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Secretário de Estado dos EUA, Blinken, reconhece contato com rebeldes HTS da Síria | Notícias da Guerra da Síria

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A administração do presidente Joe Biden reconheceu contato com Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o grupo de oposição sírio que liderou a recente ofensiva relâmpago que derrubado líder de longa data Bashar al-Assad.

A declaração de sábado, proferida pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, foi a primeira vez que o governo Biden confirmou publicamente as negociações com o grupo.

Essas conversas são delicadas. O HTS foi designado como uma “organização terrorista estrangeira” nos EUA desde 2018, e os EUA evitam em grande parte negociações com tais grupos.

Numa conferência de imprensa em Aqaba, na Jordânia, Blinken colocou as suas discussões com o HTS no contexto dos objectivos mais amplos dos EUA para o futuro da Síria.

“Sim, estivemos em contato com o HTS e com outras partes”, disse Blinken em resposta a uma pergunta dos repórteres.

Ele explicou que “impressionou a todos” a necessidade de encontrar o cidadão americano e jornalista freelance Austin Tice, que desapareceu na Síria enquanto fazia reportagens em 2012.

Blinken também indicou que sua equipe buscou o apoio do HTS para um conjunto de “princípios” que diplomatas dos EUA, das Nações Unidas, da União Europeia, de Turkiye e oito países da Liga Árabe discutido para um processo pacífico de transição governamental.

“Nós comunicamos isso”, disse Blinken.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, faz uma declaração à imprensa em Aqaba, Jordânia, em 14 de dezembro (Andrew Caballero-Reynolds/Pool via AP)

Em Maio de 2018o Departamento de Estado dos EUA, sob o então presidente Donald Trump, adicionou o HTS à sua lista de “organizações terroristas estrangeiras” devido à sua filiação à Frente al-Nusra, uma afiliada da Al-Qaeda.

Acusou o HTS de ser um “veículo” para a Frente al-Nusra “promover a sua posição na revolta síria e promover os seus próprios objectivos”.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas também sancionado HTS em 2014 por uma razão semelhante, congelando os seus activos financeiros no estrangeiro e colocando-o sob um embargo de armas.

Mas Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Julanio líder do HTS, tomou medidas para distanciar a sua organização da Al-Qaeda.

De acordo com a Associated Press, al-Sharaa divulgou um vídeo em 2016 afirmando a independência de seu grupo. “Esta nova organização não tem afiliação a nenhuma entidade externa”, disse ele.

Ainda assim, é improvável que as autoridades dos EUA concordem em levantar as sanções ao HTS num futuro próximo.

Em declarações à agência de notícias Reuters esta semana, o senador Chris Murphy indicou que o levantamento das sanções ao HTS era prematuro. No entanto, enfatizou a necessidade de manter laços com as forças que moldam o futuro da Síria.

“Não creio que os Estados Unidos devam trancar-se fora de uma sala onde todos os outros estão”, disse ele à Reuters. “Não creio que devamos ter vergonha de abrir linhas de comunicação.”

Outro senador – Ben Cardin, que preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado – disse em entrevista coletiva que também adotaria uma abordagem de “esperar para ver”.

“É muito cedo para dizer se o histórico do novo regime refletirá uma forma diferente de fazer negócios”, disse Cardin.

O futuro do envolvimento dos EUA na Síria também permanece incerto. O país tem cerca de 900 soldados no país, bem como várias bases militares nas regiões orientais ricas em petróleo do país.

Lá, os EUA aliaram-se às forças lideradas pelos curdos para combater a expansão do ISIL (ISIS). No sábado, Blinken enfatizou que a missão ainda estava em andamento.

“O sucesso que tivemos nos últimos anos em acabar com o califado territorial do ISIS, garantindo que o ISIS estava numa caixa e lá permanece – essa continua a ser uma missão crítica”, disse ele. “Este é um momento em que o ISIS tentará reagrupar-se, aproveitando a transição na Síria.”

Mas o Presidente eleito Trump, que deverá iniciar um segundo mandato na Casa Branca em Janeiro, indicou que poderá traçar um caminho diferente para os EUA.

Pouco antes da queda do governo de al-Assad, em 8 de dezembro, Trump postado nas redes sociais que ele manteria distância da Síria.

“A Síria é uma bagunça, mas não é nossa amiga”, Trump escreveu. “OS ESTADOS UNIDOS NÃO DEVERIAM TER NADA A VER COM ISSO. ESTA NÃO É A NOSSA LUTA. DEIXE ACONTECER. NÃO SE ENVOLVA!”

Autoridades do governo cessante Biden, no entanto, têm se reunido com diplomatas da Liga Árabe e de outros partidos esta semana para ajudar a moldar o futuro do país devastado pela guerra.

Blinken ofereceu no sábado um resumo de seu acordo conjunto. Ele delineou uma visão para um processo de transição “liderado e controlado pela Síria” que acabará por resultar num “governo inclusivo e representativo”, onde os direitos de todas as minorias sejam respeitados.

Ele também enfatizou o importante papel que os EUA têm na região, defendendo claramente a não retirada de novos diálogos sobre a Síria.

“A América e os nossos parceiros têm um interesse importante em ajudar o povo sírio a traçar este novo caminho. Sabemos que o que acontece dentro da Síria pode ter consequências poderosas muito além das suas fronteiras, desde deslocamentos em massa até terrorismo”, disse Blinken.

“Vimos como a queda de um regime repressivo pode rapidamente dar lugar a mais conflitos e caos, como os sapatos de um ditador podem ser ocupados por outro, ou como a interferência de um país estrangeiro pode ser descartada apenas para ser substituída por outro.”



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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