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Roménia e Bulgária aderem à zona Schengen sem fronteiras após espera de 13 anos | Notícias da União Europeia

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Os controlos de identificação nas fronteiras terrestres da Bulgária e da Roménia cessaram, abrindo a possibilidade de viajar gratuitamente para o resto da União Europeia.

A Roménia e a Bulgária tornaram-se membros de pleno direito da zona Schengen, expandindo a área sem fronteiras para 29 membros e pondo fim a uma espera de 13 anos para os dois países da Europa de Leste.

A expansão, tornada possível quando a Áustria e outros membros abandonaram as suas objecções à adesão dos antigos países comunistas, ocorreu oficialmente à meia-noite (22:00 GMT) de quarta-feira, marcada por cerimónias em vários postos fronteiriços.

Os controlos de identificação nas fronteiras terrestres entre a Bulgária e a Roménia e os países vizinhos da União Europeia cessaram oficialmente à meia-noite, proporcionando aos viajantes livre acesso ao resto do bloco de 27 membros.

Os dois países dos Balcãs parcialmente unido espaço Schengen em Março, mas as viagens abertas foram restritas a quem chegava apenas por via aérea ou marítima.

Na noite de terça-feira, os ministros do Interior da Bulgária e da Roménia reuniram-se na passagem fronteiriça de Ruse-Giurgiu entre os dois países para marcar a abertura da fronteira. Outra breve cerimónia teve lugar numa passagem de fronteira entre a Hungria e a Roménia, com uma reunião entre o chefe nacional da polícia da Hungria e o inspetor-chefe da polícia de fronteiras da Roménia.

A Roménia e a Bulgária aderiram à UE em 2007, mas só foram integradas na zona sem fronteiras em Março, quando os controlos fronteiriços foram retirados das viagens marítimas e aéreas. Os controlos nas fronteiras terrestres permaneceram em vigor devido à oposição, principalmente da Áustria, devido a preocupações de que os dois países não estavam a fazer o suficiente para impedir a entrada de migrantes sem autorização.

Polícia de fronteira romena e búlgara na fronteira Giurgiu-Ruse (Daniel Mihailescu/AFP)

O expansão do espaço Schengen ocorreu após meses de esforços para integrar a Bulgária e a Roménia na zona por parte do governo da Hungria, enquanto este ocupava a presidência rotativa de seis meses da UE.

Cerca de um milhão de húngaros étnicos vivem na região da Transilvânia, na Roménia, um legado da divisão da Hungria após a Primeira Guerra Mundial. As relações têm sido historicamente difíceis entre os dois países, mas a abertura da fronteira facilitará as viagens e fortalecerá os laços entre as regiões.

Schengen, uma das principais conquistas do projeto europeu, foi criado em 1985 como um projeto intergovernamental entre cinco países da UE – França, Alemanha, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo. Expandiu-se gradualmente para se tornar a maior área de viagens gratuitas do mundo.

No entanto, vários países membros de Schengen, incluindo os Países Baixos, a Áustria e a Alemanha, restabeleceram este ano alguns controlos nas fronteiras terrestres devido a preocupações que vão desde a migração à segurança. Alguns responsáveis ​​da UE alertaram que os controlos reimpostos poderiam prejudicar os objectivos do esquema.

Antes da admissão parcial da Bulgária e da Roménia, Schengen era composto por 23 dos 27 países membros da UE, juntamente com a Suíça, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein. Cerca de 3,5 milhões de pessoas atravessam diariamente uma fronteira interna e mais de 420 milhões de pessoas vivem no Espaço Schengen.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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