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Ruben Amorim se torna o bode expiatório do Manchester United, mas a podridão é mais profunda | Manchester United

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Jonathan Wilson

Tele sempre pensou que isso não poderia acontecer agora. Simplesmente não é possível no futebol moderno que um superclube seja rebaixado. O Manchester United pode ter caído em 1974, mas isso não vai acontecer em 2025. Mesmo quando Ruben Amorim disse isso O United estava em uma batalha de rebaixamento depois de segunda-feira Derrota por 2 a 0 para o Newcastleele estava fazendo questão de chocar.

E isso não vai acontecer agora. O United não será rebaixado. Provavelmente só precisam de 15 pontos na segunda metade da temporada para estarem seguros e a estrutura financeira do futebol moderno significa que há pelo menos três equipas piores do que eles. No entanto, é significativo que Amorim possa mencionar a despromoção sem que isso pareça totalmente absurdo, revelando que vale a pena fazer o cálculo, calculando que tipo de contagem pode ser necessária para a sobrevivência do United. O que aconteceu no United desde a saída de Sir Alex Ferguson parece um experimento mental concretizado: o que seria necessário para que o time de maior sucesso da história da Inglaterra caísse?

Você não poderia fazer isso rapidamente. A impaciência teria provocado uma indignação que teria destruído o projecto de declínio. Seria necessário um processo de deriva cuidadosamente gerenciado, para permitir que cinco gerentes totalmente diferentes formassem um esquadrão de profunda incoerência. Você teria que desperdiçar quantias surpreendentes de dinheiro com jogadores idosos, jogadores que nunca foram bons o suficiente e jogadores cujo potencial você superestimou extravagantemente, garantindo que a conformidade com a lucratividade e a sustentabilidade (PSR) signifique não pode haver despesas em massa para resolver o problema.

Depois de anos sem um diretor esportivo com poderes abrangentes para moldar o clube, você abordaria o golpe de misericórdia inventando uma situação em que subitamente existe um politburo inteiro deles, acrescentando toda uma nova camada de intriga e confusão. O último golpe de gênio seria nomear um ideólogo confiante, um gerente amplamente cobiçado de habilidade óbvia mas aquele que insiste em jogar num sistema que de alguma forma, apesar da natureza caoticamente eclética do plantel, não combina com um único jogador nele.

O United se tornou o clube que teria sido se Mel Brooks tivesse escrito uma sátira sombria sobre eles – com o bônus de um Queda da Casa de Ushermetáfora concreta de estilo como Old Trafford, telhado desabando, está infestado de ratos.

Casemiro (à direita) sofreu outra partida difícil contra o Newcastle na semana passada. Fotografia: Dave Thompson/AP

Amorim é o culpado nisso tudo. Não é culpa dele. Levou o Sporting ao título da Liga portuguesa pela primeira vez em 19 anos, período em que flertou com a falência, fez ultras invadirem o campo de treinos e tentou rescindir contratos de vários jogadores. Se ele conseguisse reverter isso, quão difícil o United poderia ser? A impressão na segunda-feira, enquanto ele gesticulava em vão na linha lateral com menos de 10 minutos jogados e o United já atrás, com o meio-campo aberto, é que ele está começando a ter alguma ideia.

Isso é o problema de Russell Martin em letras grandes. Amorim fez um ótimo jogo com seu sistema. Ele quer passar esta temporada familiarizando os jogadores com isso, descobrindo quem pode prosperar e quem precisa ser substituído. Ele mudará o United sem deixar que isso o mude; entretanto, ele já deve ser capaz de sentir o abismo olhando para trás.

Erik ten Hag mudou no intervalo em sua segunda partidacom o United perdendo por 4 a 0 em Brentford; em certo sentido, toda a sua carreira no United tornou-se uma limitação de danos a partir daquele momento. Se Amorim age de forma semelhante, se ele se compromete após esse dogmatismo inicial, o que isso significa? Isso afeta sua credibilidade? Admite dúvida? Significará isso que os jogadores, mesmo que inconscientemente, se comprometem um pouco menos com a revolução, sabendo que o seu líder não é exatamente o homem de fé inabalável que pensavam?

Mas se ele não mudar, o que acontecerá? A união segue em frente. Talvez Bruno Fernandes encontre forma. Talvez Amad Diallo produza mais performances brilhantes. Talvez André Onana faça algumas defesas e Rasmus Højlund marque alguns gols. Talvez ganhem a FA Cup novamente ou se classifiquem para a Europa. Mas é mais provável que não. A falta do futebol da Liga dos Campeões, de qualquer forma, atinge as suas finanças. O sistema PSR restringe os gastos que Amorim exige. As derrotas, mesmo quando compreendido o contexto da imposição de um novo estilo, corroem a confiança. O United estará realmente pronto para decolar na próxima temporada?

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Os torcedores do Manchester United invadem o campo de Old Trafford com o City na frente graças ao gol de Denis Law, na última vez que o United foi rebaixado, em 1974. Fotografia: Colorsport/Shutterstock

Mais urgentemente, isso significa que esta campanha foi anulada? Meses assistindo jogadores se debatendo em um sistema para o qual não são adequados em prol de um futuro melhor? Isso pode continuar a ser divertido para o resto do mundo, mas como os torcedores do United devem reagir, especialmente num momento em que os preços dos ingressos aumentaram e concessões abolidas? Seu avô não apenas terá que pagar tudo para entrar, mas quando chegar lá estará assistindo ao que é, na verdade, uma sessão de treinamento glorificada para os rejeitados de amanhã. Talvez Sir Jim Ratcliffe pense que os reformados irão apreciar a nostalgia de ver o pior United desde que eram rapazes. “Acha que isso é ruim, filho? Você deveria estar no Palace, Dezembro de 72 …”

É fácil ter simpatia por Amorim. Tudo está contra ele. Ele está tentando impor suas ideias a um lado disfuncional em meio a um calendário lotado. Mas, ao mesmo tempo, o que ele achava que iria acontecer quando colocou Casemiro e Christian Eriksen no meio-campo contra o Newcastle? Com certeza, eles foram invadidos, assim como eles estiveram em Ipswich no primeiro jogo de Amorim no comando.

Se este curso intensivo público prolongado de 3-4-3 quiser continuar, certamente deverá fazê-lo com mais energia no meio. Da mesma forma, embora a solidez defensiva seja o principal objectivo contra o Liverpool, em Anfield, no domingo, contra equipas menores, é necessário encontrar alguns meios para libertar os laterais, cujas investidas são necessárias não apenas por si mesmas, mas para desbloquear os avançados.

Mas esses são detalhes. O posicionamento de Diogo Dalot não é a razão pela qual o United acaba de ter o seu pior mês desde 1930. É a isto que leva uma década de má gestão, e não será anulada apenas por uma nova formação sofisticada. Não se trata mais de soluções simples, da forma ou do treinador – trata-se de uma revisão a longo prazo de tudo no clube. E isso pode levar anos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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