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Ryanair corta serviços alemães, reclama de impostos e taxas – DW – 10/10/2024
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A companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair anunciou na quinta-feira grandes cortes em seus serviços em Alemanha para o verão de 2025.
A companhia aérea não voará mais para aeroportos de Dortmund, Dresden e Leipzig. Em Hamburgoo total de voos de verão será reduzido em 60% em comparação com o ano anterior. E, como já anunciado em agosto20% menos voos entrarão e sairão de Berlim também.
A empresa estimou que estes cortes representariam menos 1,8 milhões de assentos para passageiros nos seus aviões em 2022, menos 22 rotas de voo e uma queda global de 12% da capacidade na Alemanha.
Como a Ryanair explicou a mudança?
Eddie Wilson, CEO da Ryanair DAC, a principal e mais antiga companhia aérea do grupo, atribuiu a decisão aos custos que, segundo ele, eram demasiado elevados na Alemanha, e ao apoio de Berlim ao “monopólio de preços elevados” desfrutado pela companhia aérea Lufthansa.
“A Alemanha recuperou apenas 82% do total do seu tráfego aéreo antes da COVID, tornando-a de longe o pior desempenho no mercado europeu de viagens aéreas”, disse Wilson.
“Como resultado destes elevados impostos e taxas estatais (os mais elevados da Europa), bem como do monopólio de preços elevados da Lufthansa, os cidadãos e visitantes alemães estão agora a pagar os preços de voo mais elevados da Europa”, disse Wilson.
A Ryanair critica frequentemente transportadoras de bandeira como a Lufthansaque observou no comunicado de imprensa de quinta-feira “foi poupado com 6 mil milhões de euros” durante a pandemia de COVID pelo governo alemãoe o apoio estatal que vários deles receberam durante a pandemia.
A Ryanair disse que não previu perdas de empregos na empresa, apesar do plano de voo reduzido, embora tenha previsto efeitos indiretos para outros trabalhadores e indústrias, como motoristas de táxi e o setor hoteleiro.
A Ryanair queixou-se da situação e ameaçou votar com os pés ao ministro dos Transportes alemão, Volker Wissing, em agosto.
A companhia aérea conduz uma negociação notoriamente difícil sobre custos adicionais, como taxas de trânsito aeroportuário, procurando manter os custos operacionais baixos para acompanhar os preços dos seus bilhetes, razão pela qual os seus aviões são muitas vezes mais difíceis de encontrar nos aeroportos europeus mais movimentados, que tendem a cobrar mais.
WIlson disse que a Ryanair apresentou um “plano de crescimento de 7 anos” ao governo alemão em agosto, mas não recebeu resposta dos governos federal ou estadual.
“A recusa em promover o crescimento nos aeroportos alemães é míope, porque a Ryanair está preparada para se expandir consideravelmente na Alemanha”, disse Wilson. “Mas o aumento dos impostos sobre viagens aéreas, das taxas de segurança e aeroportuárias está a levar a que estas capacidades sejam transferidas para outros estados da UE.”
A taxa sobre viagens aéreas foi aumentada pelo governo alemão em maio e situa-se entre cerca de 15 e 70 euros por bilhete, dependendo principalmente da longa distância do voo, sendo que as companhias aéreas normalmente transferem os custos para os consumidores.
Custos elevados tornam os aeroportos alemães pouco competitivos
BDF alemã diz que redução da Ryanair não é surpresa
A federação alemã de companhias aéreas BDF também reclamou que os custos aeroportuários no país estão entre os mais altos da Europa.
Respondeu na quinta-feira dizendo que a ação da Ryanair era previsível e, potencialmente, até mesmo a primeira de muitas manchetes.
“Esta foi uma retirada com aviso prévio e mostra a dinâmica negativa em que a Alemanha se encontra atualmente como local de viagens aéreas”, disse o diretor da BDF, Michael Engel.
O BDF disse esperar mais más notícias deste tipo, especialmente em relação a Hamburgo. Nesse hub, a operadora planeja aumentar suas taxas em 2025.
Outro grupo de lobby da indústria, o ADV em Berlim, alertou num comunicado que a ação da Ryanair demonstrava como “não somos mais competitivos”.
msh/wmr (AFP, dpa, Reuters)
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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