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Secretaria da Mulher se reúne com o Movimento de Mulheres Negras e apresenta resultados de políticas públicas

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Da Redação

Por Gabrielly Martins

A apresentação dos resultados do Termo de Fomento nº 01/2024, celebrado em março de 2024 entre a Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e a Associação de Mulheres Negras do Acre, foi a pauta central do encontro realizado nesta quinta-feira, 20, em Rio Branco, na sede da instituição.
Associação de Mulheres Negras do Acre foi a pauta central do encontro realizado. Foto: Franklin Lima/Semulher
Com o tema “Valorização da cultura afro no Acre: desconstruindo o racismo e as violências contras as mulheres”, o projeto recebeu o valor de R$ 604.447,86  para executar as atividades do movimento em um período de dez meses, que incluiu: oficinas de culinária, vestimentas, danças (samba de roda, capoeira e maculelê) e penteados afro, além de mostras culturais em âmbito regional e municipal.
O projeto destacou também, no relatório narrativo de prestações de contas, a realização de palestras e seminários de formação para os movimentos sociais e instituições conveniadas, com o intuito de ampliar o acesso à cultura negra e qualificar as discussões dentro dos setores públicos.
Palestras e seminários de formação para os movimentos sociais e instituições conveniadas têm o intuito de ampliar o acesso à cultura negra e qualificar as discussões dentro dos setores públicos. Foto: Franklin Lima/Semulher
Durante o encontro, a coordenadora administrativa da Associação de Mulheres Negras, Almerinda Cunha, destacou a importância de promover o diálogo reflexivo e incentivar a luta organizada. “Percebam que nós organizamos o movimento, atuando junto aos órgãos, para que tenhamos uma ação integrada do Judiciário, Executivo, Legislativo, em conjunto com a Saúde, Educação e Segurança, que fortaleça o combate ao racismo e a violência contra mulheres”, disse a coordenadora.
Nós organizamos o movimento, atuando junto aos órgãos. Foto: Franklin Lima/Semulher
Iraceli Brito, que integra a diretoria da Associação de Mulheres Negras, ressaltou que os momentos de diálogo são essenciais para que as mulheres negras possam continuar na luta por direitos. “A luta dentro dos movimentos permite que os direitos das mulheres continuem sendo conquistados, e que as mulheres sigam em busca de seus objetivos, sempre de cabeça erguida”, afirmou.
Na oportunidade, a secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, agradeceu o trabalho da coordenadora Almerinda Cunha. “Essa iniciativa é extremamente importante para o nosso trabalho, já que aproxima o poder público e a sociedade. Nosso agradecimento à Associação de Mulheres Negras, que facilita o nosso trabalho, que chega e aponta onde devemos atuar, onde trabalhar, tudo em prol das meninas e mulheres do nosso estado, e principalmente da comunidade negra”, declarou.
Essa iniciativa é extremamente importante para o nosso trabalho, já que aproxima o poder público e a sociedade. Foto: Franklin Lima/Semulher
Também estiveram presentes no evento representantes do Conselho Estadual de Educação, Fórum de Educação Étnico Racial, Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Secretaria Municipal de Educação, Tribunal de Contas do Estado, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre, Controladoria-Geral da União e do movimento social Slam do Acre.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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