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Rússia promete retaliação após dizer que a Ucrânia disparou mísseis fornecidos pelos EUA | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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O presidente cessante dos EUA, Joe Biden, autorizou Kiev a usar armas de longo alcance contra a Rússia.

A Rússia prometeu retaliar depois de alegar ter abatido oito navios fornecidos pelos EUA. ATACMS mísseis disparados pela Ucrânia na região fronteiriça de Belgorod.

“Em 3 de janeiro, foi feita uma tentativa a partir do território ucraniano de lançar um ataque com mísseis contra a região de Belgorod usando mísseis tático-operacionais ATACMS fabricados nos EUA”, disse o Ministério da Defesa russo no sábado.

“Estas ações do regime de Kiev, que é apoiado por curadores ocidentais, serão recebidas com retaliação”, acrescentou, afirmando que todos os mísseis foram abatidos.

O ministério disse anteriormente que as defesas aéreas derrubaram oito mísseis ATACMS no total, sem dizer quando ou onde.

As autoridades ucranianas ainda não responderam à acusação.

O Sistema de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS) tem um alcance de 300 km (190 milhas) e foi desenvolvido pela primeira vez na década de 1980.

O presidente cessante dos EUA, Joe Biden, autorizou Kiev a usar armas de longo alcance contra a Rússia no ano passado, numa medida que o Kremlin denunciou como uma grave escalada do conflito de quase três anos. Espera-se que Biden anuncie assistência adicional de segurança para a Ucrânia nos próximos dias, de acordo com o porta-voz da Casa Branca, John Kirby.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse em uma entrevista no mês passado que se opunha “muito veementemente” ao uso de armas pela Ucrânia, que ele disse estarem “aumentando” o conflito.

Além do apoio militar dos EUA, Kiev também receberá seus primeiros caças multifuncionais Mirage 2000-5F franceses este mês, de acordo com a revista francesa Avions Legendaires.

Presidente russo Vladimir Putin ameaçado no ano passado, para atacar o centro de Kiev com um míssil balístico hipersónico se a Ucrânia continuasse a atingir o território russo com armas ocidentais de longo alcance.

Tanto Kyiv como Moscovo acusaram-se mutuamente de crimes fatais ataques sobre os civis desde o início do ano.

Um ataque russo a uma aldeia na região nordeste de Kharkiv, na Ucrânia, no início deste sábado, matou um homem de 74 anos, disse o governador regional Oleg Synegubov.

Pelo menos três pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas num ataque russo na região de Sumy, no nordeste da Ucrânia, no sábado, disseram as autoridades locais. Sumy faz fronteira com a região russa de Kursk e tem sido regularmente bombardeada pelas forças russas há meses.

As forças russas também lançaram ataques perto da cidade ucraniana de Pokrovsk, num esforço para contorná-la pelo sul e cortar rotas de abastecimento para as tropas ucranianas, disseram os militares ucranianos no sábado.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, observou que a Rússia lançou 300 drones de ataque e 20 mísseis contra alvos ucranianos nos primeiros três dias de 2025, mas disse que uma grande quantidade foi abatida pelas forças de Kiev.

“Esse terror russo, que continua com intensidade implacável, exige que nós e todos os nossos parceiros não reduzamos os esforços no fortalecimento do nosso escudo de defesa aérea e de todos os seus componentes sistêmicos – desde os sistemas Patriot até os grupos de fogo móveis”, disse Zelenskyy em suas plataformas de mídia social. .

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, embarcará em sua última viagem ao cargo neste fim de semana, viajando para Coreia do Sul, Japão e França.

Nas reuniões em Paris, espera-se que ele discuta a segurança europeia e a guerra da Rússia na Ucrânia com autoridades francesas, mostrando o alcance final da administração Biden em relação a Kiev antes que o governo Trump assuma.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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