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Ritmo da economia brasileira continua forte – 31/10/2024 – Vinicius Torres Freire

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A economia brasileira não dá sinais de que perde ritmo —que esfria. Em alguns aspectos, a velocidade de crescimento diminuiu, mas apenas de um passo que parecia talvez explosivo para um andamento que continua muito quente.

É o que parece, a julgar pelos dados de agosto e setembro, os mais recentes das estatísticas oficiais. A soma dos rendimentos do trabalho (“massa salarial”), o crédito bancário e o número de pessoas empregadas vão muito bem, pelos números que IBGE e Banco Central divulgaram nesta semana. O ritmo de vendas do comércio, da produção industrial e do faturamento dos serviços continua forte, pelos dados até agosto (na comparação anual).

Considere-se o número de pessoas empregadas no trimestre encerrado em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta. Cresceu 3,2%, ante setembro de 2023. É o ritmo mais forte desde 2013 (o último dado comparável), com exceção daqueles meses em que havia recuperação do nível de emprego arrasado pela epidemia. São mais 3,2 milhões de pessoas com trabalho.

A velocidade de crescimento do salário médio diminuiu um pouco, para 3,7% ao ano, em termos reais (isto é, além da inflação). Mas ainda é fortíssima, considerada a série histórica. A massa salarial crescia, em setembro, 7,18% ao ano, em termos reais —trata-se aqui da soma de todos os rendimentos do trabalho. Não cresce ao ritmo anual de 9,2% que se viu em junho. Mas é um aumento que não via desde 2013 (de novo, descontada a recuperação do fundo do poço da epidemia).

A esse aumento de renda se soma o crédito concedido pelos bancos, em valores que ainda estão em aceleração (no acumulado em 12 meses ante ano anterior). Nota-se aceleração também na produção industrial e no comércio. Não é o que acontece no setor de serviços, que, no entanto, se acomodou em ritmo razoável, depois dos meses de crescimento explosivo depois da epidemia.

Há outras notícias interessantes no emprego. Por exemplo, na taxa de participação na força de trabalho (percentual de pessoas procurando emprego ou empregadas em relação às pessoas em idade de trabalhar). Em 2023, essa taxa estava baixa, em termos históricos (desde 2012) —havia mais gente fora do mercado de trabalho.

Em certos casos, pode ser uma explicação para desemprego baixo. A depender de contexto, pode significar várias coisas, até que pessoas não procuram emprego porque foram estudar. A taxa de participação (62,4%) ainda é menor que nos anos logo antes da epidemia (um sinal de pobreza e necessidade maiores daqueles tempos, talvez). Mas fica mais perto daquela dos anos bons, para o emprego, de 2012 e 2013.

O percentual de pessoas empregadas em relação ao total de pessoas em idade de trabalhar (“nível de ocupação”) está em patamar quase recorde, em 58,4% a um décimo dos 58,5% do final de 2013.

Alguém pode dizer que esses números de emprego nos levam para a antessala de uma inflação derivada de salários. Talvez. Não dá para dizer agora e nem apenas com esses dados. De resto, tais especulações ou projeções andam muito furadas desde 2023, pelo menos —sabemos pouco de alguns funcionamentos da economia brasileira recente. Esta nota serve apenas para dizer que a atividade ainda está em nível notável, com uma inflação longe da meta, mas não descontrolada e baixa para padrões brasileiros.


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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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