui-lo na lista de transferência para o estado vizinho, mas a família recusou.
“A situação que estamos é de apreensão total porque não sabemos o que vai acontecer. Era, inclusive, o medo dele de entrar aqui e não voltar. Não temos a certeza se vai voltar. É muito difícil porque a gente não vê, não tem mais como vê-lo, é muito difícil. É tudo diferente de qualquer internação. Fomos consultados a respeito disso, mas a gente não pensa nessa possibilidade. Como que vai levar, não temos ninguém em Manaus”, explicou Elcilene.
Ocupação
No Pronto Socorro de Rio Branco, todos os 30 leitos de UTI disponíveis na unidade continuam ocupados e duas pessoas esperam na fila para serem transferidas. Já no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), são 50 UTIs disponíveis, e todos também estão ocupados.
O Acre registrou até esta sexta-feira (19), 64.878 casos de Covid-19 e 1.168 óbitos pela doença, segundo o boletim da Secretaria de Saúde do estado (Sesacre).
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.