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Rússia apoiou rebeldes do Iêmen em ataques no Mar Vermelho – 26/10/2024 – Mundo

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A Rússia forneceu dados de satélite que ajudaram os rebeldes houthis do Iêmen, grupo armado apoiado pelo Irã e classificado como terrorista pelos Estados Unidos, a atacar navios ocidentais no Mar Vermelho com mísseis e drones no início deste ano, segundo o Wall Street Journal.

De acordo com “uma pessoa familiarizada com o assunto” e dois funcionários de defesa europeus ouvidos pelo jornal americano, as informações dos satélites russos foram repassadas aos iemenitas por membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Os houthis começaram os ataques no mar Vermelho no fim de 2023, como protesto contra a invasão terrestre da Faixa de Gaza por Israel, atingindo mais de 100 embarcações desde novembro.

Segundo a reportagem do WSJ, o apoio de Moscou aos bombardeios —que atingiram o Canal de Suez, uma das rotas de navegação mais movimentadas e mais importantes para o comércio global— demonstra a disposição do presidente russo Vladimir Putin em desestabilizar a ordem econômica e política ocidental liderada pelos EUA.

Para os analistas ouvidos pelo jornal, o Kremlin busca fomentar a instabilidade no Oriente Médio para atingir os Estados Unidos, que buscava concentrar esforços na Rússia e na China antes dos conflitos provocados pela guerra Israel-Hamas, iniciada em 7 de outubro do ano passado.

“Para a Rússia, qualquer erupção em qualquer lugar é uma boa notícia, porque desvia ainda mais a atenção do mundo da Ucrânia, e os EUA precisam comprometer recursos —sistemas Patriot ou projéteis de artilharia. E com o Oriente Médio em jogo, é claro onde os EUA escolherão”, explica Alexander Gabuev, diretor do think tank Carnegie Russia Eurasia Center, ao jornal americano.

A ofensiva houthi forçou um desvio temporário dos navios comerciais para o sul, em torno do cabo da Boa Esperança, na África do Sul, em uma viagem mais longa e cara. Os Estados Unidos lançaram em dezembro uma força-tarefa para escoltar as embarcações no estreito de Bab al-Mandab (que separa o Mar Vermelho do Oceano Índico e é um dos principais caminhos dos barris de petróleo) e, em abril, gastaram cerca de US$ 1 bilhão em munições para derrubar drones e mísseis dos iemenitas.

Com escassez de mão de obra e materiais na guerra contra a Ucrânia, Moscou busca estreitar parcerias militares com o Irã e a Coreia do Norte, que forneceram munição, mísseis e drones. Segundo autoridades dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, cerca de 3.000 soldados norte-coreanos foram enviados para treinamento na Rússia nas últimas semanas.

O fortalecimento de laços do Kremlin com o Irã marca a mudança brusca da estratégia de Putin, que deixou de lado um longo relacionamento com Israel e o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, a quem o presidente russo hoje critica devido à guerra em Gaza.

Procurados pelo Wall Street Journal, os porta-vozes do governo russo e dos rebeldes houthis não comentaram as acusações.



Leia Mais: Folha

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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-lula.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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