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Secretarias de Segurança e Educação capacitam indígenas com projeto esportivo para redução de criminalidade em aldeias

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Ana Paula Xavier

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), em parceria com a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (Seel), por meio do programa Acre pela Vida, promove a partir desta segunda-feira, 24, uma capacitação para representantes indígenas, com o objetivo de multiplicar ações educativas que sirvam como instrumento de resgate de jovens e redução da criminalidade nas aldeias.

Sejusp e Seel capacita representantes indígenas para multiplicação de ações educativas em aldeias. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp

Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, o investimento em capacitação de representantes indígenas é fundamental para promover o desenvolvimento social e a redução dos crimes. “Através do esporte, estamos criando oportunidades para que as comunidades indígenas se fortaleçam e se unam em torno de atividades que fortalecem as iniciativas para tirar os jovens do ambiente do crime”, destacou.

Para secretário de Segurança Pública, investimento em capacitação de representantes indígenas é fundamental para promover desenvolvimento social e inclusão. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp

A capacitação será realizada ao longo de dez dias e abordará tanto a teoria quanto a prática de esportes como voleibol e futebol. Nesse projeto-piloto, intitulado Escolinha Água Viva de Futebol e Voleibol, quatro indígenas estão sendo capacitados para implementar as atividades em suas comunidades.

Além disso, materiais como bolas e redes serão entregues para que o projeto possa ser efetivamente colocado em prática. Neste primeiro momento, 13 aldeias serão contempladas com a iniciativa.

Para coordenador do programa Acre pela Vida, Edener Franco, momento é de felicidade, pelo envolvimento dos representantes indígenas no projeto. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Ascom Sejusp

O coordenador do projeto, Edener Franco, disse que é um momento de muita felicidade ver o engajamento dos representantes indígenas na ação. “Acreditamos que o esporte é uma ferramenta poderosa de inclusão e transformação social. Com essa capacitação, não apenas oferecemos opções de lazer, mas também promovemos a implementação de segurança pública dentro da aldeias”, complementou.

Capacitação será realizada ao longo de dez dias e abordará tanto a teoria quanto a prática de esportes como voleibol e futebol. Foto: Ascom Sejusp

A iniciativa representa um passo significativo em direção à integração das comunidades indígenas. Um dos representantes indígenas que estão recebendo a capacitação, Elieze Kaxinawá, disse que a ação trará melhorias para a aldeia e para o povo. “Acreditamos que, ao aprender sobre esportes e práticas educativas, podemos ajudar a juventude da nossa terra indígena a ter mais opções de lazer e desenvolvimento. O conhecimento adquirido nas aulas teóricas e práticas será fundamental para alcançarmos os objetivos do nosso cacique e lideranças”, disse.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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Curso combate a incêndio florestal-2026 (2).jpeg

O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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